Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 76

75
Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 75
Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 77

Autor: Allan | Revisão: Allan

Cap.76

Difícil decisão

— E aí meu bem? — perguntou Zen fazendo um gesto para ela se sentar ao seu lado, que fez a contra gosto, pois só havia esses dois bancos o restante havia sido arrancado e jogado para fora, porque haviam pegado fogo com o lança granadas de Coragem e no desespero de verem tudo em chamas acharam melhor arrancar os bancos aos chutes e aproveitar e taca-los nos outros veículos.

Coragem estava agachado atrás do banco de Zen (motorista) e Noah acaba de se apoiar na lateral.

— Ei Noah, você parece maus com esses buracos… Hehehe… — dizia Coragem olhando para o buraco no ombro e o outro na coxa, e ambos eram tão profundos que quase se podia ver pelo outro lado.

— Preciso de sangue… — disse Noah lançando um olhar mortal para Coragem.

— Bebe o meu! Toma um aqui um pouquinho! — dizia Coragem puxando a gola de seu uniforme e mostrando seu pescoço.

Noah fecha a cara e o empurra para o outro lado, e fecha os olhos para descansar.

— Haha, vampiros fracotes! — ria Coragem consigo mesmo sem ter visto o massacre que os dois vampiros haviam causado a pouco.

— Este foi o único transporte que conseguiu?! — dizia a vampira passando o dedo na fuligem negra que estava no painel.

— Agora que sou um homem rico, vou te dar a vida de luxo que você merece! — dizia Zen pegando um charuto e colocando para o lado de fora da nave e um disparo inimigo o acendeu.

— Vai me comprar um castelo na capital? No alto de algum arranha-céu? Com centenas de escravos?

— Erg… Bem… Eu pensei em uma confortável mansão no interior, com uns quatro ou cinco funcionários…Talvez um jardim…

— Você não passa de um mendigo morto de fome… — disse a vampira virando a cara para Zen. E Zen sentiu seu coração doer.

— Ei Zen, se você quiser eu moro com você — disse Coragem fazendo um positivo com o dedo.

“Rooooooooaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrr!!!!!!!!!!!!!”

Rugia o cachorro gigante de chifres que Isabel havia evocado, ele havia acabando de destruir o último veículo Brilhoso, mas, mesmo assim, continuava os perseguir. E seu olhar não era nada amistoso. Muito menos o fogo que começava a cuspir e por pouco não os alcançar.

E todos ficaram em silêncio e olharam para Isabel, que continuou olhando para frente os ignorando.

— Ele vai se cansar em breve. O coisa estranha, o medalhão já funciona? — perguntou Isabel.

E todos ficaram em silêncio e Coragem ficou olhando para Isabel com cara de confuso.

— Háh! Eu que sou a coisa estranha estranha… Entendi… Saquei, saquei — dizia Coragem olhando um pitbull humanóide dirigindo um veiculo extraterrestre e dois vampiros cobertos de sangue vermelho e roxo e logo atrás de todos estava um imenso cachorro vermelho com chifres que cuspia fogo.

— Não, não está funcionando… Deve haver alguém nos perseguindo que não estamos vendo, sinto que deve ser um A+.

— A+?! — disseram todos ao mesmo tempo — Onde?!

— Eu acho, não tenho certeza, mas que tem algo nos seguindo que não podemos ver tem sim.

E Zen passa a encarar Isabel.

— Que é?

— Bom meu chuchu… Você que é super poderosa não pode fazer nada?

— Acabei de quebrar uma unha, hoje eu não faço mais nada, e vire a direita, antes que caiemos no desfiladeiro a frente.

— E o cachorrão aí atrás? — perguntou Zen.

— Vire esta coisa antes que tenhamos mais problemas — disse Isabel de um jeito calmo mas, moderadamente intimidador.

