The Novel’s Extra – Capítulo 178

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The Novel's Extra - Capítulo 177
The Novel's Extra - Capítulo 179

Tradução: Sr. Raposo | Revisão: Dilsinxyz


Acabando com Jin Sahyuk (3) 

Depois de conversar com Yoo Yeonha e voltar para o meu quarto sozinho, pude ouvir as crianças sussurrando dentro da barraca na sala de estar. 

— Alguém acabou de entrar?
— Hm~ não sei~ ah, talvez seja um fantasma?!
— Meow~

Passei pela tenda e entrei no meu quarto.
Haa…
Com um suspiro profundo, deitei na minha cama.
Hoje, Yoo Yeonha me disse algo que eu não sabia e mesmo que houvesse algumas especulações misturadas no que disse e, embora eu não tivesse como saber se eram verdadeiras ou falsas, eu ainda tinha sentimentos contraditórios sobre tudo isso. 

— Trupe Camaleão? O que é isso? 

Ao ouvi-la me perguntando sobre os Camaleões, essa foi a minha resposta. Embora estivesse tremendo por dentro, eu agia com a maior calma possível por fora.

— Você provavelmente nunca ouviu falar deles, já que estão sempre muito bem escondidos nas sombras. Eles são um grupo de algumas das pessoas mais fortes da Terra e na minha opinião, acho que sua força rivaliza com Extensão Vasta. 

Disse-me ela em resposta, seriamente, enquanto eu permaneci parado, olhando-a inexpressivamente.
Ela então seguiu suavemente, olhando para mim.

— Eu… Eu acho que foram eles que mataram a sua…

Ela cortou a sentença no meio, no entanto, pude entender o que quis dizer.
O passado de Chundong que eu não conhecia. Fingi estar confuso e sem reação, como se tivesse sido atingido por um martelo.

— … Você tem certeza?

— Tenho quase certeza. Esses duas são as pessoas que supostamente são os seus pais.

Yoo Yeonha pegou alguns documentos e os passou para mim.
Kim Yoohon. Shin Yiyeon.
Dois nomes e rostos desconhecidos estavam escritos ali.

— Prevê-se que tenham falecido no dia do incidente no abrigo de evacuação de Kwang-Oh. Este é um retrato…

Dessa vez, ela me deu uma imagem.

— Da pessoa que o deixou no seu orfanato. Apenas metade do rosto dela é mostrada e é de 20 anos atrás, então duvido que ajude muito.

Deitado na minha cama, peguei e parei para analisar mais uma vez o retrato, este que mostrava uma jovem garota fofa e bonita, mas com uma aura perigosa.
Com metade do rosto coberto e 20 anos atrás, seria difícil determinar quem ela seria hoje.
No entanto, senti como se soubesse quem era. Na verdade, eu tinha quase certeza.
Era a ‘Chefe’ quando jovem.

“Que remake terrível…” Murmurei.

Francamente, nada disso tinha a ver comigo, o passado de Chundong é o passado dele e eu sou Kim Hajin. 

Mesmo assim, um pouco de preocupação ainda residia no canto do meu coração.
Se Chundong soubesse disso… o que ele acharia? Ou melhor, o que será que ele teria pensado?
Por óbvias razões, isso era algo impossível para de eu prever.
Chundong se foi e não havia mais nada dele em nenhum lugar deste mundo. 

“Chundong….”

Uma vida que desaparecera por minha causa.
Bem, uma vida que ‘se tornara’ eu.

“Parece que,  no final das contas, você não era um extra.”

—————

Enquanto isso.
Yoo Yeonha voltou para casa sozinha, para a sua grande mansão que hoje parecia especialmente vazia. 

“… Mãe? Pai?”

Ela queria ver a sua mãe assustadora e pai excessivamente grudento e mesmo sabendo ambos estavam em uma conferência de alianças, ela os chamou mesmo assim, pois sabia que ficaria feliz se os abraçasse.  

Entretanto, momentaneamente sozinho, ela se encontrava num momento em que precisava de sua família mais que tudo.

Yoo Yeonha se arrastou para o quarto e sentou-se na cadeira de trabalho como de costume, pegou a caneta e começou a olhar sobre contratos, como de costume, fez alguns cálculos, como de costume, pensou em coisas como de costume e estava preocupado com algumas coisas, como de costume.  

