Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 55

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Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 54
Noite de Halloween, O árduo caminho da Coragem: Capítulo 56

 

Autor: Allan | Revisão: Allan

Cap.55

Promoção.

Coragem passou um bom pedaço da noite pensando no que podia fazer e bolou um plano. Um pouco antes do amanhecer, Coragem já havia feito seus treinamentos diários e antes de Zen aparecer, já tinha ido para a barraca médica.

Sabia que se quisesse ficar mais forte precisaria treinar e treinar exigia tempo, energia e dinheiro, coisas as quais ele não tinha, então, resolveu ser promovido.

— Sabe se o Dr. Guido está muito alucinado hoje? — perguntou Coragem para uma enfermeira metade gata metade humana, mas, mais gata do que humana.

— Acho que não, por enquanto ninguém teve nenhum calafrio… — respondeu a enfermeira se abraçando.

— Então vou eu lá!

Ao cruzar a barraca e suas divisões de plástico, viu que Dr. Guido estava vestido com sua velha máscara da praga e seu capote negro. O médico e alquimista trabalhava em sua bancada habitual, balançava um tubo de ensaio com um líquido roxo e dentro desse líquido roxo, pequenos crânios negros também líquidos rodopiavam dentro da poção.

— Dr. Guido, o senhor tem um instante? — perguntou Coragem da entrada da “sala” e com a mão na própria espada.

O médico demorou quase um minuto para parar de balançar o líquido, para só então se virar e olhar para Coragem.

— O que quer?

— Gostaria que o senhor me promovesse a assistente de alquimista!

O médico ficou olhando para Coragem, como quem não entendia.

— Por acaso sabe alquimia? — disse o médico se levantando e Coragem dando dois passos para trás.

— Sim?

— Prove.

O médico então fez um gesto para que ele se aproximar, pegou vários frascos que estavam na prateleira e colocou encima do balcão.

— Um alquimista no mínimo deve conseguir criar uma poção de cura grau 1, se conseguir fazer uma com esses ingredientes eu te deixarei trabalhar como alquimista.

Coragem se sentou na banqueta e em sua frente haviam vários equipamentos de laboratório e vários frascos com garrafas estranhas e líquidos coloridos.

O menino segurou cada uma das garrafas e ficou em silêncio observando e tocando os frascos até ter certeza quais eram os elementos predominantes (fogo, água, ar e terra), mesmo não conhecendo as substancias, conheceria os elementos predominantes, deste modo teria alguma idéia com o que lidava e ainda tomou um especial cuidado para saber a “força energética” ou qual seria a “escala energética” de cada liquido.

Depois de analisar um pouco, Coragem percebeu que com aqueles líquidos, seria muito difícil criar a solução, mas então teve uma idéia, pegou duas garrafas “Vivamos Chard” e “Vaccinium Rubrum” e em pequenas quantidades as misturou e as ferveu, depois de balançadas até esfriar, Coragem coloca sua energia no líquido e assim fez 7x na última o líquido que era roxo quase negro, agora havia se tornado vermelho claro. Por último pegou uma outra garrafa ao lado chamada “Hyacintho Herba” e com um conta gota foi pingando essa substância no líquido vermelho. Para cada pingo, Coragem se concentrava em colocar mais energia e assim fez mais 2x totalizando 3x e colocou a substância de lado e se afastou.

— Acredito que você falhou miseravelmente… — disse o médico se virando.

— Calma homem, olhe novamente…

E pouco a pouco a substância ia perdendo sua coloração vermelha e foi clareando até ficar transparente.

Ao ver o líquido transparente Dr. Guido colocou o frasco próximo do nariz e cheirou.

— Como?

— Bom… Para dizer a verdade, eu também não sei direito, apenas olhei os elementos que ali haviam, vi o que reagia com o que, e intensifiquei essa reação com a minha energia, conforme a solução ficava mais forte em energia e mais harmônica, então eu achei que estava no caminho certo e no final aí está. — disse o menino com vergonha e medo do médico surtar e lhe abrir a barriga.

— Entendo… Um método para poucos… — disse o médico ainda olhando a solução.

— Passei?

