Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 73

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Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 72
Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 74

 

“Olá jovens, sinto não ter podido postar os capítulos ontem, peço desculpas. Gostaria de pedir a compreensão de vocês, pois eu tenho que voltar a postar um só capitulo por semana, esta estória é muito profunda e eu não gosto de escrever as coisas de qualquer jeito, prefiro qualidade a um infinito mata-mata sem graça. Amarrar as estórias realmente não é fácil, tenho que dar os parabéns para o povo da Marvel. Bem, é isto, espero que gostem.”

Cap. 73

Batalha dos portais

 Parte 2.

A noite se aproximava e quanto mais Coragem e Zen avançavam pelas trincheiras da área, mais alto ficavam os tiros e gritos.

Grandes explosões faziam a terra espirrar, monstros afiavam suas espadas, outros preparavam seus cajados, outros colocavam mais munição em suas armas, alguns evocavam os mortos de volta a vida e coisas do gênero.

A todo momento monstros vinham carregados em macas por outros monstros, todos imundos de terra e sangue. No chão haviam poças, mas não eram de água, mas sim do sangue de alguns cadáveres que estavam jogados aqui e ali.

Ao se aproximarem um pouco mais viam um cavaleiro sem cabeça com uma espada brandida montado sobre um cavalo negro inquieto com centenas de monstros ao seu redor lhe ouvindo.

— Aquele deve ser Dullahan — disse Zen apontando para o cavaleiro sem cabeça.

— Major Zen? — perguntou um soldado de casaco largo, mascara com filtro de ar e óculos vermelho e moicano verde (Tipica roupa de soldado)

— Sim?

— Major Zen, especialista em operações táticas em zona de guerra?

— Sim…

— Resgatou a duquesa de WinnHell?

— Sim…

— Vice líder do antigo esquadrão Capachão? Ex namorado da Oficial Priscila SheepDog?

— Sim, sim, vamos logo ao assunto, o passado é pouco nostálgico…

— Sou Tenente Coronel Bakunin — disse o soldado de moicano e Zen imediatamente bateu continência.

— Esqueça as formalidades, agora é matar ou morrer.

— Sim… Claro…

— Este é o esquadrão Delta abóbora — disse o soldado apontando para o lado e perto da parede haviam outros sete soldados.

Todos os sete soldados vestiam típicas roupas militares: Largos casacos, máscaras de gás com visão noturna acoplada. Além dos elegantes uniformes, vestiam um conjunto de armadura negra por de baixo do casaco negro. Todos carregavam armas de grosso calibre.

— Assim que Dullahan terminar o discurso, nós vamos o seguir a alguns metros de distância e lhe dar suporte se necessário.

— Certo.

— Certo.

— Saímos assim que Dullahan terminar o discurso fiquem atentos. — disse o soldado de moicano se virando e voltando para seu grupo.

Coragem e Zen se viraram para o lado para ouvir o cavaleiro sem cabeça que começava a falar para centenas de monstros:

— Tragar-me-eis cabeças! Não importais como, apenas me tragar-me-eis as cabeças! — dizia o cavaleiro sem cabeça empinando o cavalo.

—  Um golpe rápido! E limpo! —  colocava toda a sua vontade nas palavras —  E e vossos inimigos ão ver apenas nuvens e depois a terra sobre voltas e voltas!

E fez uma pausa o cavaleiro enquanto olhava do alto do cavalo todos que ali estavam. Os monstros acompanhavam o discurso em total silêncio e totalmente compenetrados.

— Como… Pequenas brasas… Sim!!! —  rugia o cavaleiro! —  Estamos nós como pequenas brasas!!!

— Pequenas e desprezíveis brasas para nossos inimigos… Mas, não se esqueçam meus irmãos que qualquer incencio um dia começou pequeno! —  e emendou —  Nós! Os acuados, os humilhados! Mostraremos que esta brasa és apenas o começo de algo muito grande que ainda há de vir! E começaremos um incêndio de proporções épicas!!!

