Noite de Halloween, a aurora da coragem: Capítulo 16

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Noite de Halloween, a aurora da coragem: Capítulo 15
Noite de Halloween, a aurora da coragem: Capítulo 17

Autor: Allan | Revisão: Denn


Laboratório secreto (2)

Chegado o horário Coragem, Fleck e Bim estavam no topo do prédio observando o prédio alvo, a lua estava cheia e graças a sua luz, tudo parecia menos assustador. Quando viram o cientista sair com os dois orcs em uma carruagem, Fleck deu início a operação:

Bim atirou uma corda com uma besta enorme no outro prédio fazendo uma ponte entre os prédios com a corda.

—Espera um momento… Você está pensando em ir até lá por isso? — perguntou Coragem olhando pela borda do prédio.

—Oxe mas é melzinho na chupeta! — disse Bim enquanto se pendurava na corda e seguia.

Fleck olhou com um olhar bem olhado para Coragem.

—Ok ok ok…ok…

E se pendurou com as pernas e braços e seguiu tremendo, enquanto Fleck ia pendurado só com as mãos feito Bim, eventualmente dava cutucões em Coragem para ir mais depressa.

Chegando ao outro lado, havia um pequeno terraço com uma pequena porta que levava aos andares inferiores, Bim tirou algumas ferramentas da pochete e abriu a fechadura da porta, dando em uma escada que descia.

—Temos de ir até o 3º andar no apartamento 17 que é onde ele mora — sussurrou Fleck começando a descer as escadas.

O prédio era constituído de um terraço, 4 andares, mais o térreo onde ficava a entrada do laboratório do cientista.

Em cada andar havia um único corredor, tanto na esquerda como na direita haviam portas que levavam aos apartamentos, cada andar tinha 8 apartamentos, 4 na direita e 4 na esquerda.

As paredes eram cobertas por um papel de parede bege com detalhes dourados, no chão um longo tapete marrom cobria o chão de pedra branca, que provavelmente era uma espécie de mármore, a iluminação era feita com luminárias brancas com detalhes dourados, no final de cada corredor havia também uma janela com uma mesinha de madeira e encima algum enfeite.

O grupo seguia sorrateiramente pelas escadas e felizmente ninguém resolvera sair ou entrar nos apartamentos, então o grupo chegou rapidamente ao alvo:

—Aqui é o apartamento, o laboratório é no subterrâneo do prédio, mas vamos ver o que tem aqui primeiro — cochichou Fleck e deu o comando para Bim abrir a porta do apartamento e em poucos segundos já tinha aberto e todos entrado.

O apartamento era pequeno, mas luxuoso, havia um sofá e duas poltronas, no chão um tapete cor de vinho e uma prateleira de livros.

Ainda na sala havia 2 portas e 1 corredor, as duas primeiras portas estavam abertas, uma levava a cozinha e a outra a um lavabo, mas como estava escuro não sabia-se se havia alguém além deles próprios.

E Fleck novamente deu outro comando para Bim, que sacou um punhal e foi sorrateiramente até a cozinha onde depois de dar uma olhada fez um gesto de “Ok” e seguiu depois para o lavabo, onde novamente fez o gesto “Ok”.

Depois entrou no corredor, olhou o primeiro quarto a direita e não encontrando ninguém, foi para o quarto a esquerda, quando fez um sinal diferente para os dois.

Bim voltou para trás caminhando de costas feito uma pantera e esperou em um canto da sala, pois quem viesse dos quartos para a sala, não podia ver o canto escuro que estava, Coragem e Fleck se posicionaram na frente de Bim só que do outro lado com armas em mãos, quando um homem de terno e gravata e chapéu entra pela sala.

Bim salta na cabeça do homem tentando o esfaquear sua cabeça, Fleck agarra a perna do homem também tentando o esfaquear e Coragem não faz nada pois está apavorado e uma briga começa:

 —Oxi! Esse cabra tem o coro grosso! — berrava Bim dando mais golpes na cabeça da criatura e só saindo faíscas.

