Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 78

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Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 77
Noite de Halloween Guerra no Fronte Leste: Capítulo 79

Autor: Allan | Revisão: Allan

Cap.78

Difícil caminho para a salvação.

 

A chuva continuava intensa, Coragem e Noah avançavam pelas trincheiras abrindo fogo contra tudo que não pudessem evitar, sempre que possível Noah sozinho eliminava vários inimigos de uma só vez usando sua furtividade e velocidade, e Coragem ficava no suporte. Snot por sua vez continuava a lutar sozinho contra um exército de monstros.

A lama dificultava a caminhada e a escuridão só cessava com os clarões dos relâmpagos e algumas poucas explosões, já que Coragem e Noah tinham conseguido acabar com vários canhões de artilharia, pois ambos seguiam pelas bordas do acampamento militar que era onde estavam os canhões e também era o mais longe do centro da fortaleza, que era onde toda a atenção estava.

— Estamos sendo seguidos — disse Coragem após o cutucar o ombro de Noah.

— Qual o rank? — dizia Noah escondido atrás de uma caixa de munição com Coragem.

— A e vários categorias C, acho…

— Maldição… Ainda falta a metade do caminho. — disse Noah entrando em um túnel apoiado por vigas de madeiras.

— Este bunker está cheio de inimigos… — dizia Coragem entrando com Noah e indo tateando as paredes.

Noah avançava lentamente pelo corredor escuro.

— Você está enxergando algo?

— Eu sou um vampiro o que achou que eu fizesse?

— Merda.

— Cala a boca e usa seu radar!

E em total silêncio os dois seguem pelo escuro corredor. Cada passo, cada movimento, era feito com muito cuidado. Apenas se ouvia o som distante das explosões, tiros e da chuva. Dentro do bunker estava silencioso e apenas se ouvia as gotas que caiam pelas infiltrações. Suas respirações eram longas e lentas, o menor dos ruídos era suficiente para ambos pararem para confirmar o que era e só então continuar.

O túnel era longo e cheio de portas, Coragem que nada enxergava apenas ia passando sua mão pela parede sentindo as vigas e as portas, o ritmo do seu passo era ditado por Noah, Coragem seguia atrás com a mão esquerda sobre o ombro de Noah.

E por horas e horas, os dois seguiam pelo escuro, Coragem avisava a Noah sempre que algo estava vindo ou se algo estava atrás de alguma porta, e sem combinarem nada, em silêncio e escondidos os dois ficavam até o perigo passar, talvez não houvesse um perigo muito grande ali, mas o túnel era claustrofóbico e das centenas de portas, portões, salas, salões, monstros ali estavam, e por algum motivo não se juntavam a guerra. Vez ou outra Noah tinha de agarrar algum monstro desavisado e lhe cortar o pescoço para evitar um mau maior.

Conforme avançavam, não mais ouviam som do exterior, agora era um total silêncio, que vez ou outra era interrompido por agudos gritos distantes, passos e até correntes que se arrastavam. O cheiro de mofo e carniça começava a tomar conta de todo o lugar, e era tão forte que lhes causava ânsia e dores de cabeça, fora que não podiam mais contar com os seus olfatos.

Nenhum dos dois sabiam qual era o caminho, muitas vezes Coragem se guiava pela energia que estava longe e deduzia que por ali fosse uma saída, mas não, muitas vezes os dois toparam com corredores sem saída. Mesmo Noah enxergando, não conseguia se localizar, pois ali não havia placas. Depois de atravessarem grandes salões, descerem algumas escadas apertadas e acharem uma longa escada espiral, ambos se achavam próximos de uma saída, já que o som dos tiros e explosões voltava a ser ouvido.

— Acho que tem algo bem ali na frente e está nos encarando! — sussurrava Coragem.

— Não tem nada ali na frente!

— Tem sim!

— Não tem não!

— Tem sim!!!

Cansado de discutir, Noah pega uma faca sua e lança:

“Tiqui!”

Apenas se ouve o som da faca enfiando alguns centímetros na parede de concreto.

— Viu só?

— Como eu veria algo idiota?!

— Não havia nada!

— Bem… Já não sinto mais nada mesmo…

— Então preste mais atenção!

— Cala a boca! — sussurravam os dois.

E depois mais algumas horas de avisos falsos e ambos andarem perdidos pelo gigante bunker. Noah se manifesta:

— Você está sofrendo com o efeito Ganzfeld! E por isso estamos perdidos!

— Efeito o que?!

— Ganzfeld!

— O que é isso?

— Ao você ser privado de um dos seus sentidos o seu cérebro idiota começa a criar alucinações!

Mas Coragem não disse nada e ficou em silêncio por alguns instantes antes de responder:

— Pode ser que sim…

— Então cale a boca! Você é um completo inútil sem os outros sentidos para lhe auxiliar!