— Pois esta brasa meus irmãos não é uma mera brasa de fogo… Mas uma brasa de puro ódio!!! Alimentada com as humilhações e provocações de nossos inimigos! O dia da paga começa hoje!!! —  rugia o cavaleiro empinando o cavalo e gritando para todos ouvirem.

— Planejada e articulada pelas maiores mentes de Halloween, agora essa pequena brasa há de se tornar uma chama de terror e medo!!! E que agora as consumir até o ultimo de nossos inimigos! Os sufocaremos! Os destruiremos! Os aniquilaremos! Nada as de ficar nos nossos caminhos! Um medo que eles jamais sentiram as invadir seus corações e como a pequena brasa, se espalhará com a ajuda do vento da nossa vontade e um incêndio tomará tudo e a todos! Deixando apenas o rastro da morte!!! — gritou Dullahan empinando seu cavalo que relinchou alto.

“Rinnnnchhhiiiii!!!”

— Mas meus irmãos! Eis de querer apenas uma coisa de vocês e nada mais! Me tragam suas cabeças!!!!!! — gritava o cavaleiro empinando o cavalo e brandindo sua espada e a centena de monstros que assistiam gritavam e batiam os pés no chão fazendo tudo tremer.

— Mostremos o poder de Halloween para tudo e todos! Mostremos que a grande sombra nos guia! MOSTREMOS QUE O MAU ESTÁ EM NÓS!!!!!!!!!!!!!!!

“Riiiiiiiiiinnnnnnnnnnnchiiiiiiiiiihhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!”

Os monstros que acompanhavam o discurso gritam alto fazendo um som ensurdecedor e seguem seu líder em direção do inimigo.

— Pronto? — perguntou Zen engatilhando sua arma.

“Click”

— Mas o que diabos foi isso? — dizia Coragem apavorado da aura negra que envolvia todos os monstros que corriam.

— Um belo discurso, pronto?

— Se ficar o bixo pega né? — dizia Coragem engatilhando sua arma — Pronto.

Coragem e Zen saem correndo com a multidão que escalava e saltava a parede em direção ao campo de batalha. Explosões e gritos começavam a ser ouvidos a poucos metros de distância.

Coragem segue na frente e com um salto bate o pé em uma viga que sustentava a parede e no instante seguinte Coragem estava no campo de batalha e Zen ao seu lado e começam a disparar:

“Rat- a- tat- tat- tat- tat- tat- tat!”

O campo de batalha estava todo destruído, haviam o resto de centenas de árvores mortas  e espatifadas por toda parte, a terra estava cheia de crateras causadas por explosões, assim como haviam rochas e algumas máquinas gigantes tombadas ou cadáveres de monstros de todos os tamanhos por todo lado.

A chuva era forte e a noite se aproximava, poças de lama se tornavam cada vez maiores.

Tiros de todos os tipos de cores e formas eram disparadas por Halloween e em contrapartida “luzes” verdes vinham aos milhões de muito longe em direção dos monstros que escalavam as paredes das trincheiras aos milhões..

Milhares de monstros saiam das trincheiras e avançavam na direção dos disparos. Milhões de monstros, das mais variadas formas caminhando, correndo e alguns voando pelo campo de batalha, nas cidades ou mesmo no acampamento seus comportamentos eram de uma forma, mas agora, no campo de batalha, mostravam verdadeiramente suas naturezas diabólicas. Muitos rugiam, outros gritavam e alguns pareciam se divertir com aquele lugar caótico, por mais que levassem danos ou mesmo perdessem membros, apenas paravam quando morriam, caso contrário ainda se arrastando continuavam.

Muitos se transformavam, deixavam de usar formas humanóides para se tornarem coisas, verdadeiramente diabólicas. As vezes de pequenas formas saiam imensos monstros saído de algum pesadelo.

