Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 70

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Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 69
Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 71

Autor: Allan | Revisão: Allan

Cap.70

 .deus menor.

Dezenas de explosões faziam a caverna tremer, a platéia corria para fora em direção das saídas.

— Levante-se! — gritava Zen o erguendo pelo braço.

— Mas Zen… — dizia Coragem olhando Noah sendo colocado em uma maca e carregado por vários médicos da praga.

— Isto foi uma luta! Dois monstros lutaram! Um ganhou e outro perdeu! Aceite sua vitória e não ouse sentir pena do derrotado! Isto só o humilharia ainda mais! — disse Zen rosnando.

— Eu sou um monstro? — disse Coragem olhando para as próprias mãos cobertas de sangue.

— Ele está em choque, pegue-o e vamos sair daqui! — disse Dr. Guido aplicando uma injeção no pescoço de Coragem.

Zen pega Coragem no ombro e segue Dr. Guido com Gíbi com a multidão por uma escada larga e íngreme. A multidão se empurra e se aperta para subir e quando emergem na luz:

— Não é possível!

— Possível ou não, nós temos que sair daqui!

O acampamento que antes era todo organizado, agora, boa parte estava reduzido a barracas em chamas verdes e muitas crateras. Centenas de monstros rolavam no chão para apagar o fogo que ardia em seus corpos, outros monstros tentavam apagar as chamas com água ou magia.

A sirene soava por todo acampamento e uma voz repetia inúmeras vezes: “Todos os soldados devem se apresentar imediatamente para seus superiores! Isto não é um exercício, repitindo, isto não é um exercício. Todos os soldados devem se apresentar imediatamente paara seus superiores! Isto não é um exercício, repitindo, isto não é um exercício! Todos…”

O céu estava negro e repleta de luzes verdes que cada vez pareciam maiores.

— Cuidado! — gritou Dr. Guido dando um passo largo na frente da multidão e estralando o dedo.

“Tick”

E fios de armes farpados saem do chão desenhando no ar um pentagrama a muitos metros de altura e grande o suficiente para proteger dezenas de monstros. Um destes pontos luzes se aproximava rapidamente se apresentando como uma bola de fogo verde que se choca com o pentagrama de arame farpado e explode!

“Bommmmmmmmmmm!!!”

Quando a fumaça diminui, o fogo verde e os destroços do pentagrama estão por toda parte, inclusive as chamas ardiam nas luvas do médico da peste. Que faz um sinal para todos os monstros avançarem.

— Boa Doutor!

— Valeu Doutor!

— Me lembra de te pagar uma cerveja depois!!!

E a multidão passa a correr cada um para um lado.

— O que estão esperando? Os portais ainda estão longe — dizia o médico peste caminhando e arrancando as luvas em chamas.

— O senhor está bem? — perguntava Gíbi olhando bem as mãos do médico sem luva que eram semelhantes a de um cadáver seco e negro.

— Sim, não chegou a tocar na minha pele… — dizia o médico fazendo outro desenho no ar e mergulhando as mãos em algo invisível e no mesmo instante suas mãos estavam com outras luvas.

— Dr. Guido! — gritou um pequeno monstro.

Era baixo e da cor vinho cheio de caroços pontudos por toda parte. Vestia uniforme militar e um óculos de sol. Estava dentro de um carro conversível verde de três rodas, duas na frente e uma atrás, o carro era semelhante a uma turbina de jato.

“?”

— General Sosso te convoca para uma reunião de emergência aos pés da montanha! — dizia a criatura batendo continência para o médico.

— Mas é claro que ele ia me achar…

— Nós vamos continuar em direção dos portais! — dizia Zen passando por Guido e então:

“Booooooooooommmmmmmmmmmmmmmmmmm!!!!!!!!!!”

Uma bola de fogo verde semelhante a um meteorito acerta e explode a área de portais.

— Nós vamos com você Doutor — disse o Pitbull subindo no carro com os outros.

O médico só balançou a cabeça e pulou dentro do veículo que tinha mais sete lugares. O carro arrancou levantando terra:

“Vrommmmmmmm!!!”

Apesar do tamanho e da aparência do motorista, este, fez todos ficarem impressionados com suas habilidades de direção, já que tinha que se esquivar das crateras, dos soldados que corriam ladeira abaixo, dos fragmentos que estilhaçavam a todo momento, das rochas que estavam por toda parte e ainda conseguia prever exatamente onde as bolas de fogo iam cair.

— Uau! Você não é nada mal ein? — dizia Gíbi impressionado após o motorista usar os pés de um troll caído no chão como rampa e pular uma cratera.

Mas o motorista não disse nada.

— Mas é claro! Esse cara é profissional! — dizia Zen sorrindo e se segurando com força enquanto o carro fazia drift e se esquivava de uma outra bola de fogo — Quando esse inferno acabar me lembra de te pagar umas cervejas!

Mas novamente o motorista não disse nada.

Dr. Guido que estava no banco do co piloto se vira e encara por alguns segundos o motorista, então sua cabeça se inclina para o lado e um pedaço de aço esta atravessado do lado da esquerdo da cabeça dele que os outros não tinham visto.

— Meu São Jack! — Dr. Guido grita agarrando o volante.

— Ei Dr. Ficou maluco?!

— Ele está morto!

Então Dr. Guido joga o motorista para fora do carro e assume a direção do veículo!

— Se tá brincando!

— Ei Zen! — dizia Gíbi apontando o dedo para o céu — Aquilo lá é o que eu penso que é?!

— Puta merda! Acelera Doutor!!! — gritava Zen pulando para o banco de trás e mexendo em uma pequena porta atrás do banco que dava no porta malas.