— Então… Bem que eu queria… Mas, quando eu e Coragem tomamos esse veiculo, meio que explodimos umas bombas aqui dentro e a nave foi um pouco avariada… E quando estávamos apagando o fogo disso aqui e jogando os bancos em chamas, sem querer jogamos o volante…

Após ouvir as palavras de Zen, Isabel fica muda, e passa a olhar para frente sem piscar ou mesmo mover um único músculo. E totalmente imóvel fica, com o olhar vazio, isto tudo deve ter durado aproximadamente quatro segundos, que foi tempo mais que suficiente para todos sentirem algo horrível. E tão rápido quanto um piscar de olhos o rosto de Isabel se transforma em algo demoníaco, tão assustador que faria um demônio de classe alta pensar duas vezes em se meter com ela. E como no veiculo não havia demônios de classe alta o susto e o medo foi grande. Mesmo Noah sentiu seu estomago ficar fundo.

A vampira fica de pé e vai até o meio do veículo ainda parecendo um demônio e com voz de horripilante diz:

— Escórias! Segurem-se em mim! — mas ninguém se mexe, todos a olhavam com olhos arregalados.

— Rápido! — e meio que fora de si, por susto e pavor, todos se agarram as pernas dela.

E o veículo que seguia em alta velocidade despenca no desfiladeiro.

— Háhhhhhh!!! — gritava Zen e Coragem.

Mas quando se dão conta todos estão planando no ar e ao olhar para cima dois pares de asas semelhante às de um morcego tinham surgido da costa de Isabel.

— Eu sabia que você era um anjo! — disse Zen que olhava apenas para as asas da vampira. E olhando para trás viu o cachorro vermelho caindo no precipício.

***

Passado uma hora de vôo o grupo pousava em uma região montanhosa repleta de árvores, desfiladeiros e muitas cachoeiras.

— Háahhh! — dizia Coragem deitando-se no chão de cansaço com os outros.

— Não temos tempo! — disse a vampira pegando o menino pelo seu colete e o colocando de pé.

— Calma meu bem… — disse Zen se aproximando.

A vampira se vira mostrando uma face demoníaca ainda pior que a anterior. Que foi suficiente para Zen ficar sem ação.

— Rápido! — disse a vampira voltando o rosto ao normal aos poucos.

Coragem rapidamente tira o talismã que brilhava e mostra para ela.

— Agora está funcionando — disse a vampira puxando o medalhão do pescoço de Coragem e olhando.

— Não é possível… — disse a vampira novamente.

— O que meu bem? — disse Zen se aproximando lentamente e sentando em uma pedra ao lado dos dois.

— Este maldito talismã tem carga somente para duas pessoas! — disse a vampira batendo o pé no chão e fazendo toda a planície tremer.

— A é?

— Quem foi o imbecil que deu isto?

— General Sosso? — disse Coragem.

— Tinha que ser… — disse a vampira olhando para Coragem com tamanho desprezo que até o fez se sentir mau por ter nascido.

— Eu e Noah vamos e vocês dois aguardam que eu juro que mandarei alguém vir buscá-los.

— De forma alguma! — reage Coragem — A senhora não é confiável!

— Senhorita imbecil! — diz Noah.

— A é? — sorri Coragem apontando para o dedo anelar da mão esquerda de Isabel e depois para o dedo anelar de Zen.

— O que está acontecendo? — perguntou o vampiro com as mãos sobre as próprias feridas.

— Longa estória… — diz a vampira indo até Zen.

— Eu preciso voltar para Halloween, tenho informações altamente secretas e vitais que provam que Dellmonte nos traiu!

— Dellmonte?

— Sim! Ele agiu em conluiu com os Brilhosos! Com Vox e com Mercúrio!

— Isto não é teoria da conspiração demais não meu bem? — disse Zen de maneira doce.

— Criatura patética! Acha mesmo que eu brincaria com um assunto tão sério?! — dizia Isabel estreitanto os olhos e fazendo Zen se sentir muito mal.

— Bom… Você é uma princesa e ainda é uma general de Halloween…Quem sou eu para discutir com você… Mas… Eu não posso obrigar Coragem a nada, afinal aquele talismã é dele… — dizia o cachorro vagarosamente e então tossiu:

“Cof- Cof-Cof”

E da sua tossida, sangue havia saído.

— Zen! — Coragem corre até ele e tira o seu casaco e encontra uma imensa mancha de sangue em sua costa.

— Acho que pegou só de raspão… — dizia o cachorro pegando um charuto e acendendo.

— Isto está péssimo! Você tem que ir agora!