Dr. Guido foi até uma prateleira cheia de livros e pega três e coloca encima da mesa e por último pega um papel amarelado com algumas fórmulas.

— Sim, comece agora, faça dez dessas por dia e o que fizer a mais o exército comprará.

— Obrigado!

***

— Sua alteza real? — disse um homem pálido com roupas elegantes e cartola entrando em uma luxuosa tenda cor de vinho.

— Estou aqui atrás Oto — disse a voz feminina atrás de um trocador de roupa com moldura de madeira e papel amarelado.

— Estou deixando os relatórios das agências de inteligência sobre o gato de olhos vermelhos e sobre o Marechal Dellmonte — dizia o monstro observando a mulher que se despia por de trás do trocador.

— Deixe aí — disse a mulher fazendo sua última peça de roupa cair e suas belas curvas sendo mostradas em contornos.

— Há… Claro… Mas se a senhora preferir eu posso ler as cartas para a senhora… Isso lhe pouparia esforço, aliás tenho certeza que a senhora teve um dia cansativo… — dizia o monstro de aparência humana desafrouxando o nó da própria gravata.

— Claro — dizia a mulher tentando escolher entre alguns roupões.

E depois de respirar profundamente e se dar alguns tapinhas começou a ler:

— O relatório do Dragão Oculto diz que segundo analises de especialistas o gato de olhos vermelhos vulgo “Irae” é um categoria S+ e atribuem a ele o dano aos sensores da região Sul e Oeste, e os danos a centenas de sensitivos por toda Halloween desde o “despertar da anomalia”, mas não se tem quais queres meios para se comprovar que se ele é mesmo o próprio “Dies Irae”.

— E o que a “Noite a Dentro” diz? — dizia a bela mulher saindo com um roupão de seda cor esmeralda que ia até seus pés e se sentando em uma poltrona com o olhar sério.

“Glup”

— O mesmo senhorita Isabel, mas tenho a impressão que eles estão escondendo informações vitais novamente.

— Foi falar pessoalmente com o líder do Dragão oculto?

— Sim senhora, mas pelo pouco que pude perceber e tirar dele parece que o metamorfo Vox voltou a causar danos por toda parte.

— Usou sua habilidade no chefe da inteligência?

— Se fiz algo que a senhora reprova peço o seu perdão, mas fiz pensando em cumprir as minhas obrigações com a senhora — disse o homem fazendo uma pequena reverência.

— Teria ficada decepcionada se não tivesse usado.

— Obrigado senhora.

— Então o metamorfo continua a causar? — disse a princesa sorrindo.

— Está alegre senhorita?

— Qual o objetivo de Vox e seus seguidores? — perguntou a princesa.

— Ah, entendo… Eles vêem Dies Irae como um sinal para a sua causa… Bem pensado princesa.

— Exato…

— E isso explicaria em parte o por quê da Noite a Dentro ainda não ter eliminado este Irae ou mesmo ter nos dado alguma informação palpável. Mas a senhorita confirmou a informação com o seu pai?

— Ele diz que isto não passa de “desvaneios meus” e que eu deveria me preocupar com os assuntos sérios e não com cochichos, e que monstros de grande poder entram e saem de Halloween o tempo todo, não há nada de anormal nisto…

— Se me permite princesa Isabel, o seu pai está certo, existem centenas de categorias S e S+ em Halloween que somente os Lordes, os anciões e alguns do serviço secreto conhecem a existência, nada impede que este seja só mais.

Isabel não responde nada e se levanta e passa a andar de um lado para o outro com as mãos para trás olhando para o chão.

— E sobre o Marechal Dellmonte? Não surgiu nada? — perguntou a mulher ainda olhando para o chão.

— Nada, não foi encontrado nada anormal.

E Isabel continuou em silêncio, mas agora parada e olhando para o chão.

— O que devo fazer senhorita?

— Coloque um anúncio no submundo, daremos a recompensa de um milhão de peças de ouro para quem me trouxer algo novo sobre Dies Irae ou sobre o Marechal Dellmonte.

— Um milhão!? Mas senhorita, isso não é um valor um pouco alto?

— Não… Se o meu palpite estiver certo, um milhão sairá barato.

— Assim como desejar — disse o homem fazendo uma reverência.


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