Noite de Halloween, a aurora da coragem: Capítulo 17

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Noite de Halloween, a aurora da coragem: Capítulo 16
Noite de Halloween, a aurora da coragem: Capítulo 18

Autor: Allan | Revisão: Allan


A dança ainda não acabou

“Caros leitores, me desculpem a demora e a irregularidade nas postagens, creio que agora tudo já foi resolvido. Agraço por estarem acompanhando a obra, garanto que ela só melhorará, tenham paciência (o autor não é de aço) que muita coisa legal virá, pretendo fazer a cabeça de vocês explodirem com tanta coisa legal que vai acontecer, principalmente no segundo arco, que já está quase pronto, novamente meus agradecimentos e minhas sinceras desculpas pela demora. Abraços”

O grupo voou algumas horas, até chegar na região de Ovelha Caolha onde pousaram o dragão e depois de muitas lágrimas o deixaram ir…

Depois o grupo correu para uma fazenda ali próxima onde roubaram alguns cavalos e uma carruagem e seguiram para a floresta ao sul da cidade. Lá havia uma entrada secreta para Toca de Luz.

Quando entraram, goblins de todas as funções (estes se diferenciavam pelos uniformes ou chapéus) estavam em posição de sentido os aguardando, haviam goblins médicos, guerreiros, feiticeiros, xamãs, engenheiros, entre tantos outros.

—Preparem uma sala de isolação mágica e usem medidas anti-rastreio! Temos uma convidada — ordenava Fleck para os que os goblins em posição de sentido.

Mal tendo terminado de ordenar, vários goblins médicos surgiam vindo pegar a vampira dos braços exaustos de Coragem e a colocando em uma maca e a levando.

 —Coronel! Protocolo amarelo? — perguntou um goblin que usava quepe na cabeça e uma armadura de couro cheia de bolsos e facas.

—Protocolo laranja! — disse Fleck indo com um grupo de goblins de quepe para o centro da cidade.

Os sacos e as mochilas que carregavam foi pega por alguns goblins e os membros da equipe iam sendo puxados pelos médicos e feiticeiros até uma tenda próxima ao bar que antes já havia visitado.

A tenda devia medir talvez 15 metros de comprimento por 5 metros largura, a caverna em si era tão clara devido aos cristais que mesmo dentro da tenda ainda sim era bem claro.

Dentro da tenda havia algumas macas, algumas sendo usadas e outras não e vários equipamentos médicos e armários com todo tipo coisa esquisita.

 —O Coronel está ferrado…— disse Nº12 enquanto repentinamente recebe uma injeção na perna.

—Não foi culpa de ninguém… Não tinha como prevermos tudo aquilo… — dizia Dam enquanto dois médicos olhavam dentro do seu nariz com uma lanterna.

—Oxi, a veiarada do concelho deve tá é decidindo se nos expulsam ou se comemos capim pela raiz… — dizia Bim enquanto forçavam-o a beber um líquido verde fosforescente de uma cabaça.

—Mas concluímos a missão e ainda trouxemos a vampira! — disse Coragem enquanto enfiavam larvas gigantes em sua boca.

 —A chapa pode ter esquentado mais do que o movimento aguenta… — disse Nº13 que agora examinavam sua língua.

 —Eu não entendi…— disse Coragem tentando segurar o vômito de ter engolido o verme ainda vivo…

—Até agora o nosso objetivo era aumentar as nossas forças, com roubos e pequenos investimentos, alguns meses atrás o conselho goblin anunciou a formação oficial da nossa primeira divisão de pesquisas mágicos científicos, então, para desenvolver essa divisão ainda mais rápido começaram a roubar pesquisas secretas de laboratórios, roubos de bibliotecas antigas, sequestrar feiticeiros, cientistas e coisas do gênero, foi aí que começamos a chamar cada dia mais atenção de Sdom… Agora eu duvido muito que o Alfa Lorde vá deixar um incêndio daquela proporção de lado… —explicou Dam balançando a cabeça negativamente.

—Os nossos superiores não sabem se nos matam ou se nos dão parabéns! — entrava o líder goblin e todos os goblins fizeram um cumprimento de cabeça.

