Noite de Halloween Guerra no Fronte Leste: Capítulo 79

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Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 78
Noite de Halloween Guerra no Fronte Leste: Capítulo 80

“Estimados leitores, sinto pelo atraso e sinto ainda mais pela péssima revisão que eu faço, me sinto as vezes como uma tubulação por onde saem as ideias e que muito pouco são revisadas… Mas, eis o meu melhor, espero que estejam gostando. Há… Eu devia ter chamado este arco de Noite de Halloween Guerra no Fronte Leste, mas a inexperiência as vezes fala alto, por fim, o nome está mudado (acho até que ficou melhor). Boa leitura”

Autor: Allan | Revisão: Allan

Cap.79

Trança negra.

— Rápido coloque ele na mesa! — disse o rato humanoide vestido com um macacão azul sujo de graxa.

“Poft!”

— Pronto — disse Noah o colocando de qualquer jeito e se virando.

O rato joga um líquido sobre a barriga de Coragem que o queima:

— Háhhhh!!!

— Agüente firme soldado que a bala está aí dentro! — dizia o rato derramando o líquido abundantemente sobre a ferida — Harry! Pegue aquele kit de primeiros socorros e veja se encontra alguma poção.

Então uma criatura também humanoide, mas este sendo meio um inseto do tipo Louva-Deus e que também usava um macacão azul e sujo, corre para uma prateleira e passa a revista-la rapidamente derrubando tudo o que lhe atrapalhava no chão.

— Achei! — gritou o Louva-Deus entregando a poção.

— Hoje é o seu dia de sorte! — disse o rato colocando na boca de Coragem a poção.

— Por favor arranque essa bala! — gritava o garoto se contorcendo de dor.

— Deixa comigo, só não morra! — dizia o rato observando que o disparo tinha feito um buraco grande o suficiente para caber suas duas mãos dentro.

— Háhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!! — gritava Coragem com o rato com a mão dentro de suas entranhas.

— Agüente mais um pouco! Está quase! — dizia erguendo algumas tripas de Coragem para fora— Aqui está!

Então, o rato ergue a mão com a bala entre os dedos.

— Pronto, agora é só fechar paciente! — e emendou — Paciente?

Coragem não se mexia nem se contorcia mais.

— Enfermeira! Dê uns murros no peito dele!

— Eu não sou enfermeira! — gritava Louva-Deus dando murros no peito de Coragem.

“Poft!”

“Poft!”

“Poft!”

— Mais forte! — gritava o rato roendo as próprias unhas com sangue e tudo.

“Poft!”

“Poft”

— Deixe ele morrer, não vai fazer falta… — dizia Noah que acompanhava tudo com um largo sorriso sentado em uma cadeira de praia.

— Se ele morrer, você nunca terá sua revanche!

“Poft!”

“Poft!”

— Vou fazer com que todos saibam que ele morreu de complicações devido aos ferimentos que eu causei…

— Mas ainda sim você não terá sua revanche! Se ele morrer o seu currículo perfeito estará manchado para sempre manchado com a vergonha da derrota! E talvez uma revanche deixasse menos pior a sua situação! Mais força enfermeira! — gritava o rato.

— Harry!!! Não está dando certo!

— Cale a boca Frank e bata com mais força!!!

E agora ambos revezavam entre si os murros no peito de Coragem.

Noah que antes sorria de orelha a orelha, agora não sorria mais, as palavras do rato haviam feito algum sentido.

— Saía daí — disse Noah afastando ambos e então:

“POFT!!!!!”

— HÁHHHHHHHHHHHH!!!!! Filha da… — e Coragem acorda, mas caí desacordado.

O rato rapidamente coloca seu ouvido sobre o peito do menino e fica ouvindo.

— Ufa… Ele está vivo…

***

— Já faz dois dias e o General Snot continua a lutar sem descanso! — dizia o Louva-Deus espiando por uma pequena janela.

General Snot fazia sua mão direita uma espécie de broca gigante e atravessava de baixo para cima a cabeça de um monstro gigante. Depois saltava para trás e suas mãos se esticavam para toda parte e entravam pelos olhos, nariz e boca e depois explodiam de dentro para fora suas cabeças, uma mistura de cérebro, olhos e meleca verde.