— Então me arranja um óculos de visão noturna! — sussurrava Coragem.

— Não tem nenhum aqui!

— Então ache!

— Cale a boca! Ou descarrego essa metralhadora em você!

— Tem algo vindo, acho que é um categoria A!— sussurrou Coragem.

— Acabei de lhe falar… — dizia Noah quando Coragem o interrompe:

— Maldito! Melhor prevenir!

Noah sente um forte calafrio e um frio vindo de trás deles, olha para os lados procurando um esconderijo e não encontrando nenhuma porta, empurra Coragem contra a parede, ficando ambos entre dois armários de metal, e com a mão em sua boca.

Então, sentem os passos de algo grande vindo sem suas direções. Os dois prendem a respiração e ficam totalmente imóveis. A criatura era lenta e vagarosa, seus passos eram pesados a ponto de fazer um som alto no chão de concreto.

A criatura para a poucos metros de ambos e não os vê, pois o escuro também o prejudicava, e em silêncio tenta escutar algo, mas não nada escuta, pois ambos prendem suas respirações. E totalmente imóvel a criatura fica, então começa a farejar:

“Snif” “Snif” “Snif”

“BRRRRRRRRRRZZZZZZZZZZZZZZTTTTTTTTTTTTTT!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

Noah abre fogo e puxa Coragem:

“ROOOOOOOOOOOOOOOOOOOORRRRRRRRRRRRRGGGGGGGGGGGGG!!!”

Urra a criatura ficando ereta enquanto começa a correr e a destruir o teto, parede e pilares do bunker.

— Corre fracassado!

Coragem e Noah começam a correr com todas as suas forças pelo corredor escuro, quando Coragem tropeça:

“Paque!”

Mas Noah é rápido e crava sua garra no ombro esquerdo de Coragem e o continua correndo enquanto o arrasta:

— Háhhhhhh!!!

— Cale a boca e atire!

Coragem abre fogo com sua metralhadora que estava em sua mão direita, a criatura corria também demolindo tudo que estivesse no seu caminho. Outros monstros começavam a sair de toda parte. Os que saiam na frente do monstro eram atropelados e os que saiam na frente de Noah eram fuzilados. Coragem atirava e tentava não gritar de dor das garras do vampiro que estavam cravadas no fundo de sua carne e enquanto ainda era sacudido pelo caminho.

— Vire à esquerda! — gritou Coragem e no desespero Noah obedecia.

— Direita!

— Atire nos que estão no chão! — e Noah disparava em um grupo de monstros caídos no chão.

— Minha munição está acabando! — gritou Noah.

— Estamos encurralados! Use todo o seu poder e arrebente o teto ou estaremos mortos! — gritou Coragem.

— Quer que eu atravesse o concreto?!

— Faça!!!! — grita Coragem

Noah então se transforma em sua forma mais monstruosa e usando todo o seu poder, concentra toda sua energia em seu pulso e ataca o teto de concreto e aço.

“Bommmmmmmm!!!”

Pedras, aço e muita terra explodem no ar. Os dois caem rolando pelo campo de batalha onde centenas de monstros a poucas centenas de metros atiravam e outros iam em direção de Snot.

Noah se recupera rapidamente e agarra o colete de Coragem e o joga em um buraco de explosão.

— Temos que continuar nos afastando! — disse Noah.

— Certo! — dizia Coragem se recuperando do impacto e olhando para os lados assustado.

Coragem e Noah rapidamente começam a se arrastar pelo campo de batalha. Por toda parte havia destroços, corpos em decomposição e arames farpados. Coragem sofria para avançar pois seu braço direito sangrava e doía muito.

Tiros e explosões faziam tudo tremer, sinalizadores eram disparados o tempo todo e no intervalo de cada sinalizador, Snot aparecia e reaparecia em um lugar diferente. A chuva era tão forte que fazia todo o campo de batalha ser um lamaçal.

“ROOOOOORRRRGGGGGGGGGG!!!!!!!!!!!!!!!!”

Rugiu a criatura anterior a poucas dezenas de metros atrás deles acabando de sair do mesmo buraco que os dois tinham saído. E ao verem a criatura fez os dois se arrastarem ainda mais rápido.

“Rooooooooooooooooooooorrrrg!!!”

O monstro era uma espécie de troll mediano, não tão grande quanto os outros, mas, mais troncudo, mais musculoso, de pele grossa e com chapas de aço grosso na testa, mãos e braços.

— Ele já nos achou!

— Ali na frente tem um tanque!

Vendo que não havia mais jeito Noah se levanta e corre na direção do que sobrara de um tanque parcialmente destruído.

Coragem se levanta também corre atrás de Noah que sobe encima do tanque e passa mexer rapidamente em uma grande metralhadora que ficava encima.

— Está funcionando?!

— Vai procurar mais munição!

“BRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRZZZZZZZZZZZTTTTTTTTTTTTTTT!!!!!!!!!”

Noah abre fogo com a metralhadora giratória no troll, que defendia o próprio rosto com as mãos e suas chapas de aço. Coragem tinha achado várias caixas de munição dentro do próprio tanque e as empilhava uma após a outro do lado de Noah e depois ajudava a recarregar a metralhadora.

O monstro continuava a avançar em suas direções, por mais que a metralhadora o atrasasse, com difíceis e lentos passos a criatura continuava a vir.

— Morra! — gritava Noah atirando e recebendo vários tiros de raspão de outros monstros ao redor, mas mesmo recebendo tiros por toda parte, Noah não soltava o gatilho.

Os disparos batiam nos braços do monstro mas nada acontecia, a criatura continuava a avançar em suas direções.

— Ele não quer cair! — gritava Noah atirando no monstro e se vendo que outros monstros com armas de fogo começavam a os cercar.

— Deixa comigo! — saí Coragem do interior do tanque com as balas do canhão principal nas mãos e com toda sua força passava a jogar as balas no monstro e Noah as explodia com sua metralhadora:

“Bummmmmmm!!!”

“Bummmmmmm!!!”

“Bummmmmmm!!!”

E após as três explosões que fez tudo tremer, a criatura caí no chão de joelhos sem os dois braços, Noah aponta a metralhadora para o rosto da criatura e a despedaça com sua arma.

— Atira envolta! — grita Coragem pegando mais algumas balas para jogar.

Noah vira sua metralhadora para o lado e começa a metralhar vários outros monstros que estavam tanto em trincheiras quanto deitados pelo chão atirando. Os disparos de Noah despedaçavam ainda mais facilmente os outros monstros, mas estes, respondiam o fogo de Noah atirando também, e com suas armas arrancavam pedaços do seu rosto e mesmo pedaços do seu crânio, fora os outros buracos que eram abertos por outras parte do seu corpo, mas o vampiro continuava a atirar e a se regenerar.

Coragem passou a também a jogar as balas restantes de canhão e novamente mais e mais explosões fizeram os soldados restantes e outras criaturas horríveis saírem voando pelos ares.

— Chega de atirar! O categoria A+ está vindo! — gritava Coragem descendo do tanque com a metralhadora em apontada.

— Aquele troll não era o categoria A+?

— Não! Háhhhhhh! — gritou caindo no chão encolhido.

Coragem acabava de receber um tiro na boca do estomago.

— Mas só faltava essa! — gritou Noah olhando para baixo.

Com sua força sobre humana arrancou a metralhadora do tanque e pega Coragem pelo pé e passa a lhe arrastar pelo campo de batalha.

A trincheira mais próxima estava a poucos metros e Noah com sua nova arma voltava a caminhar e atirar, enquanto Coragem se contorcia de dor. Quando se aproximaram da trincheira Noah o joga dentro e só salta depois de acabar de eliminar alguns.

— Preciso que você dure mais um pouco! Para onde!? — gritava o vampiro atirando em um grupo de zumbis armados que foram rapidamente desintegrados.

— Reto! — disse Coragem sendo apoiado por Noah em seu ombro.

A dupla avança pelas trincheiras enquanto soldados e outras aberrações surgiam de todos os lados e até de cima. Mas Coragem avisava antes de onde eles viriam, então Noah os destruía.

— Um círculo mágico! — disse o vampiro olhando para uma viga de madeira que brilhava com vários cristais e linhas vermelhas.

— Vamos!

Os dois seguiram pela trincheira e de todas as trincheiras que até então tinham passado aquela era a que estava mais cheia de cadáveres. Depois de mais alguns minutos de tiroteio, chegam a uma grande porta de aço.

— O bunker! — gritou Noah jogando Coragem em uma pilha de corpos ao lado da porta.

— Abram!

— Quem é?! — respondeu uma voz.

— Sou Noah do clã Dragão vermelho! Abra isso é uma ordem!

— E eu sou o Papai Noel!

— Acham que vão nos enganar com um truque idiota deste? — gritou outra voz.

— Sabe magia Coragem?! — perguntou Noah fazendo um brilho vermelho surgir em sua mão e olhando para os cristais vermelhos e alguns círculos e desenhos estranhos que estavam por toda parte.

— Irae disse que eu sou muito grosseiro para a sutil arte da magia… — dizia o menino cuspindo sangue.

— Você disse Irae? O general Irae? — perguntou a voz novamente.

— Sim! E é o discípulo dele que está aqui ferido!

Então a porta se abriu imediatamente e uma criatura semelhante a um rato humanoide surge com a uma metralhadora apontada. A criatura olha bem para os dois e com a outra mão aponta uma pedra branca que fica azul para os dois.

— Entrem! — ordenou o rato e começou a abrir fogo mas rapidamente fechou a porta.


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