—Estamos todos de saída, temos de escoltar a vampira para Salém, suspeitamos que ela possa ser da nobreza e vamos investigar o sangue dela e tentar tirar algo dali, fora que em Salém teremos estrutura, pessoal e material para esconder a presença dela… E as nossas bundas verdes também — dizia Fleck empolgado quando se ouve uma imensa explosão:

“BOOOMMMMM!!!!!!!”

E as luzes da caverna mudaram para vermelho e uma sirene começa a soar:

“WOOOOOOOOOOO-WOOOOOOOOO!”
Todos saltam de suas macas ficando de pé.

—Estejam preparados para o pior! — disse o líder enquanto enfiava vários vermes na boca.

O grupo saí com armas em mãos, quando se ouve novamente outra explosão:

“BOOOOOOOOOMMMMMMMMMM!!!”

E uma imensa poeira toma conta de toda caverna, ninguém enxerga nada quando se começa ouvir rugidos:

“ROOOOOOOAAAAAAAAAAR!!!!”

—São Orcs de guerra! — grita Nº12.

E o pânico na caverna se espalha, a população da cidade goblin começa que antes só andavam apressadamente, agora corriam e gritavam.

—Precisamos chegar até o centro de comando! — berrou Fleck tentando ser ouvido no meio da multidão — Peguem tudo o que acharem que vão precisar para uma viagem longa!!!

O grupo partiu para o centro de comando em meio a multidão, pelo caminho foram pilhando tudo o que achavam necessário nas tendas e barracas do caminho. Em meio ao caos Coragem pegou uma mochila grande e enfiou dentro várias poções, pães, queijo, um arco, duas aljavas cheias de flechas, roupas novas e uma capa com capuz que vestiu enquanto tentava ficar próximo do seu grupo, que também em meio aos empurrões iam pegando de tudo um pouco, em menos de 15 segundos que a ordem foi dada a equipe já estava com mochilas enormes onde não cabia mais nada amarrado, pendurado ou socado.

Conforme seguiam com a multidão para o fundo da caverna, Coragem olha para cima vê um fluxo de goblins armados e vestidos com armaduras de aço indo em direção contrária pelas pontes que haviam nas paredes.

Em meio a uma luz vermelha, a sirene não parava de soar e muita poeira ainda estava por toda parte, o grupo seguia com os milhares de goblins para o sul da caverna, alguns metros atrás podiam ouvir o rugido de centenas de orcs enfrentando goblins que não paravam de vir pelas pontes nas paredes e saltarem sobre suas cabeças com armas em punho.

Grandes disparos também passaram a ser ouvidos, ao olhar para cima, o menino viu canhões disparando do alto, coisa que até então ele nunca havia percebido que estavam lá, não eram muitos, mas pelo tamanho do estrondo fazia grandes estragos nos soldados orcs.

Depois de alguns minutos de correria o grupo chegou ao centro de comando, este ficava bem no centro de Toca de Luz, o lugar que antes era um grande depósito de armas, grãos, material de construção, agora tinha sido improvisado um centro de comando.

Era praticamente toda feita com sacos de grãos e toras de madeiras, era grande o suficiente para deixar apenas duas passagens laterais, uma de um lado e outra do outro lado, para somente a multidão passar.

A “construção” ou improviso, tinha três andares era meio piramidal, cada andar tinha um térreo onde sacos eram colados um sim e um não para os soldados ali atirarem, centenas e centenas de goblins soldados acompanhavam a multidão se espremer e passar por aquelas duas laterais vigiadas e auxiliadas por guardas armados.

Nos andares superiores dessa base, arqueiros, feiticeiros e até atiradores com rifles disparavam em direção aos orcs, estes soldados estavam por toda parte, tanto nas passarelas que ligavam a base as pontes das paredes, tanto na base em si e eram muitos.

Quando o grupo entrou com a multidão pela passagem na lateral da base em direção ao lago, ao entrar por esse caminho com a multidão, um pouco a esquerda deles havia dois guardas vigiando uma entrada e por ali entraram.