Então, repentinamente, um ódio insuportável de si mesma saltou de seu âmago. 

“… Uhg.”

Ela mordeu com força.
‘Preciso suportar isso. Tenho que ficar mais forte. Preciso ficar mais fria e endurecer o meu coração. Auto-contradição e egoísmo, escondendo as verdades e mentiras. Eu tenho que me tornar mais ousada pela minha família, pela minha aliança e pelo meu sonho.’

Apesar do que dissera a si mesma constantemente, ela não conseguia evitar ser incomodado pelo profundo ódio.
O jeito que deixara de fora o pai e Chae Joochul da história, a forma que permanecera sorrindo e se sentindo aliviada por Kim Hajin não ter feito mais perguntas e como ficara feliz que a raiva dele não seria dirigida a ela.
Ela não conseguia deixar de ficar enojada consigo mesma.

“Uugh…”

Ao sentir seu estômago se revirar, ela jogou os documentos para o lado e correu para o banheiro.   Abraçando o vaso sanitário, seu estômago parecia ter ficado limpo, mas vendo a sujeira que saia de sua boca, ela vomitou ainda mais. Este ciclo continuou até que o fluidos estomacais amarelo saíram de sua boca.

“Uuu… aah….”

Depois de algum tempo, no momento em que seu vômito começara a se transformar em tosse com sangue…
*Tiriring— Tiriring—*
O relógio inteligente no seu pulso começou a tocar.

“…Hnng.”

Depois de olhar para o nome da pessoa que estava ligando, Yoo Yeonha fechou os olhos e soltou um pequeno suspiro, cuspiu sangue e saliva da boca, lavou as mãos e rosto, em seguida, limpou sensação ruim da boca escovando os dentes e limpou-se com uma toalha.  Já haviam desligado a chamada.

*Tiriring— Tiring—*

Logo, sua secretária chamou-a novamente e desta vez, ela atendeu rapidamente.
“Sim, o que é, Sechan-ssi?”

Sua voz parecia estar soando diferente.

— Miss, o governo recusou a nossa oferta.

“… É mesmo?”

As suas sobrancelhas contraíram, mas, mantendo a compostura, ela perguntou. 

“E o que eles queriam?”

Chwaaa— perguntou ao abrir a torneira e começar a lavar as mãos novamente. Sua misofobia e transtorno obsessivo-compulsivo vinha piorando.

— Preocupações com o meio ambiente… foi a razão que nos deram, mas isso é obviamente mentira. Eles não querem negociar conosco e parece que Chae Joochul os subornou ou ameaçou. 

Chae Joochul.
Chae Joochul outra vez.
Encarando as suas mãos, ela recordou algo que Kim Hajin uma vez lhe dissera, ‘se suas mãos já estão sujas, use elas como bem entender…’

— O que devemos fazer?

A secretária interrompeu a sua linha de pensamento auto-depreciativa.

“… Não existe coisa alguma possamos fazer contra alguém que não quer nada.”

Respondeu Yoo Yeonha enquanto exibia um sorriso. Mesmo sentindo-se amarga por dentro, ela decidiu desistir disso tudo de uma vez por todas.

—… Entendido. A propósito, capturamos um espião que tentou fazer uma cópia do nosso banco de dados de monstros. Infelizmente, algumas informações já haviam vazados, mas nada que fosse muito caro… 

Desta vez, a compostura que ela vinha mantendo foi claramente abalada.
Hoje parecia que era um daqueles dias em que todas as coisas ruins aconteceriam de uma só vez.

“Outro espião? O que acha, Sechan-ssi? O que devemos fazer?”

— Eu…

“Deveríamos cortar um dos braços dele fora?”

Deixando o banheiro, Yoo Yeonha voltou a se sentar na sua cadeira de escritório.

— C-Como?

“Além das poções que nós mesmos desenvolvemos, fazer um membro crescer de volta não é algo tão difícil atualmente.” 

Ela ligou o seu notebook. Sua secretária já havia enviado o relatório detalhado para o seu e-mail.
[Yi Jonghwa]
O nome e o rosto do traidor apareceram na tela.

—… Pode deixar comigo.