—É um homem-máquina! No Leste tem muito disso! — berrava Fleck sendo chutado e demolindo o apartamento.

—Nº 1 me ajude a derrubar ele! — berrou Fleck e Coragem olhou para os lados procurando esse tal de Nº 1.

—Pegue a outra perna Coragem!!! — berrou Fleck novamente e Coragem fechou os olhos e saltou agarrando a outra perna do homem-máquina.

—Força pra trás Bim!!! — gritou Fleck.

E Bim dá um tranco para trás que derruba o homem-máquina no chão da sala, Fleck fazia o possível para segurar os braços da criatura ou mantê-lo no chão para Bim o esfaquear, mas era difícil pois o homem-máquina rolava e chutava os goblins o tempo todo.

Coragem estava tão bem agarrado na perna da criatura que por mais que ele rolasse e o balançasse Coragem não soltava um milímetro e mesmo que quisesse soltar não conseguiria pois estava paralisado de medo.

Em poucos minutos de luta o apartamento todo já tinha sido demolido, Fleck tinha dado uma espécie de mata leão imobilizando tanto o braço quanto a cabeça, Coragem ainda estava grudado na perna e Bim com muito custo segurava um dos braços com uma mão e com a outra tentava o esfaquear no rosto, o que pouco funcionava pois por detrás de seu rosto humano havia uma chapa de metal muito grossa que apenas desafiava a lâmina de sua arma.

Quando o homem-máquina abre a boca e passa a lançar um jato de fogo por toda parte, sobretudo no teto do apartamento. A força do fogo parecia um pilar de fogo, era totalmente desproporcional ao tamanho da máquina.

As chamas incendeiam todo o apartamento em poucos segundos e Bim consegue se esquivar por milímetros das chamas.

—Mete algo na boca dessa coisa! — gritou Fleck o apertando ainda mais.

—Xá comigo! — gritou Bim e tira da bolsa um soco inglês e começou a acertar a lateral da mandíbula da criatura enquanto ainda disparava fogo.

E golpe após golpe o metal do rosto e cabeça foi entortando e entortando até que o fogo parar, e o homem-máquina ficar imóvel…

—E fique aí mesmo! — gritou Bim dando um último golpe na cabeça da criatura.

—Todos inteiros? — perguntou Fleck saindo debaixo do homem-máquina e depois puxando Coragem que ainda estava agarrado na perna direita da máquina com os olhos fechados.

—Já acabou Coragem, pode largar — disse Fleck enquanto tentava desgrudar o menino.

O apartamento estava completamente em chamas e se podia ouvir alguns gritos e pancadas na parede que provavelmente eram dos vizinhos.

“Parem com a bagunça!”, “Eu vou chamar a polícia!”, “Se não parar com a bagunça vou usar meu machado!”, “Vão fazer amor em outro lugar!”.

—O fator surpresa já era e em alguns minutos as autoridades devem estar aqui,comecem a vasculhar! — disse Fleck e os demais começaram a procurar por qualquer coisa útil.

Qualquer papel que Coragem encontrava enfiava em uma mochila que lhe deram para essa missão, Bim também pegava qualquer coisa que parecesse um documento e o que mais lhe chamasse a atenção…

Coragem encontrou algumas pastas em um quarto e enfiou tudo em sua bolsa, quando começam a ouvir uma risada maligna vindo do homem-máquina:

—Háha-haha-haha

E fino apito ia aumentando…

—Ainda está vivo! — disse Fleck.

 —Pois é bom! Que eu to é doido pra dar mais algumas muquetas! — disse Bim indo em direção do homem-máquina.

—Essa coisa vai explodir! — gritou Coragem e sem pensar duas vezes corre para as escadas.

Os dois goblins vendo que a barriga do homem-máquina crescia cada vez mais e que os botões da sua camisa espirravam para os lados também correram para fora do apartamento até as escadas e uma imensa explosão acontece:

“BUMMMMMMMMMMMMM!!!”

A força do impacto foi tão forte abriu um grande buraco no prédio, todo 3º andar tinha sido demolido enquanto ardia em chamas, o 4º e o 2º andar haviam sido parcialmente demolidos e também estavam em chamas.

