Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 71

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Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 70
Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 72

Autor: Allan | Revisão: Allan

Cap.71

Conversa entre amigos

Alguns quilômetros a frente, aparecia uma construção semelhante a um galpão, mas toda de concreto e aço, era muito grande e dentro parecia haver um imenso e largo túnel com luzes no teto, onde vários monstros mais adiantados entravam.

—O que é aquilo?! — perguntou Coragem ficando de pé no carro.

— O túnel de acesso ao acampamento — disse Zen encontrando um maço de cigarro.

— O lugar está envolvido por magia? — perguntou o menino olhando para Gíbi e Zen e os dois confirmaram com a cabeça.

— Sim, e a única maneira de entrar no acampamento são por esses túneis que são altamente protegidos — dizia Zen com o cigarro aceso.

— Uau!

O carro se aproximava do túnel e muitos outros monstros com veículos ou montarias ou mesmo apé entravam. Quando chegou a vez do grupo, o carro entrou pelo túnel e seguiu a baixo por alguns minutos e depois seguiu por mais alguns minutos em linha reta. Coragem aproveitava para ver os monstros que tinham sobrevivido e estes pareciam ser muito fortes. Pelo túnel a cada tantos kilometros parecia haver pontos de controle, estes pontos de controle ficavam nas paredes, onde centenas de monstros, alguns soldados com armas e armaduras e outros monstruosos viagiavam e acompanhavam tudo através de um vidro ou mesmo na rodovia onde os monstros viam. Alguns destes soldados até mesmo ajudavam alguns dos monstros mais feridos. Coragem reparava que parecia existir fendas no teto e logo percebeu que devia ser um portão que ou descia ou subia. Depois de mais alguns minutos de viagem todos estavam em um imenso salão.

O salão era erguido por imensas vigas de aço e as paredes eram feitas de pedra acinzentada e porosa. O chão era liso e também acinzentado. O lugar era iluminado por várias lâmpadas vermelhas que piscavam.

O lugar estava amarrotado de monstros que iam cada um para um lado, pois neste salão havia vários outros túneis quase tão grande quanto os que vieram por todos os lados. E bem encima nas paredes havia um vidro translúcido onde se via centenas de soldados e outros monstros fazendo tarefas administrativas correndo de um lado para o outro ao longo da caverna.

O grupo estaciona o carro em uma área onde vários outros veículos eram parados e vão ade apé até uma área onde havia várias placas digitais com avisos e instruções e alguns monstros de patente que gritavam procurando outros monstros.

— Dr. Guido! — disse um zumbi alto e magro com uma farda negra — O general Sosso me deu ordem para assim que eu o visse lhe levasse para ele.

O médico da praga revirou os olhos e respirou fundo e depois concordou com a cabeça.

— E nós? — perguntou Coragem discretamente para Zen.

— Nós vamos achar o primeiro portal que encontrarmos e vamos sair daqui — sussurrou Zen e depois deu um tapinha em Gíbi que entendeu na hora.

E discretamente os três foram andando de costas e conversando alegremente de como aquele lugar era bem cuidado.

— Major Zen onde o senhor está indo? Tenho ordens para o senhor também.

— Haha, nada nada, eu só vou ali com o Coragem mostrar como nós militares fazemos pilares de qualidade, certo Coragem?

E Coragem ficou mudo com os olhos arregalados para a altura e o rosto deformado que o zumbi tinha, mas Zen lhe dá um tapa na nuca que tira sua mudez.

— Mas é claro! Eu preciso muito aprender sobre pilares! Alias eu mesmo já construí uma casa na árvore! Sabia Zen?

— Nossa que impressionante Coragem, me conte mais a respeito! — dizia o pitbul sorrindo medonhamente e dando pequenos passos para trás puxando Gíbi que fazia caretas e gestos estranhos com as mãos.

— Major! O Marechal me mandou lhe dar o seguinte recado — disse o zumbi tirando do bolso um papel:

“Não me importa que você agora é podre de rico, você ainda tem obrigações com as forças armadas.”

E ao ouvir as palavras do zumbi, Zen fechou a cara.

— Bom, foi um prazer te conhecer Zen! Mas agora chegou a hora de ir e ser feliz — dizia Coragem pegando a grande mão de Zen e balançando — Vamos embora Gíbi, quando o Zen acabar ele nos encontra para gastarmos o dinheiro.