“O que você vai fazer? Cortar os membros dele e jogá-lo em uma Dungeon?”

—…Perdão?

Yoo Yeonha já perdera a conta de quantas vezes algo assim havia acontecido.
Não era algo que pudesse ser resolvido por meios legais, como uma ação judicial, já que seus oponentes sempre encobriam seus crimes usando métodos ilegais, sendo que Chae Joochul quase sempre desempenhava algum papel nisso e, mesmo quando não era o caso, outras grandes corporações subornariam funcionários para ir contra ela.  

“Você também deveria saber disso, Sechan-ssi.”

Nos últimos quatro anos, ela experimentara e aprendera muitas coisas.

“Eu, Yoo Yeonha…”

Quatro anos atrás, foi quando ela passou por sua primeira traição. Na época, ela achou que seria o último que aconteceria, mas muitas outras tentativas aconteceram depois. Até mesmo uma tentativa de substituí-la que por pouco não se concretizara acontecera.

Segundo o que acreditava, a razão pela qual essas coisas aconteceram foi por ser mole demais. Mas se, em vez disso, se tivesse cortado as cabeça desses ditos traidores, outros certamente teriam sido mais cautelosos.

“Não posso mais deixar uma coisa dessas passar.”

Com isso Yoo Yeonha desligou a ligação.
Só havia um princípio sobrando nela: Matar ou morrer.
Ela imediatamente deu ordens para a guilda Falling Blossom.

[Entendido.]

A resposta voltou imediatamente.
Yoo Yeonha ficou encarando a mensagem…
Baque. Então bateu com a cabeça na mesa. 

“Haa…”

Ela soltou um suspiro profundo e ponderou.
‘Agora é um momento difícil, tanto na minha vida pessoal quanto na profissional, é como se estivesse no meio de uma tempestade, mas uma tempestade não pode durar para sempre. Uma hora ela desaparecerá e o céu ficará claro.
Lembre-se, seja paciente e aguente firme. Eventualmente, uma oportunidade de vitória vai chegar.’

“… Estou com tanto sono.”

Em transe, ela caminhou até seu quarto. Com a amada cama na sua visão, ela continuou cambaleando em sua direção e deixou-se cair nela.
No instante em que deitou-se no colchão macio, ela sentiu-se como se derretesse.
Uma cama mágica que resolvia o estresse e a exaustão. Nunca em sua vida ela teria pensado que uma mobília a consolaria, mas isso não a deixava menos agradecida.
Depois de ficar parada por um momento, ela cheirou o colchão. Snif, snif. 

“… Por que esse cheiro não sai?”

Ela lavara o colchão várias vezes, mas seu faro afiado ainda era capaz de sentir odor fraco que persistia. Chamar isso como cheiro do Kim Hajin… era um pouco estranho, então se lembrava disso como cheiro de cigarro.
Rolando para a parte da cama que cheirava menos, ela enrolou seu corpo como um camarão cozido.
Mesmo com a ainda leve presença do odor, ela lentamente adormeceu dentro dele.

—————

A última torre de controle do Prestígio desabou.
Essência do Estreito, Lua Desolada, Santuário de Gelo.
Um total de 27 jogadores, incluindo as três guildas acima e três outros ‘Rankers’, participaram da conquista.

O resultado foi um sucesso e mesmo que essa do lado ocidental fosse a maior das quatro torres cardeais, mas mesmo assim o grupo não sofrera uma única vítima. 

Depois de terminarem o ataque em conjunto, a equipe de subjugação da torre da Essência do Estreito retornou à sua base após uma breve transação de itens com as outras duas guildas e, ao chegarem lá, encontraram um companheiro ferido esperando do lado de fora.
“Chae Nayun?”

O chefe, Kim Youngjin, chamou pelo seu nome.

“Ah, Líder da Equipe.”

Disse-lhe Chae Nayun apressando-se, seu braço esquerdo envolto por um curativo de compressão e engessado. 

“Por que você está lá fora? Você deveria cuidar melhor do seu corpo. 

“Bem, eu só estava pensando… entre os rankers, será que Fenrir estava os eles?”