— Será que ele come? — perguntou Harry.

E neste mesmo instante Snot se tornava uma gosma sem forma que salta para o alto e caí do lado de um feiticeiro que tenta fugir, mas Snot se torna uma espécie de grande “boca” que se abre e engole o feiticeiro. E dentro pela gosma ser verde, mas também translúcida viam o feiticeiro se debatendo, Snot faz uma espécie de contração, como se “engolisse” e nisto, o feiticeiro é completamente dissolvido, sobrando apenas um esqueleto que depois Snot “cospe”, e continua sua matança entre alguns outros lanches.

— Acho que isso responde a pergunta…

— É… Esse cara é macho mesmo…

— Coragem está melhor enfermeira?

— Eu não sou enfermeira… Fora a infecção e os dois dias que ele está descordado?

— Sim, fora tudo isso.

— E fora que estamos cercados por todos os lados e que a energia dos cristais vai acabar e a nosso círculo de proteção vai acabar e a qualquer momento o exército Brilhoso pode chegar e terminar de nos massacrar?

— Frank seu senso de humor é péssimo… — e emendou o rato — E você filho do poderoso? Como está?

O lugar que estavam, por dentro era um enorme galpão. Dentro havia alguns veículos de guerra, munições, prateleiras com armas dos mais variados calibres, inclusive canhões, prateleiras com muitas ferramentas, alguns computadores, uma escada que levava para cima e outra para baixo. Mas principalmente explosivos e munições.

— Não me atrapalhem — dizia Noah que levitava no ar em postura de meditação.

— Frank já conheceu algum vampiro de bom humor? — perguntou o Louva-Deus.

— Acho que eles só ficam contentes quando estão trucidando alguém…

— Sabe que eu também tenho essa impressão?

— Dá para os dois calarem a boca?! — grita o vampiro ainda de olhos fechados.

— Vampiros… Sempre estão de mau humor… — dizia o Frank o rato.

— Ei Frank, aquilo lá é novo…

E pela janela os dois viam um pelotão de soldados que corriam pelo campo de batalha, mas corriam a algumas centenas de metros de distância de Snot. Carregavam cristais do tamanho de uma pessoa, rolos de fio de cobre e cristais redondos.

— É… Parece eles finalmente conseguiram abrir o armazém… — dizia Frank.

— Agora danou-se… Melhor agente ir pitar, por que a vida é curta.

— É curta mesmo… — dizia os dois pondo a mão um no ombro do outro.

— Foi bom te conhecer amigo.

— Digo o mesmo — dizia o rato e o Louva-Deus seguindo para uma escada que levava aos andares a baixo.

— Ei vocês aí! O que está acontecendo? — dizia Noah deixando de levitar e ficando de pé.

— Volta a meditar esquisito, que nós dois vamos pitar algo de bom enquanto podemos.

— Há vocês não vão não! — dizia Noah os pegando pelo cangote e os jogando em um sofá velho — O que está acontecendo?!

— Acontece… Oh senhor todo poderoso vampiro… Que nós dois tentamos várias vezes lhe contar para vossa poderosidade nos salvar… Mas o senhor só queria “meditar” e agora… Só nos resta o fumo, está feliz? — dizia Frank cruzando os braços.

— Pelo menos temos a erva, certo?

— Certo parça — diziam os dois batendo os punhos.

— FALEM! — gritou Noah transformando seu rosto em algo que até os dois monstros acostumados com monstruosidades, os fez encolher.

— Eles romperam o selo mágico do armazém e dentro havia vários tipos de cristais e agora vão usar toda aquela energia para desfazer o feitiço que impede eles de entrar aqui e também impede aquela nevoa do mau de nos transformar! — respondia Frank tapando os próprios olhos.

— É cara, até dois dias atrás tínhamos tempo para pensar em algo… Mas agora, acabou-se!

— E VOCÊS SÓ ME FALAM AG… — gritava Noah fazendo as garras crescerem e neste exato momento Coragem surgia pela escada todo enfaixado.

— Campeão! — gritaram os dois monstros ao mesmo tempo e driblando Noah correram para lhe abraçarem.

— Como está se sentindo campeão? — perguntaram os dois ao mesmo tempo.

