Trafford’s Trading Club – Capítulo 89

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Trafford's Trading Club - Capítulo 88
Trafford's Trading Club - Capítulo 90

Vou ficar devendo um, meus caros. Amanhã eu tentarei postar 3. Boa leitura para vocês.


O Acidente

Tradução: Shuichi || Revisão: –


Depois de fugir, ele se escondeu no telhado de um prédio próximo, tremendo sem motivo, enquanto relembrava a recente tragédia da oficina.

Foi como se acontecesse bem diante de seus olhos.

A poça de sangue e os olhos assustados surgindo, junto com os gritos…

Mo Xiaofei cobriu a testa com a mão, tentando acalmar seu humor inquieto e se convencer.

— Foi culpa sua… tudo culpa sua… Por que você resistiu… tudo porque você não mudou… Isso é tudo culpa sua…

Depois de um certo tempo, Mo Xiaofei sentiu que sua cabeça não estava tão dolorida quanto antes. Por isso ele se levantou e respirou fundo, flutuando por entre os prédios mais uma vez e noite afora.

Ele retornou àquele beco.

O dono já havia chamado a polícia e a ambulância. A equipe médica carregava macas e colocaram o homem na ambulância enquanto alguns observadores se reuniam no local.

— Para ser honesto, policial, eu realmente não sei o que aconteceu! Quando eu cheguei perto, esse cara já estava deitado no chão e todo coberto de sangue! Eu sou a vítima e muitos podem testemunhar. Você pode perguntar para os vendedores de rua!

No momento, Mo Xiaofei é um dos espectadores.

Eles estavam conversando.

— Que terrível. Um pedaço enorme de vidro entrou no corpo dele e tinha sangue em todo o chão!

— Um pecador violentará a sua própria alma… ?

Mo Xiaofei não continuou olhando.

‘Um pecador violentará a sua própria alma… Não, a culpa é sua.’

Mo Xiaofei estava de péssimo humor esta noite. Depois de levar para a fábrica abandonada as pessoas que ele tinha capturado, ele não prestou mais atenção à eles. Em vez disso, ele simplesmente correu para casa.

‘Sim, é tudo culpa sua.’

Como sempre, Mo Xiaofei se trocou e escondeu o equipamento, depois voou para a janela colado na parede.

Não era alto, era só o terceiro andar… Mas a janela fora aberta, o que fez Mo Xiaofei ficar boquiaberto. Ele se lembra de ter fechado a janela antes de ter saído de casa.

Mo Xiaofei fez uma careta, atravessou a janela e separando a cortina, depois pousou no chão. No segundo seguinte, precisamente quando ele ia acender o abajur, a lâmpada incandescente se acendeu. Mo Xiaofei tomou um susto. O pai dele, Mo Hongqi, já estava no quarto.

Ele acendeu a lâmpada… Então apenas o viu “escalar” até a janela. Por causa da cortina, talvez ele não ter visto ele “voando”.

Mesmo assim, essa situação deu a Mo Xiaofei uma sensação diferente de ansiedade… Ele não sabia como explicar isso ao pai.

Ele involuntariamente escondeu sua mochila de ferramentas atrás dele.

— Pai, eu…

— Está com fome? Já está tarde. — Disse Mo Hongqi. — Eu fiz um pouco de comida, vamos comer juntos.

Mo Xiaofei assentiu sem pensar.

A luz ainda estava acesa na sala em que seu pai trabalhava, talvez por conta da pressa de talhar os produtos dos clientes. O pai e o filho se sentaram à mesa. Por causa da inconveniência de seu pai, a comida era bem simples; macarrão ao molho misturada à um pouco de cebola verde picada .

— Você não fechou a janela e um gato de rua entrou e correndo de algum lugar. — Mo Hongqi comia o macarrão enquanto sussurrava. — Eu te chamei várias vezes, mas você não respondeu.

— Aquele gato… — Mo Xiaofei abaixou a cabeça ao falar.

— Talvez ele estivesse assustado quando entrou, mas então ele pulou para fora de novo. — Mo Hongqi olhou para Mo Xiaofei e deu um sorriso suave.

Por causa da leve severidade emitida por seu pai, Mo Xiaofei não ousou olhar diretamente para ele.

— Pai, eu… — Disse ele desconfortavelmente. — Eu estou bem, não fiz nada.

Seu tom refletia uma falta de persuasão… Na verdade, Mo Xiaofei não sabia como confessar ao pai.

— Coma logo, depois lave e durma. Mas não acorde sua mãe. — Mo Hongqi falou levemente. — Ou você não terá energia para a escola amanhã.

Por algum motivo, o nariz de Mo Xiaofei se contraiu e as palavras deslizaram por sua língua.

— Pai, hoje à noite eu…

Inesperadamente, seu pai apenas balançou a cabeça e falou: — Seu professor ligou e disse que ultimamente não tem sido seguro e que os pais devem cuidar de seus filhos. Eu acho que é por causa do assassinato de alguns estudantes dois dias atrás. Provavelmente estudantes da sua escola.