Perguntou ela com uma expressão séria, fazendo Kim Youngjin olhar para ela fixamente.
Ela acabar por ficar se apegado demais ao Fenrir, quase como se ele fosse a sua única razão por ter entrado na Torre e desde quando ficara ferida,  essa obsessão só piorara.
“Não. E já que você perguntou, verifiquei se algum deles usava uma arma de fogo, mas não havia ninguém assim. “

“O Líder da Equipe está certo. Talvez aquele homem que encontramos no elevador tenha simplesmente se enganado.”

Yi Jiyoon murmurou enquanto se aproximava dela, para então sussurrou em seus ouvidos. 

“… Mas Nayun, por que você quer encontrar tanto com o Kim Hajin?”

Ao ouvir isso, ela virou-se para o lado e olhou para a menina. No entanto, Yi Jiyoon não parecia nem um pouco intimidada.

“Por quê~ eu me pergunto por quê~”

“… Não tem porque você saber.”

“Hnnng? Ah, mas acho que já até sei~ ”

“… Dane-se.”

Revidou Chae Nayun, virando-se bruscamente.
*Baque.*
Na sua pressa, ela esbarrou em algo maciço.

“…Hã?”

E, ao olhar para cima, ela se deparou com um homem grande e corpulento.

“Eh?”

O homem franziu o cenho. Ele era ‘gigante’ e ela sentiu como se já o tivesse visto em algum lugar.

“Oh~?”

Um enorme sorriso apareceu no rosto dele, já que parecia se lembrar dela também.

“Nós nos encontramos novamente, garotinha.”

“…Tsc.”

Chae Nayun finalmente se lembrou de quem ele era, o guarda-costas de um NPC na Cidade Tutorial, fazendo-a estalar a língua e dar um passo para trás.
Cheok Jungyeong sorriu ameaçadoramente e tentou se aproximar dela.

“Pare.”

No entanto, os membros da Essência do Estreito se mostraram de prontidão.
Kim Youngjin apontou sua espada para Cheok Jungyeong e perguntou para Chae Nayun.

“Quem é ele?”

“Ele é… alguém com quem eu briguei na Cidade Tutorial.”

Foi tudo o que disse, ao que Cheok Jungyeong sorriu, seu olhar fixado no peito da garota.  

“O que, você é a Chae Nayun?”

Ele estava olhando para o crachá dela.
[Essência do Estreito – Chae Nayun]
Cheok Jungyeong achou engraçado que as guildas já tivessem começado a fazer crachás para si.

“… Você me conhece?”

Perguntou ela, mantendo a compostura.
Ele, por sua vez, franziu as sobrancelhas.

“Por que você está falando tão casualmente?”

“Você fez primeiro. E daí?” 

“… Hm.”

Sua lógica momentaneamente deixou-o sem saber o que dizer e depois de ficar em transe por um momento, ele rapidamente voltou para a realidade soltou uma tosse seca. 

“Ahem, então, por que você está procurando pelo Fenrir?”

“… E você conhece ele?”

Os olhos de Chae Nayun se arregalaram.
Ele se encolheu, mas logo balançou a cabeça calmamente.

“… N-não.”

“Parece que você está mentindo.”

“… Eu, eu lutei com ele uma vez antes.”

“Você lutou com ele?”

“Sim, até venci. Mas ele foi um adversário difícil.” 

Kim Hajin havia lhe dito que ficasse calado sobre qualquer coisa relacionada a ele e Cheok Jungyeong era do tipo que ouvia os pedidos de seus companheiros. Mas, se ele era ou não capaz de fazer isso era outra questão.

“Fiiiii, fifiiii—”

Cheok Jungyeong começou a assobiar e desviou o olhar fazendo-a olhá-lo com desconfiança e fez-lhe outra pergunta. 

“… Mas como você me conhece?”

“Ah, bem, você é bem famosa.”

“Eu sou?”

Um hábito seu era de fazer uma lista daqueles que eram fortes, pessoas que se tornariam fortes e pessoas que se dizem serem fortes, mas, mesmo assim, ele raramente conseguia se lembrar de seus rostos. 

“Além disso, um Djinn se gabou para mim há muito tempo.”

“… um Djinn? O que isso tem a ver comigo?” 

Nesse instante, um sorriso intenso e perigoso surgiu no rosto de Cheok Jungyeong.