Ali dentro havia algumas divisões mas bem no fundo havia, “pontes” feitas de toras de madeiras que antes não haviam ali, estavam agora com uma ponta no chão e nos andares superiores da base, criando pontes, da base, até as pontes das paredes da caverna.

Por essas toras, centenas de goblins levavam muitos materiais, Coragem se lembrou que ali era um grande depósito de Toca de Luz, com muitas coisas, principalmente materiais de construção, mas também haviam coisas como: barris, lanças, bolas de canhão, cordas, arames farpados, sacos de grãos, espadas, escudos e etc, e por justamente ali haver de tudo, ali mesmo se tornou o centro de distribuição de material para a defesa da base.

O grupo seguiu um pouco mais a fundo dentro do centro de comando e entraram a esquerda onde havia alguns guardas protegendo uma outra porta que ao os verem os deixaram entrar imediatamente.

Dentro dessa sala estava dezenas de goblins com quepes fumando charutos e decidindo as defesas da cidade, davam ordens aos outros goblins de patente menor que iam e vinham o tempo todo.

—Coronel no recinto — gritou um goblin de elmo batendo continência.

 —Senhor! — todos os goblins de quepe bateram continência para Fleck também.

—Relatório!

—Senhor, eles explodiram a entrada norte e estão com pelo menos 300 dentro e segundo os informantes mais 500 para entrar pela entrada norte, a leste invadiram com 150 e mais 600 tentando entrar, tentamos explodir os tuneis da entrada norte e da leste mas não estão funcionando, as da entrada oeste e sul já foram destruídas, restando apenas as saídas menores — disse um goblin de quepe.

—Excelente e a evacuação dos civis? — perguntou Fleck consultando os mapas que estavam na mesa.

—Deve faltar uns 10 minutos, mas já tiramos boa parte da população como o protocolo laranja manda, mulheres, crianças e idosos já foram retirados, restando 40% de civis senhor! — respondia o goblin.

—Quanto tempo para posicionar todos os outros canhões?

—Talvez mais 3 minutos senhor!— respondeu novamente o goblin de quepe e um outro goblin grita ao lado da mesa que segurava um telefone de fio.

—Senhor, os mensageiros dizem que os orcs armaram uma muralha com seus escudos para dar suporte a necromantes que começaram algo!

—Foquem a maior parte dos canhões nos escudos! E podem começar a usar os barris de pólvora, não podemos deixá-los completar o ritual! — disse Fleck batendo o punho na mesa.

Coragem e o grupo estavam mais atrás acompanhando tudo extremamente preocupados e ansiosos de como e quando iriam sair dali.

—Senhor! Parece que uma espécie de feiticeiro loiro muito lindo entrou no campo de batalha e agora está arrasando toda infantaria com fogo e gritando o seu nome! — disse o goblin responsável pela comunicação.

—Que cara insistente! Hahhaha — disse Fleck rindo — Quanto tempo até a evacuação da cidade?

Os goblins de quepe se entreolharam e começaram a discutir entre eles e então responderam:

—7 minutos! — disseram os goblins com olhar determinado e Fleck sorriu com a resposta.

—Iniciem o protocolo “Cheguei meu bem”, vou lá cumprimentar meu velho amigo… O restante de vocês podem me esperar lá fora — dizia Fleck enquanto conferia se seu punhal estava afiado o suficiente.

Mas absolutamente todos pararam de fazer o que faziam e ficaram onde estava em total silêncio olhando para Fleck.

—Isto é uma ordem.

Fleck se vira calmamente, pega um charuto aceso da mesa e passa por sua equipe como se não estivessem lá e do nada todos que antes estavam parados começam a correr e dar ordem ainda mais rapidamente.

 —Vamo vaza!!!— gritava Bim puxando Coragem para os fundos da caverna com o restante da multidão.

—O que está acontecendo? — gritava Coragem em meio ao caos.

—O coronel é louco! Se antes estávamos ferrados, agora então!!!— gritava Nº12 em meio à multidão.

—O que vai acontecer? — gritou novamente Coragem correndo com os outros.

—VAI EXPLODIR TUDO!!!— berrou Bim.

