Play Again – Capítulo 01

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Play Again - Capítulo 02

🌞 Ative o Modo Noturno 🌚


Autor: Kyoua | Revisão: Denn


Começando com o pé esquerdo

Em um cemitério coberto por uma densa neblina, alguém segurava um guarda-chuva preto enquanto soluçava intensamente.

Era um rapaz, com cabelos lisos que tocavam o seu ombro. Seu rosto estava pálido, seu corpo era magricela e até mesmo uma pequena ventania poderia derruba-lo.

Seu nome é Sasaki Yukio. Atualmente, desempregado.

“Mãe, Eu fui demitido de novo esse ano. Eu realmente penso em entrar na faculdade, mas as coisas não estão fáceis.  Para ser honesto, eu ainda fico gastando boa parte do meu tempo jogando e vendo anime. Meu desempenho nos estudos e no trabalho é muito abaixo da média. Eu não posso culpar eles por me demitirem em três meses… haha.”

Os olhos do jovem eram negros, e algumas lágrimas caiam lentamente de seu rosto. Ele limpou o rosto rapidamente, e acenou positivamente com a cabeça.

“Bem, eu não posso ser um perdedor para sempre. Como a senhora dizia, sempre avante, vá além!”

Um sorriso sincero brotou no rosto do rapaz, então ele se curvou em respeito, se despediu e caminhou para fora do cemitério.

Ele caminhou a passos largos, com os olhos fechados enquanto mantinha um sorriso em seu rosto. No seu bolso, o seu celular não parava de vibrar, mas era ignorado.

“É isso! Amanhã eu vou naquele restaurante! Eu preciso me estabilizar em algum emprego… que droga!”

Quando finalmente abriu os olhos, o que ele viu na sua frente fez suas sobrancelhas franzirem. Ele coçou os olhos e deu alguns tapas no rosto até finalmente parar e encarar o horizonte.

“Porra!”

A sua frente, não estava mais a neblina ou a estrada fora do cemitério. O que estava adianta, era um longo campo florido, vários animais por todos os lados, um grande rio a frente e um sol radiante.

“Eu nunca nem bebi ou usei nada… Espera… eu fui drogado no cemitério? Diabos! Você tem coragem! Drogar alguém no cemitério… não me culpe se você for amaldiçoado…”

Yukio caminhou lentamente, fazendo alguns coelhos ao redor correrem o mais rápido possível. Até mesmo alguns cervos corriam vendo ele se aproximar.

Mas foi nesse momento, que o jovem percebeu algo estranho.

Aquelas coisas não eram coelhos ou cervos!

Os coelhos tinham dentes ainda mais pontudos, e alguns tinham pequenas garras capazes de machucar seriamente alguém.

Os cervos tinham chifres enormes e afiados, e nas suas costas, uma pelugem amarela, mas que parecia bastante afiada.

“Puta merda, ou é um ou outro. Eu fui mandando para um mundo de fantasia, ou fui drogado, haha!”

Yukio continuou caminhando para frente, sem se preocupar com o que poderia acontecer.

“E o que vai acontecer agora? Eu vou conhecer uma bela princesa cercada por bandidos, então eu vou salva-la e me tornar um grande herói?”

Zombando da situação, ele continuou a caminhar e examinar a flora do local.

“No geral é tudo muito parecido com a terra! Olha isso aqui! Com certeza é uma maçã!”

Segurando uma fruta gorda e vermelha que cabia facilmente na palma de sua mão, Yukio deu um longo sorriso, e em seguida uma mordida naquela fruta.

“Eca! É bem ruim! De maçã essa merda não tem nada, só se for a maçã da serpente do jardim de Adão!”

Jogando a maçã ao lado, Yukio caminhou na direção do lado, foi nesse momento que ele percebeu uma grande movimentação vindo da sua esquerda. Em poucos segundos, ele avistou vários cavalos e pessoas montadas.

Os cavalos eram brancos e tinham sua própria armadura, os homens vestiam uma bela armadura branca, e todos carregavam espadas enquanto rugiam.

“Yare yare. É agora que eu vou me tornar um cavaleiro? Haha.”

Yukio continuou a zombar da situação, vendo os cavalos se aproximando, uma pontada de preocupação brotou em seu coração.

Aqueles homens gritavam e rugiam furiosamente, e a cada segundo, os seus gritos se tornavam mais nítidos.

“Prendam o demónio!”

“Arranquem a cabeça desse Herege!”

“Levem-no para o Bispo! Vamos torturar esse demónio para que ele nos revele onde está Bahomet!”

Nesse momento, o corpo de Yukio tremeu e ele queria chorar.

Diabos, eu acabei de chegar aqui, quem eu ofendi?

“Esperem, eu sou um estrangeiro! Cheguei aqui por acaso! Poderiam me dá uma direção?”

Forçando um sorriso no rosto, ele imediatamente tentou contornar a situação.

“Bem, eu só devo tá sonhando, nada para se preocupar nos fins das contas!”

Enquanto seus pensamentos o faziam viajar da situação atual, ele sentiu uma pontada de dor no seu ombro, e viu gotas vermelhas voando.

Uma flecha!

Desesperado, o rapaz olhou ao redor, vendo vários arqueiros nos cavalos mirando em sua direção, um sentimento estranhou percorreu o seu corpo e ele quase vomitou.

“Isso doeu! Esperem!”

Yukio puxou a flecha que estava fincada no seu ombro, mas quando a tocou, a dor aumentou.

“Vocês são malucos? Eu preciso de um médico agora!”