Os três estavam debaixo de uma pilha de destroços no segundo andar, gritos dos moradores eram ouvidos:

“Vamos sair! O prédio está em chamas”, “Foi aquele maldito feiticeiro!”, “Alguém chame os bombeiros”, “Cade meus gatos?”

Os vizinhos que antes apenas ligavam para a polícia e os ameaçavam agora saiam do prédio as pressas, alguns passando por eles sem os perceber e outros pelas janelas que se ouvia sendo quebradas toda hora.

Os três estavam debaixo de uma pilha de destroços no segundo andar, queimaduras de 1º e 2º grau, cortes e hematomas estavam por todo seus corpos, suas roupas estavam quase que completamente queimadas, as armaduras já não valiam mais nada, Fleck e Bim se antes já não tinham muito cabelo agora eram carecas.

—Coragem você está bem? — berrou Fleck tirando os entulhos de cima dele e de Bim e depois enfiando goela abaixo do menino uma poção.

—Bim! Como você está? — perguntou novamente Fleck enquanto cuidava dos dois.

—Acho que vi a minha mainha no além… — disse Bim fazendo um ok com o dedo.

—Precisamos recuar! A missão está encerrada, subestimamos o inimigo! “COF-COF!!!” — disse Fleck tomando uma poção também.

—Não! “Cof-Cof” — gritou Coragem enquanto tossia.

—Depois de tudo isso eu não vou embora sem os benditos papéis! — gritou Coragem em meio a muita fumaça negra e chamas.

 —Acabou o elemento surpresa! O cientista assim que olhar para o céu e ver esse imenso sinal de fumaça vai desconfiar e em breve terá um exército aqui! — gritava Fleck.

—Eu estou cheio de queimaduras de primeiro e segundo grau, meu colete e minhas manoplas foram destruídas e meu cabelo está todo chamuscado! Nós vamos terminar essa missão! — gritou o menino olhando fixamente para Fleck.

No fundo no fundo Coragem não estava bravo pelas queimaduras, hematomas e arranhões, estava irado mesmo pois seu colete e suas manoplas tinham custado muito dinheiro e agora tinham sido destruídos…

—Bim você concorda? — perguntou Fleck.

—Bora lá! — disse Bim também cheio de determinação e também tomando uma poção.

—Esse é meu time!!! — disse Fleck sorrindo e liderou o grupo descendo as escadas.

Os três seguiam pelas escadas em direção do térreo, quando chegaram no primeiro andar e olharam para baixo havia mais um homem-máquina que também havia os visto e imediatamente levantou o braço direito e disparou um míssil que explodiu ao lado deles os jogando para o meio corredor do primeiro andar.

—Para de me explodir!!!— gritava Bim.

—Vamos dar a volta! — gritou Fleck que correndo para o final do corredor do primeiro andar onde havia uma janela.

—Bim conhece a tática 1,2,3 bangue? — perguntou Fleck enquanto arrebentava a janela com o cotovelo.

—Conheço, mas e o três? — disse Bim olhando para Coragem.

 —Ele vai dar conta! — gritou Fleck.

—Eu vou na frente — gritou Bim.

E Fleck sobe na beirada da janela e Bim salta com todas as forças para fora da janela, Fleck agarra o braço de Bim e o balança para cima, nesse movimento Bim bate os dois pés na parede acima do lado de fora do prédio e Fleck ainda pendurado cria um ângulo de 180º graus com seus braços, que joga Bim espatifando a janela do andar de baixo, Bim por sua vez, agarra onde consegue e puxa com toda a sua força Fleck, que por sua vez agarra e puxa Coragem junto, quando o menino se dá conta está rolando no chão com os outros goblins no andar debaixo.

—Estamos dentro! — disse Fleck.

“BOOOMMM!!!”

E outra explosão acima deles acontece que os joga no meio do corredor do 1º andar.

—Aquela coisa não desiste! Vamos! — gritou Fleck e novamente várias explosões fora do prédio começavam:

“BOOOMMMM!!!!!”, “BOOOMMMMM!!!” e “BOMMMM!!!”