Fora as explosões, gritos, disparos e etc e etc, o pior de tudo era a sede sangue e a violência que estava no ar, o desejo por morte e sangue pairava no ar e a cada segundo aumentava. E ao olhar para os lados e ver o campo de batalha com milhares de monstros atacando, Coragem vagamente se lembrou do seu primeiro encontro com Irae.

Ainda no campo de batalha, necromantes evocavam os que acabavam de morrer e os que antes já tinham morrido para lutarem novamente, ou faziam surgir coisas ainda piores.

Feiticeiros rodavam seus cajados no ar e faziam em conjunto ou individualmente centenas de variados feitiços como fogo, eletricidade, gelo, escuridão e outras mais diabruras e lançavam seus ataques na direção dos disparos negros. Outros feiticeiros apenas falavam, mas suas palavras eram carregadas de poder, Coragem sentia que essas palavras causavam grandes estragos onde estivessem apontadas.

Cavaleiros de armaduras com montarias e sem montarias avançavam com suas armas brandidas. Outras centenas de soldados e mercenários com armas de fogo se abrigavam onde podiam e disparavam de volta. Uma infinidade de monstros menores, alguns semelhantes a animais ou coisas ainda menores corriam em bandos em direção das luzes.

Vez ou outra, algumas criaturas disformes ou mesmo semelhantes a insetos, as vezes com mais de três metros ou de natureza ainda mais grotesca surgiam da terra, ou mesmo das trincheiras, criaturas sem forma definida, lembravam um pouco de tudo e ao mesmo tempo nada.

Alguns monstros e estes eram em menor número, avançavam rapidamente na frente de todos, este era o caso de Dullahan, que sem cobertura ou mesmo ajuda de ninguém era um dos líderes do ataque.

Haviam também alguns monstros de natureza misteriosa, estes seguiam completamente sozinhos na direção do completo breu, caminhavam calmamente, Coragem não conseguia os ver direito devido ao caos do campo de batalha, mas sentia um imenso poder vindo deles.

Coragem e Zen logo encontraram o esquadrão abóbora que os aguardavam atrás do resto de um tanque de guerra.

— Vocês dois estão prontos?!

— Sim!

— Sim!

— Então vamos!

O esquadrão dispara em corrida pelo campo de batalha, corriam em alta velocidade disparando sem cessar. O grupo se abrigava onde quer que houvesse abrigo do pesado fogo que passava por sobre suas cabeças. De rocha em rocha, de tronco em tronco ou de buraco a buraco, ou onde fosse possível se abrigarem e depois voltavam a correr.

O líder do esquadrão liderava o grupo unicamente com gestos de mãos e olhares, controlava o movimentar de todos, por mais que fossem noves soldados sobre seu comando ainda sim sua habilidade de comando em meio aquela situação caótica era fantástica, pois nenhum membro do esquadrão até então havia se ferido ou ficado muito para trás. E apenas avançavam com os gestos dele, apenas quando ele dizia que era seguro ou não avançar, feito isso sobre a cobertura das armas dos outros membros ou quando a oportunidade surgia.

O esquadrão fazia o possível para avançar, pois os obstáculos eram muitos e o cavaleiro sem cabeça era rápido. Com sua espada já tinha eliminado vários inimigos, que até então Coragem não havia conseguido ver, pois quando os inimigos caiam no chão sem suas cabeças, geralmente eram devorados por zumbis ou outras coisas mais horríveis.

O esquadrão era rápido e mortal, avançavam sem parar, suas metralhadoras só paravam quando precisavam recarregar ou jogar algum explosivo. Apesar dos soldados serem grandes e usarem armaduras e armas pesadas ainda sim corriam em alta velocidade com suas armas apontadas para frente. Quando necessário ainda agarravam algum zumbi ou outra coisa horripilante e usavam como escudo até a próxima cobertura. Não se importavam se era aliado ou não, apenas a sua missão importava.

— Eles são implacáveis Zen!

— Eles são a elite!

— Os caras conseguem até dar saltos de mais de dois metros!

— Isso não é nada, eles são capazes de muito mais! — dizia Zen caindo deslizando abaixo de um tronco caído.