O pai olhou para o filho, vendo que estava evitando o contato visual com ele.

— Você é uma criança inteligente desde jovem. Se tiver alguma coisa acontecendo, você pode falar comigo e com a sua mãe. Só porque é homem não significa que deva cuidar dos problemas sozinho. Não importa o que você faça, fique seguro.

— Eu… Eu não vou mais sair sem falar nada. — Mo Xiaofei olhou para baixo.

— Coma. — Mo Hongqi falou com uma voz suave.

Mo Xiaofei assentiu e limpou tudo antes de voltar para o quarto. Ele se deitou na cama, mas não conseguiu dormir.

Miau~

Mesmo ele não sendo fã de gatos, o proprietário Luo olhou para o gato preto a seus pés e se agachou para tocar pescoço do gato e brincar com ele. Depois, ele abriu um saquinho de biscoitos de leite, pegou um e colocou no chão.

Ele acariciou o pelo do gatinho, observando em silêncio a luz da oficina.

Como Mo Xiaofei escolheria caminho o seguinte?

O proprietário do clube sentia um senso de familiaridade; como se ele próprio tivesse obtido um poder milagroso.

Pessoas diferentes na mesma situação. Qual seria as suas escolhas?

— Vamos esperar e ver.

Luo Qiu jogou outro pedaço de biscoito e falou em voz baixa enquanto olhava para o gato comendo o biscoito.

— Talvez tenhamos sérios problemas afrente.

Ele se levantou e conversou com o gatinho. — Vá procurar um mestre, não se sabe quando um acidente vai te acontecer.

Respirando fundo, Mo Xiaofei foi ao hospital.

O homem que saiu de ambulância ontem à noite deve estar neste hospital.

O roubo não é considerado crime capital; mas Mo Xiaofei não achou que a pessoa acabaria assim. Ele se consolou, mas ainda estava meio agitado. Por isso, ele veio hesitante durante o almoço da escola.

— O homem que veio aqui ontem à noite deve estar na UTI… A propósito, você é o que dele?

Ao ouvir a pergunta da enfermeira, Mo Xiaofei falou de repente: — Você deixou cair alguma coisa.

A enfermeira se surpreendeu e olhou para baixo para ver o que era. Bem naquele momento, o copo no balcão caiu e quebrou, fazendo a enfermeira gritar. Quando ela olhou para trás, Mo Xiaofei já não estava mais lá.

No corredor.

Duas enfermeiras empurravam um carrinho, enquanto conversavam sobre algo relacionado aos pacientes.

— É muito trágico, o pai dela caiu logo assim que a mãe estava esperando a cirurgia para salvar a vida dela.

— Infelizmente, ouvi dizer que ele roubou porque não conseguiu juntar dinheiro suficiente para a cirurgia… Quem teria pensado nisso.

— A garota é muito forte, mesmo sendo tão azarada…

Ao olhar para o quarto, o corpo de Mo Xiaofei tremeu de leve… pela primeira vez ele viu com clareza o que costumava ser indistinto.

E também foi a primeira vez que ele não conseguiu sentir a força que costumava ser mostrada por ela.

Havia uma garota pálida sentada na cama. Seus olhos ficaram vermelhos, mas nenhuma lágrima caiu. Enquanto a olhava, Mo Xiaofei recuou, um passo, dois passos…

Até bater em um banco no corredor e a força deixou seu corpo, o fazendo despencar nele. Ele sentiu seu corpo tremer e não conseguia respirar.

Seu corpo parecia ter sido esvaziado.

— Luo Xin… Por que… é você…

Mo Xiaofei agarrou com firmeza seu próprio cabelo. Ele viu mais uma vez o vermelho vivo e sentiu como se estivesse sendo arrastado para um vórtice… A oficina e a fábrica abandonada, o beco da noite passada e os ‘prisioneiros’ pendurados na ‘prisão’.

Ele abaixou a cabeça e viu uma gota de sangue escorrendo pelo chão.

Gota a gota.

Vinha do nariz dele. Mo Xiaofei tocou e limpou… Suas mãos estavam manchadas de sangue.

‘Um pecador violentará a sua própria alma… É tudo culpa sua.’

‘É muito trágico, a mãe estava esperando a cirurgia para salvar a vida dela…’

‘Deixe-me ir, por favor… por favor, eu não vou fazer de novo. Não bata, não me bata…

‘É muito trágico…’

‘Um pecador violentará a sua própria alma… É tudo culpa sua.’

‘É muito trágico…’

‘Um pecador violentará a sua própria alma… É tudo culpa sua…’

‘Um pecador violentará a sua própria alma… É tudo culpa sua…’

‘É muito trágico…’

Ele sentiu um frio de gelar a espinha, confusão e… medo.


(9/Mas era pra ser 10 né)
11 semana que vem.


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