—Aquela coisa deve ter achado os arqueiros — gritou Fleck novamente —Vamos continuar!!— e os três se levantaram e correram com todas as suas forças até chegarem ao térreo.

***

—Maluco o Coronel e os outros estão usando o 1,2,3 bang, mano! — disse Nº12 do telhado do prédio da frente.

“BOOMMMMM!!!”

—Mano do céu! Já é a segunda explosão!!! Cadê a furtividade cara?! Cadê?! — se indignava Nº13 para Nº14 que respondia com gestos.

—Eu tô ligado mano, essa missão já era! — dizia Nº13 para Nº14.

—Se liga aqui! Tem uma parada no meio do fogo! — disse Nº12 vendo um homem atravessando as chamas que ardiam por quase todo prédio.

—Aquela parada tá indo atrás do Coronel! — gritou Nº13.

—Vamo manda chumbo!!! — disse Nº12 e os outros colocando uma flecha em seus arcos e três flechas sibilaram pelo ar.

“Zim!”

“Zim!”

“Zim!”

E então:

“Paft”

“Paft”

“Paft”

As flechas atravessaram o ar e acertaram em cheio o peito da criatura, mas nenhum dano havia lhe causado… A criatura olhou para os arqueiros que estavam no prédio da frente e sorriu.

Número 13 que era o mais maduro dos 3 irmãos engoliu seco o olhar do seu adversário…

—Vaza vaza vaza!!! — gritou Nº13 agarrando seus irmãos e correndo com eles.

“BOMMM!!!”

“BOMMM!!!”

“BOMMM!!!”

E três misseis explodem o telhado e a fachada do prédio que estavam, fazendo imensos buracos que praticamente havia destruído os apartamentos com vista para a rua. A força da explosão foi tão forte que jogou os três goblins para o terraço do prédio de trás e se esborrachando.

—Maluco essa parada é do Leste!!! — gritou Nº12 tentando se levantar.

—Eu vi 14!!! Eu vi!!! Essa coisa é aprova de flechas comuns! — gritou Nº13 se escorando em Nº14 para se levantar.

— Agente não tem a menor chance! Esse cara deve ser no mínimo categoria B — disse Nº12 jogando uma poção de cura para cada irmão e todos tomando em um só gole.

—Agente só tem que tirar o cara de lá pro coronel resolver a parada! — disse Nº13 colocando uma flecha em seu arco.

— E qual vai ser o plano? — perguntou Nº12 também colocando uma flecha no seu arco.

— Agente corre e atira até os parça chega e depois é nóis na fita mano! — disse Nº13 sorrindo e apontando para a lua cheia e depois estendendo o punho direito, Nº12 e Nº14 entenderam o recado e os três bateram os punhos uns com os outros.

***

—Procurem o apartamento número 1! — gritou Fleck.

—É ali! — gritou Coragem apontando o dedo para um dos 8 apartamentos que ali havia.

Bim correu até a porta e meteu o pé o arrombando e os três entraram rapidamente, dentro havia um apartamento vazio cheio de caixotes de madeira por toda parte.

—Procurem alguma porta suspeita nesse apartamento! — ordenou Fleck e quase que no mesmo instante:

 —Achei! Mas essa não vai dar pra arrombar não! Vou precisar de 2 minutos, isso aqui é arretado de moderno! — gritava Bim em frente a uma porta de aço negro com uma fechadura dourada cheia de pequenos símbolos.

Coragem e Fleck instintivamente empurraram vários caixotes em frente a porta do apartamento, depois o menino correu até a janela da sala onde se podia ver uma multidão na rua que observava o prédio pegando fogo.

—Fleck o cientista está em um telefone público e tem uma multidão lá na frente e dois orcs enormes vindo!!!— berrou Coragem em pânico fechando a cortina da janela.

Fleck correu até a janela onde Coragem e viu orcs enormes vestindo terno e gravata vindo em suas direções.

—Vou fazer algo que nós goblins somos muito bons em fazer! — disse Fleck olhando para Coragem.