— “E jovem Coragem, em respeito ao seu desaparecido mestre e de você não ter nenhuma obrigação com as forças armadas, lembro que a poucos dias atrás um inimigo de natureza secreta invadiu nossa barreira mágica e ainda fatiou vários especialistas em artes marciais de categoria B e B+ e mesmo alguns de classe A e A+ como se não fossem nada. O que impede de haver mais deles? Ass: Marechal Dellmonte” — emendava o Zumbi.

Gíbi era o único que sorria de orelha a orelha e ficou entre Coragem e Zen e deu um tapinha nos ombros dos dois.

— Bom… Nós três somos amigos sabe? Mas a grande arquitetura do mau, não me quer aqui! Então, o que me resta além de sombra e água fresca?

Coragem e Zen olhavam para Gíbi com raiva e inveja.

— Eu invoco o artigo 62 do contrato de comércio em território militar.— disse Dr. Guido.

— Não!!!

— Sim!!! Hahahahahaha!!! — disse Zen começando a rir.

— 62? — se perguntava Coragem.

— Não Dr. Guido! O senhor não pode!

— Você tem conhecimentos médicos certo?

— Mas eu te estimava tanto! O senhor era quase como um herói para mim! — dizia Gíbi com uma lágrima escorrendo.

— Então, ajude seu herói na enfermaria — dizia o médico se virando e saindo andando.

Gíbi estava parado com a boca aberta, sem saber o que dizer.

— “Em áreas de controle militar, em caso de emergência, uma patente igual ou maior que sargento poderá, se assim achar necessário, requisitar alguma habilidade específica de um civil, ele (o civil) terá que cumprir o chamado do dever e ajudar no que for necessário até que a emergência se sane ou seja dispensado pelo mesmo ou outro de patente suficiente.” — dizia Zen lendo um pequeno livrinho na mão e ainda apontando o artigo com o dedo para Gíbi, que pegou o livrinho da mão de zen e rasgou em vários pedaços e passou a pular encima dos papéis picados.

***

Coragem e Zen se trocavam após um banho em um banheiro de pedras acinzentadas e luzes brancas fluorescente. Estavam entre vários armários de metal e bancos também de metal.

— Estas roupas militares super táticas que nós estamos usando são super legais! — dizia Coragem acabando de se vestir.

— São roupas que as forças especiais usam, foi uma sorte encontrarmos algumas, ponha isso aqui também — disse Zen entregando um colete militar com chapas de aço negro.

— Isso tem magia?

— Tem tecnologia, é uma das partes de um conjunto tático, vai te dar alguma proteção. Pois as coisas boas parecem que já foram levadas… E coloque isso na cabeça também — disse Zen pegando de um armário um capacete com duas grandes lentes.

— É bonito, mas eu acho que isto vai me atrapalhar…

— Experimente.

Coragem colocou o capacete na cabeça e teve uma surpresa:

— Parece que eu enxergo até mais que antes!

— Isso é tecnologia de ponta do Leste, este até que quebra o galho, mas existem melhores… É feita com uma lente especial que lhe permite ver claramente tanto de dia quanto de noite, é feito de uma liga de metal ultra leve e anti-choque, dependendo da distância e do tipo de ataque recebido pode até te proteger, mas evite receber tiros, pois nunca se sabe.

— Isto é muito legal! — dizia Coragem não percebendo a contradição.

— Está é uma carabina M4A1, cartuchos com trinta balas, munição de 5.56 em cápsulas de 45 mm, alcance efetivo cerca de 500 a 600 metros, modo semi— automático e automático, tem uma mira telescopia e um lançador de granadas M203 de alcance efetivo 150 metros podendo chegar até os 500 metros, usa granadas de 40 mm — dizia Zen dando para Coragem segurar a arma.

— Pistola Jericó 941 Semi— compacta, pente com 15 balas, munição 45ACP, alcance efetivo de 50 metros.

Coragem apenas ia segurando as armas.

— Granadas de fragmentação, Flashs, granadas de fumaça, granadas de 40 mm e alguns pentes para sua pistola e sua carabina, distribua pelos seus bolsos táticos e o restante coloque no seu bornal juntamente com estes kits básicos. — dizia Zen colocando os objetos nos buracos do braço de Coragem e alguns caindo.