— Você também era legal assim? — dizia Coragem se juntando ao tronco.

Zen se levanta e pega várias granas e chuta todas de uma só vez para longe, então saca sua pistola e dispara contra elas:

“Bummmmmm!!!

“Bummmmmm!!!”

“Bummmmmm!!!”

E então se vê pedaços de algo voando.

— Eu ainda sou legal!

— Incrivel! — dizia Coragem com os olhos brilhando.

— Mas vamos, que o grupo voltou a se movimentar.

O grupo entra em uma área de floresta e avançam sem encontrarem nenhuma resistência e por vários minutos o grupo avança sobre a densa floresta escura. O som da guerra se tornava distante.

Apenas se ouvia os ruídos do grupo atravessando a mata fechada, apenas se ouvia a chuva caindo nas folhas da floresta.

Estava escuro e pouco se via. A lua cheia tentava iluminar tudo, mas as nuvens carregadas de água não a deixavam. O grupo apenas podia contar com as lanternas de suas armas e os visores de seus equipamentos ópticos.

O ambiente era sufocante mesmo para Zen e Bakunin que eram os que mais tinham experiência. Coragem e os demais sentiam medo e totalmente vulneráveis, pouco podiam contar com seus cinco sentidos, pois estavam sem luz e a chuva abafava o som e os cheiros dos seus inimigos. Estavam quase que totalmente expostos, se tivessem sorte, morreriam sabendo de onde o disparo veio, se não, apenas cairiam mortos sem nem saber como morreram.

Estavam todos tensos e angustiados, seguiam Dullahan a passos largos. O cavaleiro sem cabeça estava a poucas centenas de metros de distância e também seguia pela floresta densa rapidamente, mas não mais galopando como se a sua vida dependesse disso, o cavaleiro seguia com prudência e calma. O grupo o via de longe e as vezes tendo que correr atrás dele para não o perder totalmente de vista.

Quando encontram Dullahan parado com sua espada em mãos. Rapidamente todos encontraram uma árvore ou rocha e se posicionam. Com as lanternas de suas armas iluminam para onde o cavaleiro olhava.

O cavalo estava inquieto e Dullahan o controlava com pulso firme, algo os espreitava.

O grupo olhava para frente com os dedos nos gatilho, prontos para começar a atirar a qualquer momento. Mas a espera era angustiante. Todos sabiam que seus inimigos eram poderosos e que militarmente eram superiores. Antes este grupo já tinha os enfrentado em outras missões, sabiam o que viria, sabiam que não seria fácil, sentiam a morte os espreitando.

A chuva caía forte. O grupo percebe algo e todos passam a iluminar. Então, surge levitando no ar, a alguns metros de altura. E lentamente se aproximava…

Medindo aproximadamente três metros de altura. Era totalmente cinza, sem cabelos ou qualquer pelo. Era magro mas definido. Tinha um enorme par de olhos que pareciam brilhar uma luz verde. Não tinha boca, apenas dois pequenos buracos que devia ser o nariz.

Vestia uma espécie de armadura cor metálica. A armadura lembrava uma mistura de estilo clássica e algo futurista, mas não era grande nem muito volumosa, mas mesmo assim era imponente. Protegia apenas algumas partes do corpo, não sendo totalmente fechada, Coragem não sabia dizer se era só as partes metálicas ou se havia algum tecido, mas se podia ver os músculos definidos. Suas mãos tinham três dedos e em seu pulso esquerdo havia uma espécie de pulseira. Não carregava arma alguma.

O olhar da criatura era sério e assustador, passava uma grande imponência e força, seu peitoral apesar de não ser grande era estufado.

— Um alien!!! — sussurrou o menino para si mesmo que tentava fazer suas pernas pararem de tremer.

A criatura se aproximava lentamente e parou a alguns metros de Dullahan e ambos se encaravam. Mesmo Dullahan não tendo cabeça e muito menos olhos, a criatura lhe encarava como se ali houvesse algo. E por alguns segundos se encaram e antes mesmo de todos ficarem ainda mais angustiados:

— Reiah! — grita o cavaleiro que avança contra o Brilhoso.