“Aquele bastardo maluco deixou uma bela de uma impressão em mim… ele disse que tinha matado a sua mãe.”

“… O quê?”

O assassino da mãe de Chae Nayun sempre fora um tabu para ela. Imediatamente, o seu rosto ficou vermelho e raiva insuportável ferveu do fundo do seu coração. 

“S-seu desgraçado!”

Ela o socou instintivamente.
*Baque!*
No entanto, seu pequeno punho foi bloqueado facilmente pela palma de Cheok Jungyeong.

“Escuta aqui garota, não fui eu quem matou sua mãe.”

Disse ele, prestes a torcer o pulso e sentiu que, com um pouco de pressão, seria possível esmagar os ossos dela. Mas…

“Hm?”

Seus ossos eram surpreendentemente duros.

“Oh? Você tem um surpreendentemente forte—”

*Koong!*
Enquanto ele murmurava surpreso, um chute feroz, seguido de uma onda de choque, disparou e atingiu o seu rosto. 

“… Haha, que garota ousada.”

Cheok Jungyeong não esperava que ela fosse atacar, já que estava com um dos braços engessados e o outro sendo segurado por ele. Depois de receber seu chute, ele ficou parado e mostrou os dentes em um sorriso e a viu engolir a própria raiva.  Esse era o tipo de rosto que ele adorava ver.

“… Desembucha.”

“Te falar algo assim?”

“Você acabou de dizer. O Djinn que matou minha…”

“Agora? Nesta situação? Você não pode estar falando sério.”  

Disse-lhe, encarando-a. Depois de se acalmar, ela se curvou.

“Desculpe, fiquei com raiva e perdi a calma.”

“… Também fiquei com raiva quando você me chutou, então não.” 

Respondeu ele enquanto se virava friamente, ao que Chae Nayun imediatamente o agarrou, abriu o seu inventário e tirou algo de lá.
“Eu vou te dar isso.”

“…Hm?”

Era uma lança carmesim com uma ponta estranhamente intimidadora. Cheok Jungyeong verificou as informações do item. Lança de Cristal Vermelho Lv.2. Embora os itens do nível 2 não fossem nada digno de nota aos seus olhos, essa fora a primeira vez que ele via uma arma infundida com um atributo de fogo.

“Chae Nayun, mesmo que seja um item pessoal, você não pode simplesmente passar para alguém assim…”

Kim Youngjin se aproximou, preocupada, já que uma arma com algum atributo seria algo que qualquer um desejaria. No entanto, Cheok Jungyeong a rejeitou.

“Veja bem criança, eu não uso armas.”

Em Goryeo, Cheok Jungyeong conquistara a terra com uma espada, não com seu corpo, matando incontáveis bárbaros e protegendo o seu país e naturalmente, o nome da espada se espalhou pela terra, juntamente do nome dele. 
Entretanto, ele estava seguindo um caminho diferente dessa vez.
Quando ele segurava uma espada, ele sentia como se o mundo afundasse. Com uma espada, o mundo tornava-se leve como uma pluma, transformando-se em algo que não era mais digno de se ter.
E Cheok Jungyeong não gostava disso.
Desafio e duelo. Matar ou morrer.
Ele queria disputar a supremacia com nada além das suas próprias mãos.

“… Então.”

Mas ela não desistiu. Na verdade, ela tinha a certeza de que o homem não estava mentindo, pois se ele estivesse, ele teria simplesmente levado a arma embora. 

“Aqui.”

Ela mostrou duas notas de dinheiro, duas de 1000TP e, desta vez, ele se mostrou um pouco mais interessado.  

“Isso é tudo o que tenho.”

“… Eu não preciso disso. Use para tratar esse seu braço. Não quero que meu futuro oponente seja um aleijado.”

Superando o seu desejo por dinheiro, ele friamente recusou a oferta, virando-se mais uma vez.
Mas, dessa vez, Chae Nayu soltou um grito agudo que todos puderam ouvir.

“Ei! Merda, isso era mentira, não era?! Se você não fosse me contar, por que você disse algo como aquilo!?”

Ouvindo o grito, Cheok Jungyeong fez uma pausa e olhou para trás virando sutilmente a cabeça. 

“… Senhor.”