— Certo… Agora eu só preciso aprender a usar essas coisas…

— Já vamos resolver isso — dizia Zen tirando uma metralhadora enorme do armário.

— Por que você vai com a grandalhona e eu com a pequena?

— Esta FN Minini pesa cerca de 7 kg, fora as munições, a sua pesa aproximadamente 3kg quer mesmo carregar mais peso em um campo de batalha?

— Então melhor não… E lá? O que faremos?

— Mantenha o capacete na cabeça o tempo todo e me acompanhe de perto, com sorte e prudência vamos sair daqui vivos! — dizia Zen apertando os cadarços de sua bota.

— Já esteve em muitos campos de batalha?

— Alguns.

— E como são?

— Terríveis — respondia Zen ajeitando as munições em seus bolsos táticos.

— Ah…

— Apenas me obedeça que sairemos desta, agora recite novamente o que fazer quando estiver lá — dizia Zen pegando vários suprimentos e colocando em uma mochila e depois dando para Coragem vestir.

— Só faça o que eu mandar e sempre fique próximo aos de maior patente e se eles fizerem algo que pareça que vai explodir tudo se jogue no chão e reze, é isso?

— É isso — dizia Zen pegando mais suprimentos e enfiando agora na bolsa da cintura de Coragem.

— Zen.

— Sim? — dizia Zen arrebentando o cadeado de um armário e mexendo dentro.

— Você acha que Noah está legal?

— Achei alguns charutos!

— Em Zen!?

— Você arrebenta ele e depois fica preocupado?

— Seria possível eu ter uma resposta?

— Ele é um vampiro… Vampiros são seres especiais, eles se recuperam insanamente rápido e ele ainda é filho do Lorde do Norte… A genética dele deve ser extraordinária, provavelmente ele já deve estar planejando como se vingar de você — dizia Zen arrebentando cadeado por cadeado e colocando dentro de sua mochila o que lhe interessava.

— Ele é filho do Conde Drácula?!

— Lorde Drácula… E sim, ele é.

— Vocês me deixaram lutar contra um dos filhos de Drácula?!

— Ei ei ei, vai com calma, eu insisti várias vezes para você não lutar e que isso não era problema seu e que você não sabia onde estava se metendo e agora está com medo?

— Vocês me deixaram lutar contra um dos filhos de Drácula?!

— Eu achei que o Gíbi tinha lhe falado… — dizia Zen agora pegando uma Desert Eagle dourada e explodindo um outro cadeado.

— Vocês me deixaram lutar contra um dos filhos de Drácula?!

E Zen finge que não ouve.

— “Seqüestro” uma das filhas de Drácula e quebro a cara do caçula dele e Incendeio e destruo três cidades do Alfa Lorde… — cochichava Coragem completamente pálido.

— Não ouvi.

— Nada não! — dizia Coragem observando suas mãos tremerem — Ah, e de certo também tenho haver com o soterramento que Flack fez com o irmão mais velho de Noah…

— Achei! — dizia Zen vindo na direção de Coragem com pequenos cristais nas mãos.

— Isto é?

— Acho que são cristais de conhecimento para campo de batalha e coisas do tipo… Vamos ver… — dizia Zen encostando um cristal na testa de Coragem.

Imediatamente foi inserido na mente do garoto toneladas de conhecimento de armas, explosivos, veículos militares, táticas e outros mais assuntos relacionados a um soldado.

“Aff-Aff-Aff”

— Uau… Ser militar envolve muitos conhecimentos.

— Aprenda a curtir o momento que você será um grande militar, agora, seja forte, pois temos pouco tempo — dizia Zen colocando de uma vez só vários cristais na testa de Coragem.

E mais e mais toneladas de informações eram literalmente enfiadas dentro do cérebro de Coragem, que ia armazenando conforme conseguia e quando não agüentava mais tentava se soltar das mãos de Zen que lhe segurou com força até absorver tudo.

— Ahhhhhhh!!! — gritou Coragem dando um chute nas partes íntimas de Zen e torcendo o seu braço lhe derrubando no chão — Tá loco! Quer me matar!

— Aí… Bem lá? — dizia o pitbull encolhido no chão.