Imediatamente todos passam a abrir fogo contra a criatura. O Brilhoso por sua vez apenas estreita seus olhos, então todos sentem uma imensa pressão vindo do alien, tão intensa que continuar atirando era quase impossível.

— Isto é um ataque psíquico! A maior força deste ataque está direcionada contra Dullahan! Continuem atirando! — gritou o líder do esquadrão.

A energia que Coragem sentia em si era muito grande, não era algo físico, mas sim, algo que mexia dentro dos seres, este ataque era direcionado a mente não ao corpo.

Mesmo que praticamente toda essa energia invisível estivesse direcionada ao cavaleiro, ainda sim ele avançava, não correndo como antes, mas continuava a avançar com sua espada erguida como se houvesse uma resistência, não corria, mas também não cavalgava lentamente. Avançava. Já que o alien estava a poucos metros de distância.

Os tiros nada faziam contra o alien, parecia que algo invisível o protegia das balas, dos mísseis e das explosivos do esquadrão.

Então a criatura ergue sua mão e dezenas de disparos verdes passam a vir de trás dele.

— Ele tem reforços! — gritou um membro do esquadrão que começava a revidar com muito custo.

O tiroteio entre ambas as partes era acirrado, os soldados a todo momento jogavam granadas e agora tentavam cobrir uns aos outros para avançarem, mas a energia que vinha da criatura era ainda muito intensa e mirar ainda era difícil.

Os tiros vindo do outro lado também eram constantes, não tão rápidos quanto as metralhadoras a pólvora, mas o poder destrutivo era praticamente morte certa.

Dullahan finalmente havia conseguido se aproximar e ataques eram trocados, o cavaleiro com sua espada batia em uma espécie de escudo invisível que protegia a entidade. O alien por sua vez revidava com disparos de luz verde escuro vindo de sua testa ou mesmo fazia pequenos movimentos com a cabeça então pedras e toras se chocavam contra o cavaleiro. O cavaleiro se defendia destruindo o que era jogado enquanto manobrava o cavalo para se aproximar do Brilhoso. Mas nem sempre conseguia se proteger e recebia pesados golpes e mesmo alguns disparos, por ambos estarem no fogo crusado, mas mesmo assim, Dullahan não recuava, pelo contrário, manobrava o cavalo cada vez melhor e avançava.

A criatura se movimentava o tempo todo e disparava a cada poucos segundos o raio verde de sua testa, as vezes levitava a vários metros de altura e continuava a disparar, mas era sempre perseguida por Dullahan que habilidosamente conseguia manobrar seu cavalo e escapar dos disparos verdes ou usar as árvores como proteção, já que os disparos não atravessavam arvores muito grossas. Ambos se movimentavam sem parar  pela área se afastando do esquadrão.

— Coragem vamos avançar também! Não podemos nos afastar do general! — gritava Zen atirando com sua metralhadora por detrás de uma rocha.

— Ok! — gritava Coragem também atirando.

Coragem e Zen passam a correr por entre as árvores em meio ao intenso fogo cruzado, após os outros soldados verem Zen e Coragem correndo atrás do cavaleiro passaram a fazer o mesmo.

A luz da lua cheia voltava a iluminar tudo e clareava o campo de batalha, a chuva havia diminuído mas ainda caía.

Dullahan e a criatura corriam em alta velocidade lado a lado pela floresta. A criatura disparava a luz verde que agora quase sempre era defendido pela espada do cavaleiro, outras vezes o cavaleiro não conseguindo se esquivar levava o disparo de luz no meio do peito que o fazia gritar de dor e atacar com ainda mais raiva.