— Melhor… — dizia Coragem olhando as duas criaturas que estavam encurvadas lhe abraçando.

— Ah que bom, por que nós temos que sair daqui vivos, para aproveitar a fortuna que você nos ajudou a ganhar!

— É cara!

— E eles vão entrar em breve? — pergunto Coragem sendo solto do abraço.

— Sim!

— E Snot?

— Ainda luta!

— Então temos alguma chance.

— Tem algum plano babaca?

— Até tenho, mas antes preciso dar um jeito nessa tremedeira — dizia Coragem mostrando suas mãos.

— Estresse pós traumático… — dizia Noah se sentando e sorrindo.

— Extre o que?

— Além de imbecil é surdo?

— Aqui para você — dizia Coragem mostrando o dedo do meio enquanto os outros dois o ajudavam a sentar em uma cadeira.

— Noah está certo Coragem você está maus — disse Harry pegando um banquinho para ele erguer seus pés.

— Estou estressado?

— E muito cara, você não se viu no espelho não é? Você está um bagaço! — dizia Frank pegando um espelho e mostrando.

Coragem estava com olheiras enormes e extremamente abatido, seus lábios estavam sem cor e além de suas mãos tremerem, percebia que tinha pequenos espasmos pelo corpo.

— Já tive dias melhores…

— Vamos ensinar a fumar a erva! — disse Harry

— Boa cara! — disse Frank se virando e correndo em direção as escadas com Harry.

— Pronto, agora vão te transformar em maconheiro.

— Maconheiro? — perguntou Coragem.

— Fica só vendo.

Poucos minutos depois voltam os dois monstros trazendo várias e várias plantas diferentes, algumas com mais de dois metros de altura, algumas em vasos, outras já secas, outras em tijolos.

— Aqui tem boas ervas para você experimentar e todas vão te ajudar.

— Só coisa de primeira nós temos aqui!

— Pegamos até as ervas de cultivo especial do cofre do falecido oficial Bob.

— Que o Grande Caos o tenha… — disse Harry e Frank fechando os olhos e ficando em silêncio alguns segundos.

— Tudo em agrotóxicos! — disse Frank erguendo uma planta dentro do vaso com cinco folhas.

— No período vegetativo ela fica 18 horas na luz e 6 de escuridão — e emendou Harry.

— E na florada 12 horas diretas de luz solar.

— E 12 de escuridão.

— Luz de 80 wattz full espectro.

— Temperatura entre 22ºC a 26ºC.

— Sem nunca passar dos 30!

— Bem lembrado Frank.

— Como vocês conseguiram contrabandear essa quantidade enorme para cá? — interrompia Noah sentando-se na cadeira de praia e se inclinando para frente para ver melhor.

— O nosso oficial Bob era um grande amante da natureza e por isso nos ajudou a trazer um pouco para curtição interna e outras nós mesmos plantamos.

— E outras nós descobrimos aqui mesmo em Joia Verde.

— Transformamos os últimos quatro andares em estufas de alta tecnologia.

— Coisa de primeira!

— No meio de uma guerra? — dizia Noah pondo a mão na cabeça.

— Olha aqui esquisitão, por mais que você não aprove nossos métodos, nosso fronte só caiu por que algum dos generais nos traiu e o escudo mágico caiu, caso contrário já teríamos conseguido chegar ao coração de Joia Verde faz tempo.

— Como assim? Os escudos caíram a três dias atrás! — perguntou Noah

— Exatamente, nosso exército estava na metade do caminho quando foram obrigados a voltar devido ao ataque e que o exército Brilhoso estava a caminho.

— Vocês estavam entrando na floresta e ainda se defendendo dos ataques dos Brilhosos? — perguntou Coragem.

— Mas é claro, podemos ser usuários, mas sabemos dos nossos deveres! Certo Harry?

— Certo Frank!

— Lamentável… — disse Noah.

— Agora vamos ao bem bom, antes que a galera do mau corte nosso barato, vamos começar pela verdinha…

Coragem havia se sentado no chão com as pernas cruzadas e em sua frente estavam dezenas de plantas diferentes, algumas em mudas em vasos, outras a pouco haviam sido colhidas.