— Calma, que eu to legal, já tive feridas piores… Acho…

Isabel calmamente tirou o charuto da boca dele e jogou longe.

— Escutem vocês dois, eu preciso ir, ou podemos perder muito mais que este mundo! Halloween está em risco!

— Dane-se Halloween! Se alguém tiver que ir será eu e Zen — disse Coragem tirando seu casaco e dobrando e colocando na costa de Zen.

— Escuta Coragem… Eu sei que começamos com o pé direito, mas Halloween é maior que eu você ou mesmo Zen!

— Não é! Se o que você sabe pode destruir Halloween eu acho ótimo que ninguém saiba, será um favor para inúmeros mundos! — dizia Coragem levantando Zen.

— Espere Coragem… — dizia Zen,

— Não espero! Eu só tenho que te salvar! E se eu ainda conseguir destruir Halloween Ótimo! Ganhei o dia duas vezes!

E Coragem é puxado para trás por Noah que caí ajoelhado no chão com as garras em seu pescoço.

— Isabel por que simplesmente não matamos os dois e pronto? Não entendi o porque de ainda estarmos conversando, realmente não entendi — disse Noah calmamente.

— Não! — gritou Zen caindo no chão.

— Tire suas mãos dele Noah! — disse Isabel

— Desde que esses dois chegaram, você tem deixado esse cão sarnento te tratar como uma verdadeira meretriz! Justo você que até o nosso pai teme!

— Noah solte-o agora! — dizia Isabel se ajoelhando ao lado de Zen e o ajudando a levantar.

— Por que irmã?! — gritou o vampiro cravando as garras na garganta de Coragem e por milímetros não acertando as artérias.

— Um juramento!

— Um juramento? Com ele?

— Uma aposta! Eu ganhei e ela perdeu e assim a vida segue, agora o solte! — gritou Zen vendo dois Noahs.

— Eu perdi uma aposta e agora preciso pagar, isto é tudo.

— Então ele vai te libertar deste juramento agora! — disse Noah apertando o pescoço e mais sangue escorria.

— É impossível! Somente uma morte natural pode nos separar e essa morte é guardada pelo caos primordial e só o grande caos pode decidir quando.

— Jurada com um padre da noite?

— Sim!

Então Noah empurra Coragem com força para frente o soltando.

— Seus merdas ardilosos, juro que vão pagar caro por irem contra o clã dragão vermelho… — dizia Noah.

“Poft!”

Coragem se levanta rapidamente e acerta um soco no meio da cara do vampiro que caí no chão sem perceber o que havia lhe atingido e só percebe que havia caído com um soco de Coragem quando sente a dor no nariz e o sangue escorrendo. Coragem corre e se ajoelha perto de Zen que estava quase sem consciência.

— Coragem, deixe então eu e Zen irmos juntos! Juro que ao sairmos daqui Zen terá o melhor tratamento médico de Halloween! O hospital do meu clã cuidará dele!

— Mas…

— Se você quer o bem de Zen, me deixe cuidar dele, eu lhe dou a minha palavra! — dizia a vampira apontando o dedo para Noah se afastar de Coragem, pois o menino olhava para o outro lado.

— Sua palavra?! Como se eu fosse confiar na palavra de um monstro! — dizia Coragem tentando levantar Zen.

— Coragem… — disse Zen — Amigão… Acho que deve ser o medo da morte… Mas… Me ocorreu que ir com ela seria legal…

— Mas Zen! Ela mente!

— O contrato a impede… De me prejudicar… — então Zen fecha os olhos.

— Você sabe que ele tem poucos minutos! — disse a vampira.

— Ta bom! — disse Coragem entregando o amuleto para Isabel e um portal se abre ao lado dos dois.

— Noah! Proteja Coragem, hoje ele prestou um grande serviço a Halloween — dizia a vampira com Zen apoiado em seu braço e se virando lhe deu um último olhar — Não me decepcione.

E os dois desaparecem dentro do portal.


[Não esqueçam de comentar e recomendar]

[Leiam BEYOND? O Denn finalizou a novel!]

Ei, você gosta desta novel? Acha que tem pontos a se melhorar? Ou acha que o autor já conseguiu expor toda sua experiência com esta obra? Diz pra gente lá no novo site da Central Novels!

Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 75
Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 77