O cavaleiro a todo momento tentava usar o terreno a seu favor e quando encontrava uma área mais alta usava isso para tentar saltar com o cavalo sobre a criatura e lhe pisotear, mas o Brilhoso cada vez mais aumentava sua velocidade, não mais levitando alto, mas voando rapidamente por cima do chão. A espada do cavaleiro agora passava a pegar fogo e um movimento que fazia criava um corte de fogo de vários metros de distância. Os dois trocavam tiros e golpes em alta velocidade. E se caso houvesse uma árvore ou uma rocha no caminho que ambos não pudessem esquivar, simplesmente passavam por cima destruindo o que lhes atrapalhava.

Coragem e Zen corriam o máximo que podiam pela floresta, disparos vinham de toda parte. Zen e Coragem tentavam revidar os disparos, mas precisavam avançar pois o cavaleiro e a criatura eram rápidos.

— Vamos criar uma emboscada! — gritou Zen

— Como?! — respondeu Coragem saltando de um tronco de volta ao chão.

— Eu vou na frente e você que é mais ágil tente ganhar algum tempo para mim e você me encontra daqui a sete minutos, próximo daquele paredão! — gritou Zen!

— Certo!

— Vá pelo alto das árvores e use seu poder para os evitar apenas salte, atire, salte e atire e depois corra muito! Mas sempre fique no alto das árvores!

— Ok!

Então Coragem trocou de caminho e virou a esquerda e Zen seguiu reto. Graças ao intenso treinamento Coragem conseguia correr muito sem se cansar, os vários cristais que recentemente havia absorvido e os anos sobrevivendo no pântano tinham lhe dado uma alta habilidade de movimentação em florestas e biomas parecidos, graças a isso e a sua máscara de visão noturna conseguia correr em alta velocidade e sem cair ou torcer e quebrar o pé, por instinto sabia onde devia pisar e onde não devia pisar.

“Bang!”

Uma árvore mediana ao seu lado havia sido destruída com um único disparo!

— Mas já!

E ainda mais rápido Coragem passou a pular de galho em galho e a disparar de volta:

“Ra- ta- ta- ta- ta- ta!!!”

E imediatamente centenas de disparos passaram a vir em sua direção.

— Ahhhhhhhhhhhhhhh!!!! — gritava Coragem em pânico e atirava de volta sem olhar.

O menino saltava de galho em galho o mais rápido que podia, sua metralhadora somente parava para trocar de pente, tinha várias granadas, mas sem pensar duas vezes puxava os pinos com os dentes e jogava e continuava a atirar.

“Bummm!!!

“Bummm!!!”

“Bummm!!!”

“Bummm!!!”

“Falta pouco!”

Pensava Coragem ainda pulando e sempre por muito pouco os disparos não lhe atingiam. Parte do motivo disso foram os anos fugindo das flechas dos zumbis pelo alto das árvores no pântano que viveu, pois depois de alguma flechadas aprendeu a ficar bem atento, a outra parte eram as experiências dos cristais, onde parecia haver muitos conhecimentos voltados a tiroteios e fugas, outro motivo era sua velocidade e agilidade e o último motivo e este sendo o principal era a sua nova habilidade de sentir, com esta habilidade ele sentia as energias, Coragem sentia onde os inimigos lhe olhavam e isto ajudava muito.

“Agora me ocorreu algo… Se eles estão enfrentando Halloween, quem sabe, eles sejam bons!”

Pensava Coragem:

“Claro, pois se eles estão matando monstros, pode ser que eles sejam os mocinhos!”

“Como não pensei nisso antes?! Preciso tentar alguma aproximação, afinal eu sou humano!”

“Mas com este grupo é impossível, eles já me odeiam, por quê eu não pensie nisso antes de descarregar minhas armas e minhas granadas neles?!”

Pensava ainda o menino:

“Assim que houver oportunidade vou tentar fazer amizade, até lá vou seguir com o plano!”

Pensava tudo isso enquanto pulava de árvore em árvore e ia jogando granadas para baixo.

“Já deve ter dado o tempo!”