O grupo e muitos outros iam levantando e empurrando pedras que revelavam saídas secretas que só cabiam criaturas do tamanho de um goblin uma medida tomada em caso de invasores grandes.

 —Como Fleck vai sair!?— perguntou Coragem com medo de perder seu amigo que agora entrava por uma entrada secreta atrás de uma rocha.

—Existem muitas saídas escondidas como esta! — gritou Dam que tentava desentalar a bolsa de Bim com chutes e empurrões.

O grupo e muitos outros corriam por um túnel escuro que fazia uma inclinação para cima, que os levou para a floresta ao sul de Ovelha Caolha, e ainda apavorados continuaram a correr por mais uns 5 minutos, e ao meio de tropeços e empurrões se esconderam atrás das raízes de uma grande árvore com muitos outros goblins.

E uma explosão infinitamente maior que todas as outras que Coragem já tinha ouvido acontece:

“BOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

Um vento muito forte lança árvores, rochas, goblins e muita poeira por toda parte.

Milhares de goblins escondidos entre as árvores da floresta continuam imóveis e agachados… Em total silêncio… Apenas esperando a poeira sem fim abaixar, era tanta poeira que não se enxergava coisa alguma, todos tinham que tapar suas bocas com panos para respirar.

Depois de vários minutos em total silencio a multidão começava a ver algo… Aliás, não viam mais nada… Antes dali de onde estavam, quando se olhava para frente, viam a cidade de Ovelha Caolha, mas agora… Não havia mais nada… Somente poiera e uma gigante cratera…

Coragem ficou de pé para ver melhor, pois não acreditava no que estava vendo, a cidade  toda tinha sido engolida pela cratera, nada mais estava lá.

 —Mas a cidade Toca de Luz não chegava a ser 30% da cidade de Ovelha Caolha! Era bem menor!!!— gritava Coragem olhando para sua equipe.

O menino estava totalmente em pânico, assustado e amedrontado com o que acabara de acontecer, tinham destruído duas cidades em poucos minutos, milhares de “pessoas” haviam morrido, Coragem não entendia e não podia acreditar no que estava acontecendo, era inacreditável.

—O protocolo “Cheguei meu bem” é uma medida de retaliação e dissuasão, é para passar a mensagem de que, quem mexer conosco, iria se arrepender amargamente…Iriam pagar 3x mais — dizia Dam se sentando se apoiando em uma árvore a abrindo uma garrafa de vinho.

—Mas uma cidade inteira? E seus habitantes isso não é demais?— perguntava Coragem em pânico tentando entender o porquê de tudo aquilo.

 —E quem disse que foi apenas a cidade Ovelha Caolha? Outras duas cidades também foram destruídas — respondia a voz conhecida do seu amigo

—Fleck!!!— gritou a sua equipe mostrando todos o dedo do meio com os olhos marejados.

— Mas isso não é demais! Não é um exagero?! — dizia o menino caindo no chão tremendo.

—Aqui em Halloween, respeito se conquista através do medo e da dor… Para que eles nos respeitem, nós precisamos colocar em seus corações uma sombra tão grande que jamais vão querer mexer conosco novamente, JAMAIS!!!!— gritou o goblin com os olhos cor de sangue.

—Por exemplo… Neste exato momento todos os políticos, anciões e poderosos de Halloween estão pensando “O que impede de haver bombas bem embaixo de nós? Oque impede de haver bombas em nossas casas? E bombas nas escolas de nossos filhos!?” E eu respondo NADA!!!! ABSOLUTAMENTE NADA!!!! HAHAAHHAHAHAAH!!!— gargalhava o líder goblin enquanto contemplava sua criação macabra.

Coragem estava assustado e horrorizado com a destruição das cidades e ainda mais assustado e horrorizado com a crueldade que seu amigo podia ter em relação aos inimigos… Então… Apenas se calou…

—Coronel e o vampiro? — perguntou Bim para Fleck que por sua vez abriu a mão e dentro havia as presas do vampiro.

—Ele já deve ter percebido que as estacas e as correntes não eram para matá-lo hahahhah! — gargalhou Fleck.


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