—Correr? — perguntou o menino com os olhos cheios de lágrimas.

—Não… Mais bagunça! — e sacou uma espécie de chifre da pochete e soprou fazendo um som alto.

***

—Zig o que quer fazer? — perguntou Dam.

Os dois estavam a uma quadra de distância sentados em um banco assistindo o tumulto enquanto comiam pipoca, Zig olhou para Dam com um olhar maligno.

—Ok…Te dou cobertura… — respondeu Dam.

***

—Bim!!!— gritou Coragem.

—Quase! — gritou Bim de volta.

—Coragem se prepare para o combate eu pego o da esquerda e você o da direita! — disse Fleck lambendo a própria faca, Coragem o olhou de volta com os olhos cheios de lágrimas.

 —Estou brincando eu pego os dois! Hahhaha — disse o goblin rindo sadicamente.

Quando os dois estavam quase abrindo a porta do prédio se ouve gritos de mulheres.

—Háhhhhh!!!

Os orcs voltam para trás apressadamente e Coragem volta para a janela e vê Zig com uma faca na garganta do cientista.

***

Zig ria descontroladamente enquanto segurava a faca no pescoço do cientista que estava ajoelhado e apavorado, a multidão começava a gritar:

“Um goblin louco!”

“Ele está armado!”

“Ele deve estar infectado com a raiva!”

 E Zig dava pequenos latidos e continuava a rir loucamente.

—Calma calma ele é meu irmãozinho… Ele não tomou os remédios! — vinha Dam segurando um gorro vermelho na mão tentando parecer uma criatura humilde.

—Ele é bonzinho… É que somos muito pobres… Ou comprávamos remédios ou comprávamos comida e agora ele está assim… — dizia Dam tentando sensibilizar uma multidão de monstros…

***

Os três goblins saltavam, deslizavam e atiravam enquanto corriam do Homem-máquina que os perseguia com misseis.

— Se é loco! O cara já explodiu e incendiou quase todo quarteirão!!! Cadê os parça mano?! — gritava Nº12 pulando de costa e acertando uma flecha no olho da criatura metálica.

—Olha pra cima mano! Hoje é dia! E esse robô não tem munição infinita! — gritava Nº13 saltando para o outro prédio.

Por mais que o homem-máquina os perseguisse não conseguia alcançá-los já que estes eram muito mais rápidos e ágeis que ele, corriam espalhados e faziam todo tipo de acrobacia no ar para evitar os misseis que eram disparados o tempo todo.

Fora as acrobacias, os misseis que o robô disparava sem economia, flechas interceptavam os misseis sempre, quem não estava correndo estava dando cobertura e quem não estava dando cobertura estava correndo, era assim que os 3 goblins se organizavam.

O Homem-máquina cansado de que não conseguir acertá-los, abriu a boca e criou um mar de fogo nos telhados dos prédios, o fogo era alto e queimava tudo, os goblins quando olhavam para trás apenas viam a criatura andando no meio de um mar de fogo.

—Maluco agente está no último prédio! — gritou Nº12 se escondendo atrás de uma chaminé.

— Passa uma poção pra cá Nº12 o Nº14 respirou muita fumaça — gritou Nº13 e dando tapinhas na costa do Nº14.

— Véio! Vamo muda de plano, esse falhou! Vamos descer lá embaixo no meio da galera e falar que somos moradores daqui! — gritou Nº12 e jogando uma poção para Nº13.

— Aguenta firme manos! Hoje é dia!!! — disse Nº13 enfiando uma poção na boca do Nº14 que mesmo engasgando e se afogando tomou a poção.

Quando os três goblins sentem um arrepio em suas nucas como nunca sentiram antes e se viram para trás apavorados.

— Lobisomens!!! — gritou Nº12 pálido.

Dezenas de Lobisomens vinham andando de quatro pelo telhado e cada vez vinha mais e mais…

Caminhavam lentamente pela parte telhado que ainda não estava em chamas e depois pela parte que estava em chamas… Dezenas e mais dezenas…

Eram imensos e peludos, musculosos e cheios de cicatrizes, os focinhos eram longos e cheios de dentes afiados, suas garras pareciam lâminas prateadas.