Pensou Coragem e voltando para o chão da floresta passou a disparar por todo lado e a jogar granadas. E imediatamente os lasers agora vinham em sua direção. Quando Coragem sente algo a alguns poucos metros de si e rapidamente desafivela seu bornal cheio de munição e algumas granadas.

“Poft!”

Um forte golpe o faz colidir com uma árvore que balança. Quando olha para cima vê uma criatura semelhante aquela que a pouco tinha visto. Mas este era mais baixo, medindo dois metros e meio aproximadamente de altura. Também era bem magro, mas seu corpo era totalmente musculoso e definido, podia se até ver as fibras de cada músculo. Seus olhos também emitiam um brilho verde, menos que o anterior, mas também tinha o brilho. Vestia uma fina e futurista armadura, semelhante a anterior, mas de cor mais acizentada, aparentemente super leve e resistente. Carregava uma espécie de rifle futurístico, era liso e apenas com um local para colocar o dedo e disparar.

A criatura olhou Coragem no fundo dos olhos e Coragem percebeu que aquela criatura era má e cruel. Tão cruel quanto qualquer criatura de Halloween, mas com um agravante, seus olhos passavam uma enorme inteligência e era isto o tornava mais assustador que muitos em Halloween, uma inteligência profunda e cruel.

A criatura vinha na sua direção com o rifle apontado e antes que Coragem conseguisse pôr as mãos em sua metralhadora, como magia a arma saí voando para longe dele. A criatura se aproxima do menino e o ergue pelo cabelo.

— Háhhh!!! — gritou o menino tentando escapar das mãos da criatura, mas esta tinha uma força imensa.

A criatura lhe olhava de cima a baixo e o virava de lado, o olhando de todos os ângulos. Coragem estava apavorado tentava lhe chutar mas não conseguia pois seus chutes não o alcançavam.

Então a criatura olhou no pulso de Coragem onde havia seu mala.

— Não mexa nisso! — gritava o garoto usando toda a sua força e energia para erguer um único dedo da criatura que imediatamente revidou lhe batendo a cabeça na árvore.

“Poft!”

Coragem ficou atordoado e sentiu o sangue quente escorrer de sua cabeça. A criatura agora lhe segurava pelo braço e olhava fixamente seu mala. Então mais três criaturas semelhantes ao que segurava Coragem se aproximam, mas diferente deste, estes usavam uma espécie de capacete futurista onde não se via o rosto.

“Não vai ter jeito! Vou ter que usar tudo!”

Quando o soldado que o segurava ia retirar seu mala Coragem manifesta 100% do seu poder e expande a sua aura tão forte e subitamente que fez as criaturas darem um passo para trás de surpresa e nisso:

“Crack!”

Coragem quebra um dedo dos três que haviam na mão da criatura, que o solta, Coragem rola e pega sua metralhadora e abre fogo contra as criaturas que se jogam no chão, sem perder tempo o garoto volta a correr e a disparar. Os aliens também se levantam e voltam a correr atrás dele. Quando então:

“Bummmmmm!!!”

Os quatro Brilhosos saem voando no ar devido a uma explosão.

— Não repararam que meu sinto de granadas ficou para trás não? — dizia o menino orgulhoso de sua tática.

Quando novamente centenas de disparos voltam a vir contra ele.

— Dá um tempo!!! — então Coragem volta a correr.

Em máxima velocidade Coragem vê o paredão de pedra a poucos metros e corre até ele. Quando se aproxima do paredão não encontra nada, apenas a parede de rocha e nada mais. Assustado passa a olhar para os lados procurando Zen que também não encontra. E atrás de si via a vegetação se abrindo e os disparos vindo.

“E agora?!”

Pensava o menino vendo quanto de munição tinha ainda na arma.

“Droga… Quase nada!”

Mas então algumas árvores passaram a cair, sons estranhos passaram a ser ouvidos, gritos e urros de dor, explosões passaram a acontecer e várias rajadas de tiros foram disparadas.

Quando finalmente o silêncio volta, Coragem vê as folhas das mata se abrindo, então aponta sua alma se preparando para o pior, pois nem cobertura tinha. Quando saí da mata algo coberto de folhas.