Coragem ofegava com as mãos na cabeça, completamente zonzo, havia mais informação que seu pobre cérebro conseguia processar.

— Oláhhhhhhhhh!!!

Entrava na sala Gíbi vestido com um jaleco branco e via Coragem ofegante e Zen encolhido no chão com vários cristais ao seu lado.

— Está tudo bem Coragem? — dizia Gíbi entrando no banheiro.

— Quase… — dizia Coragem massageando suas têmporas.

— Há… Já entendi… — dizia Gíbi olhando os cristais no chão.

Então Gíbi pega um extintor de incêndio e caminha lentamente na direção de Zen e aperta o gatilho.

“Tóhhhhhchii”

— Para Gíbi! Eu fiz pelo bem dele!

— Quer matar o jovem mestre seu cachorro?! — dizia Gíbi jogando mais da fumaça branca em Zen.

— Estamos sem tempo para isso! — dizia o cachorro tentando se levantar mas ainda doía muito.

— Ele te deixa rico e é assim que você o agradece! — gritava Gíbi agora chutando o cachorro humanóide.

— Hahahaha! — ria Coragem.

— É a primeira vez que eu vejo o mestre Coragem rir! — dizia Gíbi e Zen olhando abismados para o garoto.

— Ah é? — dizia o menino sorrindo — Mas é que vocês dois são engraçados é por isso.

Zen e Gíbi se olharam confusos então Gíbi voltou a chutar Zen.

— Se é para o jovem mestre rir, agüente mais alguns chutes!

— Pare idiota!

***

Passado alguns minutos Zen estava deitado em um dos bancos com uma bolsa de gelo sobre suas “coisas” enquanto fumava um charuto e Coragem comia chocolate com Gíbi.

— Qual é Zen eu não chutei com tanta força assim…

— Se a minha esposa reclamar que eu sou um incapaz de fazer ela feliz vou dizer que você é o culpado.

— Esposa? O chute afetou até a cabeça de cima? — perguntava Gíbi.

Zen apenas sorriu e mostrou um anel no dedo e Gíbi olhou confuso para Coragem.

— Você não achou estranho a general Isabel surtar daquele jeito? — respondeu Coragem estreitando os olhos.

Gíbi arregalou os olhos e ficou com a boca aberta.

— Não… Como? Alias, quando?!

— Ela foi me procurar na minha barraca alguns dias atrás, então ela me ameaçou e ameaçou e ameaçou e por fim me ameaçou mais um pouco para que eu fizesse Coragem desistir. Mas… Em certo momento em que ela me amaldiçoava e me rogava pragas, bem… Agora não me lembro se foi antes ou depois dela me derrubar no chão e pisar nas minhas coisas… Esta última parte foi assustador… Por fim, eu apostei um casamento e ganhei.

— Mas como isso foi possível?! O que você apostou caso perdesse a aposta?

— Nada, apenas fiquei dizendo que ela tinha medo e que a família dela não era tudo isso… E fiquei provocando ela até ela ceder.

Gíbi e Coragem estavam com suas bocas abertas.

— Coragem perdoe esse imbecil! Ele é imbecil mesmo! Perdoe! — dizia Gíbi abraçando o garoto.

— Não tem problema, eu só quero ver quando o sogro dele saber como a filha mais velha dele se casou… — disse Coragem estreitando os olhos para Zen e no outro momento lembrou do que ele próprio havia feito com a outra filha de Drácula e então o gosto do chocolate ficou amargo.

Zen engoliu seco e Gíbi apenas cruzou os braços e ficou olhando para Zen sorrindo.

— Tenho certeza que a farei me amar até antes do casamento oficial!

— De todos os estúpidos problemas que você já se meteu, este de longe é o pior! — dizia Gíbi com a mão na própria testa.

— Calma Gíbi, tudo vai dar certo, será que ela tem uma irmã?

— Sim — respondeu Coragem automaticamente.

— Como você sabe? — perguntou Zen

— Ah… Ouvi falar… — dizia o menino sorrindo sem graça.

— Bom, mas se ela tiver eu lhe arranjo ela no futuro Gíbi.

Gíbi fez algumas caretas estranhas e faz alguns gestos ainda mais estranhos com as mãos.

— Não, não, eu estou bem… Alias… — dizia Gíbi olhando para Coragem.

— Hm?