Mas, o que mais intimidava neles era com certeza o seu olhar… Era o olhar de seres selvagens e irracionais…  Feras sedentas por violência e sangue, dispostos a mutilar e a estraçalhar qualquer coisa que entrasse em seu caminho.

Então um lobisomem prateado que liderava o bando se levantou e ficando ereto e disse:

—Vocês foram os responsáveis por isso? — perguntou o lobisomem prateado com tom frio e mortal…

Os goblins estavam pálidos de medo, tremiam dos pés a cabeça, estavam tão apavorados que os três se abraçaram… Então os três ao mesmo se viraram e apontaram para trás onde estava o homem-máquina.

Os lobisomens inclinaram um pouco a cabeça para o lado e viram o homem-máquina vindo no meio das chamas na direção deles e então:

“Auuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!”

Todos os lobisomens uivaram e correram em direção ao robô e uma feroz batalha começou:

Uma onda de lobisomens correu em direção ao robô que por sua vez respondeu com misseis e um mar de fogo terminando de destruir o resto dos telhados que sobrara no quarteirão.

O homem-máquina explodia e incendiava tudo sem parar, as explosões aconteciam uma atrás da outra, tão poderosas que se pegasse em cheio não sobrava nada de lobisomem, mas mesmo quando não os acertava em cheio, lhes destroçava e os jogava longe…

Cada vez mais e mais lobisomens chegavam ali, o ataque não cessava, alguns mesmos mutilados e ardendo no meio das chamas tentavam alcançar o homem-máquina, que explodia tudo e a todos sem parar.

Os lobisomens feridos recuavam ou eram ajudados por outros por alguns poucos segundos e nesses poucos segundos seu fator cura já os havia regenerado e novamente se lançavam contra a máquina.

Poucos minutos depois de muitas explosoes, uivos, rosnados e latidos finalmente todos ouvem:

 “Tick”

 “Tick”

 “Tick”

Os misseis haviam acabado… Quando o lobisomem prateado que antes havia falado com os goblins uiva novamente:

“Auuuuuuuuuuuuu!!!”

E os lobisomens cessam o ataque… E em meio as chamas que ardiam a vários metros de altura, os lobisomens fazem um imenso círculo envolta do Homem-máquina, estavam sobre vigas de aços e colunas de concreto que havia sobrado da batalha.

Sobre duas patas o lobisomem prateado caminha lentamente sob o mar de chamas e segue em direção da máquina.

—Mano! O lulu vai assar! — disse Nº12 que acompanhava tudo com seus irmãos por detrás de uma chaminé.

—Cala-boca imbecil! Esses caras têm uma boa audição! — disse Nº13 bravo e sendo cutucado pelo Nº14 que fazia uma pergunta com gestos.

—Eles se regeneram rápido mano é por isso que eles aguentam serem explodidos e incinerados — disse Nº13 novamente.

—Maluco o rabo do lulu tá queimando! — sussurrou Nº12.

—Cala-boca e presta atenção, seja lá quem ganhar agente dá um jeito e volta para o prédio que estávamos! — disse Nº13 bravo.

O lobisomem prateado começa a correr no meio das chamas em direção do robô que abre a boca e lança um imenso jato de fogo que cobre o lobisomem por inteiro.

O fogo queima o lobisomem por inteiro, o fogo é tão forte e tão violento que seus ossos começam a ficar expostos enquanto protege o rosto das chamas com os seus poderosos braços, mas o lobisomem estava a poucos metros de seu alvo e continuava a dar um passo de cada vez em direção a criatura metálica.

O homem-máquina ainda tinha muito gás para seu lança-chamas, estava confiante que em breve só sobraria um pedaço de carvão.

O fogo já havia consumido toda cabeça do lobisomem prateado, que agora de prateado não tinha mais nada, nem pelo nem couro, só carne e ossos em chamas.