— Zen?

— Sua besta! Não lhe disse que era para você ir pelo alto?!

— Alto? Há é, falou… Mas o que aconteceu?!

Zen balançava a cabeça não acreditando no que via.

— Eu fiz armadilhas que por milagre você não caiu!

— Há…

— “Há…” Nada! — dizia Zen lhe dando um crock na cabeça.

“Crock!”

— Aí! Ta louco! Olha o tamanho da sua mão e olha o tamanho da minha linda cabeça!

— Você não pensou nisso quando quase me aleijou no vestiário né?

— Você é péssimo Zen! — dizia o menino esfregando a própria cabeça.

E Zen fica em silêncio do nada e lentamente passa a erguer suas mãos e ao ver seu amigo fazer isso, Coragem compreende e faz o mesmo.

Ao redor deles estavam vários Brilhosos, até aquele que Coragem havia quebrado o dedo, só que com uma queimadura enorme no seu lado direito.

— Coragem, se ajoelhe — dizia Zen.

Então os dois se ajoelharam com as mãos na cabeça. O Brilhoso que havia sido queimado parecia ser o líder do esquadrão, este se aproximou de Zen e lhe tocou a testa que imediatamente o fez gritar de dor:

— Háhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!

— Zen!!! — gritou Coragem que foi chutado com tamanha força que o fez voar alguns metros e bater a cabeça na rocha e sentir o sangue escorrendo em sua testa.

Coragem é então erguido pela cabeça novamente pelo mesmo que antes lhe havia pegado e se antes ele parecia ter raiva do menino, agora tinha fúria. E ainda lhe segurando com uma mão, lhe dá um forte soco com a outra que faz o menino ver estrelas:

“Poft!”

A criatura ainda lhe segurando com uma mão lhe ergue na altura dos seus olhos e usando seus poderes passa a olhar dentro de Coragem, a criatura via todos os pensamentos de Coragem, passava a ver tudo o que havia ali. Não apenas via, mas parecia procurar algo e isto causava uma imensa dor em Coragem! Era como se algo entrasse dentro de sua cabeça e não coubesse ali, ou em pensar em milhões de coisas ao mesmo tempo a uma velocidade muito grande:

— Háhhhh!!!

— Pare! Tem coisas que eu não quero lembrar!

E a criatura fazia ainda mais força vasculhando as memórias de Coragem, quando simplesmente parou e ficou totalmente imóvel e os que estavam ao seu redor também ficaram, então sua mão se soltou e o menino caiu no chão.

— Eu disse!!! — gritava Coragem enxugando lágrimas que escorriam do seu rosto sem e correu para Zen que estava desacordado no chão.

A criatura lentamente se virou e foi até Coragem novamente e lhe olhou nos olhos.

— Eu não sei o que é aquilo! — gritava o menino.

O Brilhoso então o chuta no peito e o derruba no chão e aponta a arma para sua cabeça e então:

“Bang!!!”

O alien caí morto no chão com um pedaço de sua cabeça faltando, então outro tiroteio começa, Coragem se joga encima de Zen e fecha os olhos. Quando se dá conta todos os Brilhosos estavam mortos no chão.

— Coragem! Major Zen! Os senhores estão bem?! — perguntava o líder do esquadrão com mais três soldados que se aproximavam.

— Fizerem algo com Zen! — gritou Coragem procurando uma poção nos bolsos de Zen para lhe dar.

Um dos soldados rapidamente se ajoelha ao lado de Zen e com uma pequena máquina ligada a um cristal passa o examinar.

— Ele só está desacordado.

— Não temos tempo a perder, você pegue-o vamos prosseguir! — disse o líder ordenando para um outro soldado um pouco maior que Zen.

Então o grupo voltou a avançar pela floresta, quando entram em uma clareira e encontram Dullahan coberto de feridas e sangue com sua espada cravada no peito da criatura e seu cavalo caído ao lado.


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