Noite de Halloween, A preciosidade da lótus: Capítulo 39

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Noite de Halloween, A preciosidade da lótus: Capítulo 38
Noite de Halloween, A preciosidade da lótus: Capítulo 40

 

Autor: Allan | Revisão: Allan

Cap.39

Tática perigosa.

 

Uma feroz batalha explodia! Dezenas de monstruosos répteis chocam-se uns contra os outros, escudos eram espatifados e espadas banhadas em sangue.

Ferozes guerreiros libertavam suas iras uns sobre os outros e em poucos minutos o cheiro de suor e de ferro estava por toda parte.

— O que pensa que está fazendo? — perguntava Irae.

— Por quê? — respondia Coragem.

— Por que você está deitado na lama atrás desta moita?

— É… Eu também não gosto de me sujar… Mas essa lama e essa moita devem me camuflar um pouco… — dizia o menino se acomodando ainda mais na lama.

— Você sozinho enfrentou vários inimigos de categoria D, C e até matou o “Rei Louco” de categoria B e está se escondendo?! — dizia Irae indignado.

— Nunca ouviu aquele ditado: “De seguro morreu velho”?

— Tsc… Tanto tempo de treinamento… Para se enfiar em uma poça de lama…

— E o senhor sabe muito bem que foi pura sorte eu ter vencido o Rei Louco, mesmo com suas dicas eu fiz aquilo por puro acidente! — dizia o menino mexendo em sua bolsa.

— E o pior de tudo é que só me deixaram entrar com estas sete poções de cura de grau um (que era o que cabia na bolsa (bornal)) por que eu disse que eram remédios para dor de barriga!

— Não importa você não está mais sozinho.

Quando Coragem sente um forte calafrio e rola para o lado e por milímetros um punhal não lhe atravessa.

— Então é você a pequena criatura responsável pela morte do Rei Louco?  — dizia um camaleão humanóide medindo mais ou menos 1,70 de altura quase 20 centímetros mais a mais que Coragem.

Seu corpo era magro mas musculoso e sua pele parecia que mudava de cor rapidamente o tempo todo.

Diferente de todos os outros, este não vestia nada e apenas segurava um punhal curvo quase do tamanho de uma espada curta com sua mão esquerda.

— Sim? — respondeu o menino tentando entender de onde o inimigo tinha vindo.

— Ótimo… Vou levar sua cabeça e quem sabe eu ganhe um bônus — disse o camaleão e desapareceu.

“Invisibilidade?”

Coragem levantou sua espada e ficou em total silêncio e então:

“Shiiiiiing”

“Shiiing”

“Shiiiiiiiiinnnng”

Golpes de espadas foram trocados e alguns destes golpes defendidos pelo seu escudo de casco de tartaruga, mas, mesmo assim, pequenos cortes surgiram nos ombros e rosto de Coragem.

—Ainda não descobriu como derrotar ele? — perguntou Irae em tom de gozação.

— Estou aberto a sugestões! — dizia o menino olhando ao redor tentando descobrir a localização do inimigo.

— Consegue sentir os elementos das plantas e dos minerais e não sente a energia de um camaleão de 50kg?

— Há… Não tinha pensado em usar isso para isso…

Mas mesmo Coragem sabendo o que fazer não era uma tarefa fácil, estar frente a frente com um camaleão humanóide que queria arrancar sua cabeça e que ainda ficava invisível fazia seu coração bater muito rápido.

Por mais que já houvesse lutado com centenas e centenas de guerreiros zumbis e alguns répteis humanóides, ainda sim tinha que prestar muita atenção em sua respiração, pois só aspirando grandes quantidades de oxigênio é que conseguia manter a mente moderadamente calma para o combate.

Mas este adversário lhe exigia ainda mais calma, pois sentir as energias exigia que a mente tivesse serena e tranqüila, o que não era nada fácil, ao seu redor dezenas de imensos répteis se digladiavam, sangue e membros voavam pelo ar. A platéia ao redor gritava como nunca. Ou seja, manter a mente calma e serena neste lugar era algo muito difícil.