O fogo havia consumido todo seu crânio… Não via nem escutava mais nada, apenas sentia a insuportável dor que estava a cada instante mais e insuportável… Sentia seus ossos começando a serem carbonizados, a dor era inumana…

Mesmo sendo um poderoso lobisomem de uma linhagem importante de Licantropos ainda sim as chamas deste robô eram um desafio…

Quando finalmente sente encostar em algo! E com sua poderosa vontade e com o resto que sobrara de suas mãos e presas, agarra o braço e a cabeça do Homem-máquina e lhe dá uma mordida do pescoço até o tronco e puxa para trás! Estraçalhando o robô por completo… E depois uma última explosão:

“BOOOOOOOMMMMMMMMMMM!!!!!!!!!!!!!!!!”

A explosão havia sido tão forte que os goblins mesmo estando longe tiveram que se agarrar no rabo de um outro lobisomem para não caírem do prédio.

Se antes havia fogo e buracos nos prédios, agora estava bem pior a luta tinha acontecido no meio do quarteirão, agora havia só o resto de estruturas metálicas que brilhavam devido ao calor.

Quando o fogo começou a diminuir, o lobisomem estava na ponta de uma barra de ferro em brasa viva.

No lugar de sua cabeça havia apenas um crânio branco cheio de dentes e boa parte dos ossos e órgãos do seu corpo estavam a mostra…

O lobisomem olhou para a lua cheia que brilhava vivamente e uivou:

“Auuuuuuuuuu!!!!!”

***

—Dam e Zig estão ganhando tempo para nós! — disse Fleck.

—E o outro homem-máquina? — disse Coragem imaginando que a qualquer momento ele ia surgir explodindo tudo, quando veem uma série de explosões e por último uma grande explosão que fez tudo tremer.

“BOOOOOOOMMMMMMMMMM!!!!!”

—Assim num dá pra trabalha! — gritava Bim se levantando.

—Os arqueiros pegaram aquela coisa! — disse Fleck.

 —Abriu! — berrou Bim.

Os três entraram pela porta e desceram por uma escada de aço que levava a um grande salão no subterrâneo, do chão até o teto devia medir algo próximo de 20 metros de altura, a área dele devia ser de mais de 80 metros de comprimento por 20 de largura.

Tanto as paredes, o chão e o teto eram feitos de concreto, grandes arcos e colunas de metal prateado iam ao longo do salão dando suporte ao imenso peso que estava encima, lâmpadas brancas deixavam o ambiente ainda mais claro.

Na parede da esquerda havia centenas de caixas de madeira de todos os tamanhos, mesas e prateleiras cheias de livros e papéis, computadores antigos com fitas magnéticas rodando e muitos cristais.

Na parede da direita, dezenas de gaiolas, algumas cobertas por um lençol branco e outras descobertas, as descobertas haviam ferozes monstros rosnando e fazendo sons estranhos.

No centro absoluto do salão, entre as colunas de aço, havia um imenso círculo mágico, cabos grossos ligavam o círculo a computadores de tela verde e mais fitas magnéticas rodando.

Também ao redor do círculo e também conectado a cabos estavam 3 grandes cristais encima de suportes de metal negro, as suas cores eram: Azul, vermelho e amarelo.

—Já sabem o que fazer! — disse Fleck e os três se olharam e rapidamente cada um foi para um lado.

Os três recolhiam tudo que podia interessar, como nenhum dos três sabia o que seria útil, então pegavam tudo que parecia científico.

Poucos minutos depois, suas mochilas não cabiam mais nada, Bim e Fleck improvisaram vários sacos grandes com panos que cobriam as jaulas e agora podiam colocar coisas maiores como cristais medianos, fitas magnéticas, livros, pequenas máquinas, tubos de ensaios e etc.

Coragem vasculhava o lado direito vendo o que havia ali, haviam lobos, tigres, javalis, lobisomens, zumbis de humanos, orcs e outras criaturas que ele não conhecia, mas todos transformados em zumbis, quase no meio do salão encontra uma jaula com algo diferente… Algo quieto… E Coragem se aproximou.