Ao olharem para cima, milhares de pequenas bolas de fogo verde vinham em suas direções. Dr. Guido pisa fundo no acelerador e o carro até empina:

“Vrooooooommmmmmmmmmmm!!!”

E depois:

“Ratatatá!!!”

Zen estava de pé na parte de trás segurando uma metralhadora com uma mão e com a outra mão segurava a corrente de munição. As bolas de fogo explodiam no ar um pouco antes de os acertar em cheio.

— Gíbi de um tapa na cara de Coragem e me ajude!!! — gritava o cachorro que atirava sem descansando.

Coragem parecia estar fora da realidade, por mais que estivesse com os olhos abertos, todo aquele tiroteio, gritos e explosões não pareciam lhe dizer a respeito, era como se ele não estivesse ali, olhava, mas não via nada, escutava, mas não ouvia. Sua consciência não estava ali.

— Jovem mestre! Se recomponha! — dizia Gíbi lhe balançando — O senhor precisa ser forte!

Coragem olhava para Gíbi, mas suas palavras não lhe faziam sentido.

— Somos só nos três mesmo! — disse Gíbi se pegando com escopeta e começando a atirar também.

O carro seguia pela avenida central do acampamento juntamente com vários outros veículos e soldados que seguiam montanha abaixo. Os monstros que iam junto desciam pela estrada também disparavam para cima com o que tinham.

Quando todos vêem uma bola de fogo verde gigantesca vindo na direção de todos.

Zen e Gíbi murcham e se sentam no banco do carro ao ver a imensa bola de fogo verde que cobria um bom pedaço do céu.

— E agora Doutor!? — gritava Gíbi com todas as forças, fazia uma cara de desespero e prantos enquanto balançava o médico pelos ombros. Zen estava apenas com as orelhas baixas e totalmente sem ação.

— Já estou resolvendo… — dizia o médico olhando para o lado e uma criatura com manto negro e coroa dourada, montada em um cavalo negro lhe fazia alguns sinais estranhos com uma das mãos enquanto galopava o cavalo que parecia estar furioso.

Então, o cavaleiro negro ergue sua mão esquerda e uma luz vermelha brilha! Logo depois centenas de vários outros monstros incluindo Dr. Guido erguem a mão esquerda e suas mãos também passam a emitir uma luz vermelha também.

Todas os pontos de luzes se conectaram como linhas vermelhas cor de sangue e a partir do cavaleiro negro que liderava, um único disparo foi feito de luz vermelha no céu. Então, no alto do céu um risco vermelho surge, uma linha vermelha surge entre o espaço da bola de fogo e os monstros, e uma gigante mão de ossos vermelhos atravessava o risco vermelho.

— Uma evocação de um deus menor… — disse Gíbi com a boca aberta.

E do mesmo portal, um par de chifres começam a sair, longos e pontudos, depois a cabeça da criatura saí por completo, revelando um imenso crânio também vermelho.

O esqueleto vermelho que estava com parte do tronco para fora do portal, este sendo tão grande quanto a bola de fogo, abre a boca várias vezes mais que o normal e começa a engolir a bola de fogo verde.

— Uau… — disse Coragem.

— Olha só quem voltou ao normal! — dizia Zen.

— Um pouco melhor… Mas Olha aquilo!

Conforme o esqueleto vermelho engolia a bola de fogo verde, o normal seria todos virem a bola de fogo atravessando o interior do seu pescoço, mas não, a bola de fogo desaparecia pouco a pouco e em poucos minutos a bola já havia sido completamente engolida. E lentamente o esqueleto voltava a linha vermelha e as milhares de bolas de fogo verde menores acabavam de se chocar no chão.

— Essa foi boa Doutor! Esse foi um dos feitiços de protocolo? — perguntava Zen.

— Sim, este é um deles, felizmente o cavaleiro negro ao nosso lado é um categoria S e organizou tudo.

— Feitiços de protocolo? — perguntou Coragem olhando para Gíbi.

— São feitiços usados em determinados tipos de ataques inimigos, este meu caro jovem, era uma situação onde havia um protocolo e uma lista de possíveis feitiços para resolver o problema.

— Que bem organizado!

— Não tanto quanto deveria… — dizia Gíbi olhando ao redor e vendo a destruição que estava por toda parte.

— Houve um traidor! — rosnou Zen.

— Mas quem? — perguntou Gíbi fazendo careta.

— Óbvio que foi um dos generais!

— Por que óbvio? — perguntou Coragem.

— Porque só quem tem acesso aos rituais e fórmulas que desativam a barreira de proteção são os generais! — dizia Zen batendo o punho na lataria do carro e ameaçando.

— Na pior das hipóteses pelo menos tirou todos nós da zona de conforto… — dizia Gíbi.

— Já te disse Gíbi! A meses que nossas tropas não conseguem avançar no terreno! Os Brilhosos são muito astuciosos, eles somente sacrificam um peão se tem certeza que vão conseguir um bispo ou cavalo, no xadrez da guerra eles são formidáveis!

— Doutor Guido, alguém com um Q.I. tão alto quanto o do senhor, poderia por gentileza explicar para certos acéfalos, que uma guerra se ganha lutando, não bebendo e jogando?

Dr. Guido simplesmente ignora Gíbi e faz um “Ok” para o cavaleiro negro que acelerava na frente de todos.

— Esse cara parece poderoso… — disse Coragem.

— Dr. Guido é famoso mesmo entre os categorias S — disse Zen.

O carro acabava de sair da principal estrada da montanha e agora entrava em uma estrada reta e plana, ao redor dessa estrada estava uma majestosa floresta.


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