Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 56-A

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Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 56
Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 57

Autor: Allan | Revisão: Allan

Cap. 56-A

Desejos.

— Ele cresceu bastante não é? — dizia Mariane no alto de uma montanha olhando a floresta abaixo que ia até onde a vista enxergava.

— Ele se esforçou bastante — dizia Irae ao lado de Mariane.

— Acha que o plano vai dar certo?

— Quem tem o dom de prever o futuro não sou eu…

— Você sabe que ninguém pode verdadeiramente saber o futuro, eu vejo somente o que me permitem ver…

— Só existe você.

— Gosto do nível que eu estou, as coisas são mais simples…

— Mais simples que só você existir?

— Eu sei eu sei, mas mesmo assim, não suportaria ficar sem você e os outros.

— Tsc… Já conversamos sobre isso.

— Um dia Irae, um dia, até lá eu continuo como uma mera trabalhadora da última hora — dizia Mariane sorrindo.

— Sabe que poderia fazer muito mais se desse um passo adiante não é?

— Você para no meio do trabalho para afiar as ferramentas? Ou espera o trabalho estar finalizado?

— Tsc… Você tem resposta para tudo não é?

Mariane olhou para baixo sorrindo e depois se sentou na beirada do precipício com as pernas balançando e ficou fazendo cafuné no gato de olhos vermelhos.

Mariane vestia um vestido azul celeste, simples mas elegante. Seus cabelos estavam presos como um coque e usava uma fina corrente de ouro no pescoço e outra no braço direito.

— Sinto que devo ir até lá e conversar com Lu e tentar parar essa loucura…

— Te proíbo, se o que você previu for verdade, Coragem será o que mais vai sofrer.

— Quem mais irá sofrer será você… — disse Mariane parando de fazer cafuné no gato.

— Você sabe que eu agüento tudo, mas se algo acontecer a você…

— Nada vai me acontecer que já não esteja escrito no livro da vida… — disse a bela mulher se virando e sorrindo para o gato.

— Não há mais nada que eu possa fazer?

— Nada Iraizinho, não podemos fazer mais nada.

— Como não podemos?! Vamos fazer aquilo novamente e vamos falar diretamente com ele. Sei que talvez ele esteja decepcionado comigo, mas sei que podemos fazer de outro jeito!

Mariane sorriu e voltou a fazer cafuné no gato e disse:

— Você sempre me chama de criança, mas quem agora está fugindo da luta?

— Eu não estou fugindo, apenas creio que existem outras formas!

— Sim, até pode ser, mas sinceramente Iraizinho…

— O que?

— Você sabe que considerando o seu passado… Você não pode exigir muito não é…? E além do mais, tudo já foi decidido a milênios atrás… Ou quem sabe… Sempre esteve decidido…

— Mas e você?

— Eu vou ficar bem, afinal de contas…

— Afinal o que? — disse o gato de mau humor.

— Afinal de contas o meu valente cavaleiro de olhos vermelhos virá me salvar, certo? — dizia Mariane sorrindo como o sol.

— Tsc… — disse o gato que ficou em silêncio olhando para o horizonte.

Mariane passou a olhar para o horizonte sorrindo de alegria e sem dizer nada ficaram vários minutos.

— O pior de tudo é que eu tenho até escudeiro…

— Hahaha, é mesmo, o nosso pequeno e valente escudeiro que vive com monstros mas não é um monstro! Não é lindo?

— E ele também pediu por tudo isso?

— Sim, assim como você, ele também pediu uma segunda chance e foi concedido a ele a chance de salva-la…

— Quando você me disse que era ele, eu não acreditei, mas depois que ele me enfrentou várias vezes pedindo que eu o treinasse e que estaria disposto a tudo por causa de uma simples intuição e alguns amigos, então eu soube que era ele…

— Conhecendo você e esse seu coração mole, aposto que você tentou tirar ele do destino dele não é?

— Não fiz por mau, de todos os mundos, logo aqui em Halloween? Uma pequena e frágil criança humana pedindo ajuda para salvar seus “amigos”… Tive de engolir seco e aceitar o destino que ele mesmo tinha escolhido…

Mariane enxugava lágrimas que rolavam de seus olhos.

— Ele pediu poder para ajudar os amigos? E logo o Fleck?

— Para você ver como ele é puro… Então… Eu o treinei duramente todos esses anos para que ele tivesse o poder e a convicção necessária para cumprir o próprio destino… Somente uma criança com o coração puro como o dele poderia agüentar tanto sofrimento sem se partir…

— O mais grandioso de todos os desejos.

— E o mais difícil de todos…

— De certo modo, você fez o mesmo por mim… — disse o gato passando sua cauda no braço de Mariane.

— Sim, mas eu já estou na causa faz muito tempo… E ele é uma pessoa comum, tentando o extraordinário…

— Mas ele não está sozinho… Ele tem a mim e a você e agora até um padrinho e uma madrinha certo? Sem dizer os outros que ele já fez amizade — dizia Mariane e emendou: — O padrinho acha que ele irá atrapalhar…

— Na hora certa eu falarei com aquele incompetente.

— Você deve muito a ele, muito mesmo.

— Somente a madrinha que é confiável… Sempre nos iluminando nas noites mais escuras e sombrias… — dizia Irae olhando para a gigante lua cheia que iluminava todo o céu noturno.

— Por que acha que ela aceitou?

— Talvez porquê os dois são iguais…

— Realmente eles são muito parecidos… Ambos são a luz na escuridão… — disse Mariane olhando para a lua.

— Você não deveria ir descansar?

— Sim, já estou a dias sem dormir e ainda não sei quem está os ajudando, mas o local do ritual está muito bem escondido, mas eu já tenho uma idéia de onde está…

Irae balança o rabo com força e uma montanha inteira no horizonte desaparece.

— Não precisa ficar preocupado, tudo vai dar certo… — disse Mariane sorrindo docemente.

Irae sobe encima do colo de Mariane e se deita. Mariane sorri ainda mais e passa a fazer cafuné nele até o sol nascer.


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