 —UMA MULHER!!! — berrou Coragem.

Uma mulher de cabelos negros, pele branca estava deitada no chão da gaiola usando roupas de hospital.

—Fleck! Bim! Vem cá! Tem alguém aqui! — berrou de novo Coragem.

Fleck e Bim vieram correndo, Bim imediatamente começou a abrir a fechadura com suas ferramentas, quando finalmente abriu Fleck entrou na frente de todos e abriu a boca da mulher, revelando caninos pontiagudos.

—Eu sabia… Uma vampira… — disse Fleck.

—Nós não podemos deixá-la aqui! — disse Coragem.

—E quem disse que vamos deixar? Vampiras no mercado negro valem uma nota! Mas você vai carregar! — disse Fleck conferindo o que havia nas outras jaulas.

—Eu carrego, mas como vamos sair daqui? — perguntou Coragem.

—Acho que já sei… — disse o goblin olhando para cima enquanto sorria.

***

A rua agora estava lotada, os bombeiros tinham chegado a pouco com carruagens mágicas, eram mágicas pois andavam sozinhas, encima delas haviam vários barris com água, conectado a esses barris havia bombas manuais que eram bombeadas por zumbis bombeiros (zumbis vestidos de bombeiros), outros apontavam as mangueiras para os incêndios que agora consumia o prédio que Coragem estava e um pedaço do quarteirão onde os arqueiros estavam.

Vários policiais haviam chegado em suas carruagens, algumas carruagens eram longas e outras pequenas, com as carruagens fecharam os dois lados das ruas e ao redor de Zig e do cientista armaram barricadas onde apontavam suas enormes bestas para os dois.

Os policiais eram bem variados, mas essencialmente orcs e zumbis com fardas negras e azuis e capacetes negros, bestas, espadas e machados eram suas armas.

—Por favor policiais meu irmão só precisa de remédios e ele irá se acalmar! — berrava Dam para policiais que seguravam terríveis bestas apontados para Zig e o cientista.

—Não atirem, vamos dar o que ele quer — disse um homem loiro tragando um cigarro que acabara de chegar.

—E quem você pensa que é? — disse o chefe da polícia.

Sendo este último o orc mais alto, mais feio e mais intimidador dali, vestia uma farda negra com detalhes azuis e um quepe com as mesmas cores da farda.

—Governo central, divisão antiterrorismo — disse o homem mostrando um distintivo para o chefe da polícia.

O homem loiro, media 1,90 de altura, seus cabelos eram penteados para trás e sua aparência era invejável.

Vestia um terno negro ornado com detalhes dourados, mas o que mais chamava atenção era o seu andar e o seu olhar, era uma mistura de nobreza e arrogância…

—Sim senhor, como quiser! — disse o orc batendo continência — arranjem tudo que ele quiser! — berrou o orc.

—Dinheiro! Dinheiro! — começou Zig a gritar depois de ter ouvido a palavra mágica.

Enquanto os policias iam e vinham tentando providenciar o que o goblin louco exigia, o chão começou a tremer e todos na rua olham para os lados tentando entender o que acontecia, quando emerge do solo um imenso dragão rugindo:

 “Roooooooooooooooaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!!!!!!!!!

O dragão lançava fogo azulado por toda parte, media mais de 18 metros de altura, com duas imensas asas, repleto de espinhos e escamas azuladas e com goblins montados em sua costa.

 —Fleck! — gritou o homem de terno.

 —Se não é o meu vampiro favorito! — berrou Fleck de volta.

—Por que não desce deste dragão e conversamos sobre os velhos tempos?! — gritou o vampiro tentando se proteger do fogo que consumia tudo.

 —Até que gostaria, mas preciso colocar as crianças para dormir, digam olá crianças!

Então todos terminam de montar no dragão e levantam o dedo do meio para o vampiro.

 —Oras seus! — gritou o Vampiro.

 —Raia!!!!— gritou Fleck dando um forte cutucão no dragão o fazendo bater asas e cuspir fogo até desaparecer no céu.


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[Leiam BEYOND? O Denn finalizou a novel!]

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