No momento em que Chae Nayun encontrou os olhos dele, ela mudou seu tom para algo de mais respeito.
Cheok Jungyeong respondeu calmamente.

“Gosto de pessoas fortes.”

“…  Quê?”

“O apelido pelo qual me chamam é Goryeo’sStrongest (Goryeo é o mais forte).”

Disse ele, assumindo um tom imponente e olhando para Chae Nayun, seu rosto ainda ardendo do chute da garota que mal chegava na altura do seu peito. 

“Você pode me enviar uma solicitação de amizade. Se eu gostar de você, talvez te conte. Desafie-me quando quiser que eu vou aceitar.” 

“O seu apelido é Goryeo’sStrongest? Ah, ei!”

Cheok Jungyeong acenou com a mão e se afastou silenciosamente. Chae Nayun não o perseguiu mais.

“Haha, este lugar está cheio de pessoas interessantes.”

Ele já havia encontrado mais de dez pessoas para colocar em sua ‘lista de pessoas fortes’.
Kim Ohsung, um dos servos de Satanás. Kim Hakpyo, o executivo da Sociedade Maligna. Os heróis de alto escalão, Oh Junhyuk e Seo Youngji. E Kim Junwoo, o caçador da Extensão Vasta.

“Este é realmente o lugar perfeito para algo grande acontecer. Heh, estou feliz que existem tantas pessoas para lutar~”

Cheok Jungyeong sorriu e, naquele momento…

“Na, Nayun!!”

Um tumulto surgiu atrás dele, fazendo-o olhar para trás por puro reflexo.
A garota que estivera gritando com ele rudemente até agora estava desabada no chão.

“… Que garota interessante. Realmente interessante.”

Disse finalmente Cheok Jungyeong, balançando a cabeça.

—————

Arredores do Prestígio.

Depois de cuidar dos assuntos da Terra, voltei à Torre. Acabei por fazer um anúncio dizendo que a Agência da Verdade estaria prolongando a pausa nos seus serviços por mais tempo, depois entrei em contato com o CEO da Agência SH, Park Soohyuk, para comprar um artefato especial na casa de leilões quando chegasse a hora.

“…Hmm.”

No momento, eu estava em frente ao elevador para o 2º andar. Eu não havia contado a Boss ou a qualquer outro membro da Trupe Camaleão o que vinha fazendo e, ainda mais depois de conversar com Yoo Yeonha, não tinha muita certeza de como lidar com eles.
Mesmo assim, como já estava completamente em dia com os preparativos. Isso não me deixava preocupado. Eu estava coberto de todos os tipos de equipamentos de alto nível que os Jogadores do 2º andar nem sonhavam em ter e as minhas habilidades já eram de nível 3.
A minha confiança de poder matar Jin Sahyuk estava inabalável.

“Huu… vamos lá.”

Ainda assim, ela era criada para ser a chefe final, me fazendo sentir um pouco amedrontado, mas me livrei disso usando da auto-hipnose e entrei no elevador.
Eu pressionei o botão do 2º andar.

[Desce.]
[Aviso – você precisará obter um novo cartão de identificação de cidadania quando voltar.]

“Tudo bem.”

O elevador se moveu.
O tempo necessário para chegar ao 2º andar foi de 4 horas.
Pensando no que fazer durante esse período, peguei o ovo de Muninn, que trouxera comigo da minha sala de espera. Do seu tamanho original, que era como de ovos de galinha, ele crescera até ficar tão grande quanto um ovo de avestruz e por isso eu o trouxe, já que parecia que iria chocar em breve. 
Nesse momento, um alerta do sistema apareceu.

[Um certo Jogador chegou no 5º andar!]

“… Já?”

Isso foi mais rápido do que eu pensava.
Bem, o quarto andar não era difícil, assim isso não era algo necessariamente surpreendente.  Além do mais, por ser um andar que continha uma calamidade, eu só precisava impedi-los de chegar ao 9º andar, devendo ser aberto o mais tardar possível.
Depois de pegar um cobertor, eu me deitei no chão do elevador.
O 9º andar era o 9º andar. Por agora, decidi me focar apenas na Jin Sahyuk.


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The Novel's Extra - Capítulo 177
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Preguiçoso, viciado em novels e apaixonado por músicas acústicas/instrumentais...