Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 58

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Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 59

Autor: Allan | Revisão: Allan

Cap.58

Grandes mentes do mau.

— Senhor Lu! Fleck desapareceu de sua cela! — vinha um goblin meio curvado correndo em um gigantesco e luxuoso salão iluminado por velas negras por toda parte.

— Já esperava por isso… — dizia o goblin dando ordem para outros goblins e trolls que carregavam caixas.

— O que faremos?!

— Igor, meu fiel assistente… Estou preocupado com outros assuntos e Fleck não é um deles…

— Mas ele é o lendário coronel Fleck! Um dos integrantes do lendário grupo de elite “Alfa Susto”, conquistou sozinho uma dimensão de classe A, tem centenas de missões classe A e até S cumpridas e foi o primeiro de nós a executar o protocolo “Boa noite meu amor” e ainda… — disse o goblin se aproximando de Lu sussurrando — Dizem que ele se envolveu com várias mulheres da alta sociedade do norte… Até mesmo com a princesa Sophia…

— Exageros… Fleck não é tudo isso, tirando a parte de suas safadezas no norte, de resto são exageros, quem me preocupa é Mariane, ela sim e Irae é que está me tirando o sono…

— Falando de mim?

— Mariane! Mariane? É você?

Mariane caminhava lentamente em direção de Lu e do restante, Mariane vestia um longo vestido branco com uma pequena abertura lateral para suas pernas, seu cabelo estava solto e carregava uma pequena bolsa em seu ombro.

— Sim, Tio Lu, sou eu mesma — disse Mariane sorrindo e olhando o grande salão.

— Mas você era uma velha! Como?!

— Se eu lhe explicasse toda a verdade que eu conheço, talvez o seu ser não suporte, por hora basta saber que eu estou podendo usar um pouco mais dos meus poderes…

Lu que segurava sua bengala se aproximou de Mariane e se apoiou em sua bengala.

— Tragam o melhor vinho que nós temos — disse Lu olhando para seu assistente e voltando o olhar para Mariane.

— Mas senhor ela é uma inimiga!

— Cale-se e me obedeça! — dizia o goblin suando frio ao olhar Mariane nos olhos.

— Sim senhor…

— Então era realmente verdade…

— Exageros… — disse Mariane sorrindo meigamente.

— A lenda da Bruxa Mariane que havia prendido o lendário Irae, era realmente verdade…

O goblin corcunda voltava com uma bandeja com uma garrafa e dois copos.

— Uau, esse vinho é bem caro… É uma circunstância especial? — dizia Mariane sorrindo discretamente.

— Este é um momento muito especial para mim e para toda a guilda dos mercadores e o grande clã dos goblins — dizia Lu pegando a garrafa abrindo e servindo a Mariane a taça com o vinho.

— Obrigada.

— Pode se retirar Igor…

— Como quiser senhor… — disse o pequeno goblin se afastando de costa olhando feio para Mariane.

— A que devo sua presença aqui Mariane? Ou melhor, Senhora Mariane.

— Senhora? Ah entendo… Irae… Não não eu e Irae nunca tivemos nada carnal, talvez platônico… Mas ele é ranzinza demais, ronca, sempre sabe mais que todos, sempre quer resolver as coisas na força bruta, nunca me obedece, vive me dando ordens, não ajuda em casa, gosta de dormir até tarde, quando algum paquera aparece lá em casa ele faz algo terrível com o coitado e nunca mais se tem notícias do coitado, entre outros detestáveis defeitos! — dizia a mulher fazendo bico.

— Então… Ele é realmente o lendário Dies Irae… — dizia o goblin começando a suar frio e bebendo grandes goles de vinho.

— Existem verdades tão grandiosas, que aos olhos dos leigos se parecem fantasias ou mesmo loucuras… — dizia Mariane esticando sua taça para Lu para fazer um brinde.

“Tim”

— Au, essa doeu… Felizmente, nós trabalhamos com essa hipótese Mariane e temos medidas para essa situação…

— Lu, não tenho magoas ou qualquer ressentimento com você ou com os goblins ou mesmo com a guilda dos mercadores, tudo o que queremos é que vocês deixem Coragem e os goblins envolvidos em paz, os Lordes Irae tomará conta… Então, por favor, faça algo que ajude a todos e não que coloque mais lenha na fogueira, por favor. — dizia Mariane com os olhos marejados.

Lu que assistia a formosa imaculada mulher na sua frente, teve seu coração balançado.

— Em nome de nossa amizade Mariane, bem que eu gostaria, mas agora, grandes mentes arquitetam a destruição de Dies Irae.

— Como?

— Exatamente minha jovem, agora, neste exato momento, julgo eu, se tudo isso não foi arquitetado por mentes mais engenhosas que as nossas…

— Maiores que Irae?

— Isto eu já não sei, mas tudo indica que isso já era esperado por alguém, ou pelo menos eu acho que era esperado…

— Lu, você sabe do que Irae é capaz não é? — dizia Mariane com uma expressão séria.

— Sim, mas neste jogo de xadrez eu não passo de mais uma peça, sinto muito Mariane…

“?????”

A pedra da bengala de Lu brilha com uma luz verde intensamente e então Mariane caí no chão desacordada.

— Me perdoe Mariane… Pois no final, quem não poderá se perdoar serei eu…


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