— Por que o senhor resolveu ajudar esse cachorro estúpido? O senhor que é filho de general, por que se disporia a passar por tudo que passou por ele? Não entendo.

— Porque ele é legal! — respondeu Zen rapidamente.

— Fique quieto! Você já aprontou demais!

— Mas não se esqueça que consegui uma esposa e fiz todos nós ricos!

Gíbi apenas pegou uma das barras de chocolate que havia trazido e jogou com força em Zen.

— Por que jovem mestre?

Coragem que comia chocolate continuou a comer e olhar para cima enquanto pensava na resposta.

— Hmmm… Boa pergunta… Quando estive naquele lugar dourado e lá fiquei algum tempo, esta pergunta me ocorreu…

— O lugar que você foi transportado em sua meditação? — perguntou Gíbi fazendo uma careta estranha.

— Acho que era um estado, não um lugar, mas em enfim… Acho que isso tem haver com a minha natureza, ou mesmo minha ingenuidade, não sei ao certo, acho muito difícil saber quando agir e quando não agir. De algum modo, parecia o certo, acho que essa é a resposta.

— Isto é muito confuso…

— Se é…

— Isto não importa Gíbi, o importante é o que está feito está feito, agora o que nos resta é sobreviver e aproveitar o dinheiro! E eu a minha doce esposa… — disse Zen soprando corações de fumaça com o charuto.

Gíbi e Coragem apenas estreitavam os olhos e balançavam a cabeça descrentes do que ouviam.

— E você Gíbi para onde você vai? —perguntou Coragem abrindo sua quinta barra de chocolate.

— Daqui a alguns minutos vou com Dr. Guido para outro lado cuidar dos oficiais feridos.

— Então você vai ficar legal — disse Zen agora soprando flechas nos corações.

— Creio que sim, nos encontramos no bar de sempre?

— Sim.

— Que bar? — perguntou Coragem.

— Há, no “Ninho do corvo” é um bar na capital do triângulo oeste, é pequeno, mas tem um certo charme — respondeu Zen.

— Lá, eles servem ótimas bebidas! — dizia Gíbi se levantando e sorrindo para o nada.

— Já vai? — perguntou Zen.

— Sim, tenho medo de despertar a fúria daquele médico… Ah… isto é seu Coragem — disse Gíbi tirando do bolso uma pequena sacola de couro.

— Ah! Meus cristais! O vermelho e o do Drakar e até os braceletes de Atlas… Obrigado.

— Eu peguei eles antes da luta e trouxe os comigo achando que poderíamos usar em uma emergência. Mas agora eu estou indo — disse Gíbi se virando para a porta.

— Por que vocês dois entraram para essa vida? — pergunta Coragem rapidamente.

E todos ficaram em silêncio, Gíbi ficou com a boca aberta olhando para o nada e Zen continuava a soprar corações e flechas de fumaça.

— Zen, não sente que as coisas aconteceram como foi possível? — perguntou Gíbi.

— Acho que sim…

— Como assim?

— Talvez o destino realmente exista jovem mestre, pois como é difícil escapar de certas condições…

— Não sei se Zen queria ter entrado nessa vida militar, mas eu nunca quis ser comerciante.

— O que queria ser?

— Queria cantar!

— Hahahahaha — ria Zen e tapando a própria boca rapidamente.

Gíbi se virou rapidamente e lançou-lhe um olhar mortal que o fez olhar para o outro lado até Gíbi parar.

— E por que não canta?

— Por que ele é estranho.

— Não sou estranho! Sou diferente… — dizia Gíbi tendo uns tremeliques.

E Coragem apenas abraça seu amigo.

— Agora que somos ricos, te prometo que assim que sairmos daqui nós lhe compraremos um bar e você poderá cantar todos os dias, com clientes ou sem clientes.

— Promete? — disse Gíbi esticando o punho para Zen bater.

— Prometo — respondia Zen batendo.

“Bummmmmmmmmm!!!”

Uma imensa explosão acontece que faz tudo tremer, as luzes brancas se apagam e luzes vermelhas se acendem e uma sirene começa a soar.

— Acho que chegou a hora de todos nós! — disse Zen se levantando.

— Ninho do corvo? — disse Zen colocando a mão no meio do círculo.

— Ninho do corvo! — respondia todos com as mãos juntas.


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