Ele gritou para aqueles soldados, que olhavam para ele como se olhassem para alguém morto, então um soldado saltou de seu cavalo, e golpeou com sua espada.

“Maldito!”

Saltando para trás e fazendo um desvio quase belo, ele conseguiu evitar um ferimento grave, porém, a ponta da espada ainda fez um corte superficial no seu peito.

“Que merda! Espera seu doente!”

Pondo as mãos na cabeça, em sinal de rendição, ele ofegava pesadamente, o medo tomou conta de seu corpo, e algo já passava em sua mente.

“Isso não é um sonho!”

Pensou ele vendo todos aqueles soldados se aproximando enquanto brandiam suas espadas e rugiam.

Socos e chutes foram desferidos brutalmente em Yukio, suas roupas foram rasgadas enquanto ele tentava se defender.

“Não ouse defender, seu demónio!”

Um dos soldados rugiu e golpeou a mão de Yukio com uma pedra, um alto estalo soou, em seguida de um grito agudo.

“ARRRRGGHHH!! Espere! Por que estão fazendo isso? Eu não fiz nada de errado, apenas me deixem ir, por favor!”

Gritando de dor, a sua preocupação se tornou real, tal dor não poderia ser falsa, o sentimento de morte surgiu lentamente no coração do rapaz enquanto ele encarava aquela situação.

“Seu lixo!”

Outro soldado rugiu quando ele chutou o rosto de Yukio, o fazendo bater a cabeça contra o chão e cuspir um bocado de sangue.

“Um maldito demónio acredita mesmo que pode vagar pelas terras santas assim? Vou lhe entregar a punição divina!”

Um soldado gordo se aproximou, segurando uma lança. O sorriso no rosto desse gordo não poderia ser maior, o prazer em machucar alguém indefeso fazia seu coração acelerar e ele se sentia extremamente bem com aquilo.

“Espere, por favor! Eu não fiz nada de errado, eu sou um estrangeiro, estou apenas de passagem, apenas me deixem ir e eu esquecerei tudo que aconteceu aqui!”

Apesar de toda a dor e medo, Yukio seguiu o caminho racional, ele preferia sair dessa situação sem ter mais uma mão quebrada.

“Demónio, ousa falar com um homem de Deus como eu? Garantirei que sua boca nunca mais pronuncie nenhuma palavra!”

O homem gordo se aproximou rapidamente levantando o seu braço e erguendo sua lança, mas uma mão o interrompeu.

“Julieu, por que está no meu caminho? Por acaso está desertando da Sagrada Igreja?!”

O gordo rugiu, sua respiração ficou intensa e ele olhou para aquele soldado com os olhos arregalados.

O soldado chamado Julieu era um homem alto, segurando uma lança, seus cabelos eram longos e brancos. Seus olhos eram azuis como o mar. Ele encarou o rapaz caído a sua frente, sem saber o que pensar.

“Mesmo que uma energia diabólica tenha vindo dessa direção. Não podemos garantir com 100% de certeza de que veio desse jovem. Devemos o levar para o bispo e então termos a garantia de que não estamos executando um inocente!”

Julieu erguei a voz, para que todos os soldados ali ouvissem.

Após a resposta de Julieu, muitos soldados acenaram a cabeça em concordância, outros hesitaram e o encararam feio.

O velho gordo o encarou como se visse um inimigo mortal, ele lentamente abaixou seu braço, cuspiu em Yukio e caminhou até seu cavalo.

“Apenas veja e espere, esse é um demónio dos infernos, quem poderia dizer isso além de mim? Lembre-se Julieu, você é um mero capitão que comanda os soldados da igreja. Logo eu, Nash, me tornarei um padre, então eu espero que você entenda a sua posição e me obedeça no futuro!”

Dois soldados ajudaram o soldado gordo a subir no seu cavalo, que até caminhou um pouco para trás ao sentir aquele peso em suas costas.

“Jamais ousarei desobedecer ou desrespeitar vossa autoridade!”

Julieu se curvou respeitosamente, mas seus olhos estavam encarando os olhos de Nash, como se um ódio sem precedentes estivesse escondido naquele olhar.

“Amarrem o rapaz, nós estamos levando ele agora, Jovem, não reclame, não vamos tratar das suas feridas até termos certeza de que você não é um inimigo! Se ousar reclamar, eu mesmo cortarei a sua cabeça!”

Julieu rugiu enquanto caminhava para seu cavalo, ele o montou arrogantemente e sinalizou para que os outros soldados amarrassem Yukio.

Sem perder tempo, dois soldados se aproximaram com correntes em suas mãos.

Correntes sujas e enferrujadas, eles golpearam as correntes em Yukio e então o prenderam, deixando apenas as suas pernas livres.

“Você caminhará, mesmo que seja inocente, você não pode montar um cavalo da santa igreja.”

Julieu disse para Yukio, seus olhos se cruzaram por um momento, e Julieu sentiu uma sensação estranha.

“Esses olhos estão me agradecendo, ou avisando que eu serei morto? Moleque… não ouse me olhar feio, ou eu realmente vou cortar a sua cabeça.”

Pensou ele, mordendo seu lábio com força até uma gota de sangue sair, ele brandiu sua espada para frente, e seu cavalo foi nessa direção.

Em seguida, vários outros cavalos brancos iam lentamente o seguindo por trás, com Yukio caminhando acorrentado.

“Desde que me soltem e me deem alguma compensação, talvez eu possa deixar passar… cambada de filhos da puta.”

Os olhos de Yukio estavam cheios de ódio, mas ele não ousou falar nada e continuou a seguir os cavalos.


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