“Ele está se escondendo por entre as touceiras, rochas e as poças de lama… Se eu tivesse minha mochila, eu já teria descoberto ele”

Sem opções Coragem fez o que Irae havia lhe dito, se protegeu o máximo possível com seu escudo e ergueu um pouco sua espada e respirou fundo 3x quando achou que sentiu algo, alguma coisa lhe bate com forças em suas pernas o derrubando e no mesmo instante Coragem se protege com seu escudo e bem a tempo pois sentia a lâmina do seu inimigo riscando seu escudo. Coragem dá uma joelhada acertando em cheio algo que caí para trás mas saí correndo ainda invisível.

— Se a tua habilidade é tão ruim em detectar pela energia por que não tenta usar seus sentidos físicos também? — disse Irae.

E novamente Coragem sente um forte golpe que rompe sua defesa e ainda lhe joga longe perto de uma área alagada.

“O cara não é apenas invisível, também se move na hora certa e dá longas investidas… Mas eu já sei…”

Coragem se acalmou e com muita dificuldade ergueu seu escudo e preparou sua espada. Quando ouviu algum ruído em sua volta e chutou a água fazendo-a espirrar na direção do som e ao mesmo tempo deu um golpe circular para o outro lado.

“Shiiing!”

“Sphhht!”

— Ah! — disse Coragem recebendo um golpe no braço que fez o sangue espirrar mas conseguindo se defender de um golpe mortal que por pouco não lhe atravessou a defesa.

— Então esse é o gosto do seu sangue… Não é nada ruim…

Coragem sente novamente que algo vinha e novamente se protegeu como pode.

“Shiing!”

“Shiiiiing!”

“Pown!”

“Shiiinnnnng!”

“Shiiing!”

Coragem reagia como conseguia, pois os golpes da criatura vinham de ângulos complicados e só conseguia se defender no último momento, mas mesmo assim o sangue de Coragem espirrava e em apenas quatro investidas Coragem já estava com cortes por todo corpo.

— Sexta-feira sua tática é muito perigosa… — dizia Irae enquanto Coragem trocava mais alguns golpes.

— Os ataques são muito rápidos! Os saltos são de mais de cinco metros! E ele ainda está jogando pedrinhas aqui e ali para me confundir!

— Não se esqueça que fora ele tem algumas dezenas de outros lagartos para você lutar…

— Eu sei…

— A falta de sangue já está lhe fazendo falar sozinho? — disse uma voz invisível que parecia o circular.

— Sua voz muda as vezes não é?

— Deve ser a merda que usei no meu punhal fazendo efeito…

— Eca… — dizia Coragem olhando para os lados em postura de batalha.

— Se você se desistir prometo não te fazer sofrer muito…

— Quanta bondade…

— Não vai aceitar? Sabe que uma faca sendo torcida nas entranhas costuma doer muito não é? Hehehe.

— Isto vai acabar no próximo movimento!

— Não… Você vai morrer sem sangue!

— Venha!

Coragem então recua para trás por um metro e se vira dando uma rasteira e derrubando algo.

— Não!

Então gira sua espada no ar e atravessa o peito de algo. Inclina-se para o lado se esquivando de um golpe que vinha da sua frente, então saca sua faca e enfia em algo.

“Sphhhhhht!”

— Como descobriu que éramos dois?! — disse algo na frente de Coragem que começava a deixar de ser invisível com o sangue escorrendo.

— O sangue…

— Sangue? — disse a criatura olhando para si mesmo e vendo que haviam várias gotas por toda parte mas que não eram do golpe que havia acabado de receber.

— Mas não é meu… — disse a criatura caindo de joelhos.

— É meu…

E o camaleão caí morto na lama, ao lado do outro.

— Quase morreu para lagartixas… E ainda lagartixas que usavam truques tão imbecis…

— Com truque ou sem truque enquanto me defendia eles conseguiram trincar meu braço esquerdo e aquela faca além de coco também tinha algum veneno que impede o sangue de coagular disse o menino tirando um frasco de poção do bolso e tomando.

E alguns segundos depois o sangue parava de escorrer e a dor dos cortes passando.

— Tanto treinamento…

— Não importa, eles já estão mortos, agora, aos espólios!

Ao se aproximar dos corpos e os revirar encontrou raízes finas e vermelhas presas de baixo do braço.

— Essa raiz se eu não me engano… É fogo, deve desencadear frenesi… O que acha?

— Acho que é bem mais que um mero frenesi…

— Então tenho algumas idéias do que fazer com isso… — disse o menino com idéias perversas.


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