Com os olhos fechados, e sem tocá-las, e lentamente… Passava suas mãos sobre as plantas… Delicadamente, passava a segurar uma a uma… Como se houvesse um campo invisível ao redor delas e com as suas mãos, parecia as sentir… E com algumas… E Ainda de olhos fechados passou as aproximar de sua testa e plexo solar e em silêncio mantinha-as próximo por alguns segundos…

Todos passaram a prestar muita atenção em Coragem, que parecia “saborear” cada uma das plantas com um simples toque e isto era hipnotizante. Ver o garoto enfaixado fazer aqueles simples gestos, tinham um imenso poder, tão grande, que até as suas respirações estavam suaves e tranquilas… Tudo se passava lentamente… Era como se no seu silêncio houvesse o maior de todos os segredos… E ninguém queria o perder…

Mas não eram as plantas que os prendia a atenção, nem os seus delicados e serenos movimentos, mas sim o estado profundo e misterioso que estava… Um estado que se espalhou para todos e todos sentiram dentro de si mesmos este estado algo que ia além, muito além…

— Que brisa… — disse Frank.

— Esta aqui! — dizia Coragem apontando o dedo para uma espécie de trança negra.

— Corda de fumo?

— Mas e a verdinha cara? — disse Harry enxugando um risco de lágrima que escorria de seus olhos.

— Preciso de elemento terra, preciso de estabilidade e concentração, não este excesso de ar. E se eu fosse vocês eu pararia de usar essas plantas, principalmente a verdinha.

— Justo a verdinha?

— Justo a verdinha, vai destruir o cérebro de vocês!

— Deixa ele Frank, um dia a verdinha conquista ele…

Então os dois o ensinaram a preparar um cigarro com a corda de fumo, o que foi fácil já que Coragem tinha muita experiência com plantas. Acendeu e deu sua primeira tragada:

“Fuhhhhhhhhhhhhhh”

— Profissional, parabéns.

— Já fumou antes? — dizia Frank batendo palmas com Harry.

— Em um dos cristais de conhecimento que eu uso, um dos donos das memórias vive matando com um charuto na boca, então para mim, fumar é algo bem natural. Pelo menos nas minhas memórias.

Noah entra no meio do círculo chutando tudo e agarra Coragem pelas faixas e o ergue no alto.

— Ei!!! — protestaram Frank E Harry vendo tudo sendo chutado e pisoteado.

— Já acabou? — disse Noah com um tom de voz sereno, mas seus olhos estavam vermelhos cor de sangue.

— Já — disse Coragem baforando fumaça na cara de Noah.

Imediatamente Noah o arremessa contra a parede, mas Coragem dá uma cambalhota no ar e para com os dois pés sobre a parede e caí no chão sem se machucar. Os dois monstros erguiam suas mãos mostrando o número 10.

— Agora que você já extravasou, vamos ao meu plano! — dizia Coragem começando a andar de um lado para o outro em meio a tragadas.

— Estamos cercados por milhares de monstros fortemente armados que foram drogados e agora provavelmente obedecem um Brilhoso muito poderoso, certo?

— Certo.

— Certo.

— …

— Pelo que eu entendi, nosso circulo de proteção está quase acabando a força e ainda os monstros estão se preparando para entrarem, certo?

— Certo.

— Certo.

— …

— Era para o Snot vir nos salvar mas ele não consegue chegar aqui porque não dão paz para ele e nós não temos como mandar uma mensagem para ele e estamos longe dele certo?

— Certo.

— Certo.

— …

— E em algum lugar por aqui deve haver um talismã de portal, certo?

— Certo, lá naquela torre deve haver um — dizia Harry apontando para a janela onde havia uma torre inclinada parcialmente destruída.

— Certo.

— …

— E o Noah é um babaca, certo?

— Certo.

— Certo.

— Diga o seu plano de uma vez!

E Coragem andava de um lado para o outro olhando para os lados e observando tudo que havia no galpão.

— Bem… Acabei de pensar em algo…

— Diga logo… — disse Noah impaciente.

— Antes de tudo pode ser que morramos no processo, certo?

— Certo.

— Certo.

—…

— E não me culpem por ser a minha melhor idéia!

— Certo.

— Certo.

— …

— Pelo que eu vejo vocês dois eram mecânicos certo?

— Engenheiros!

— E os melhores!

— …

— Melhor ainda!


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