Noite de Halloween, a aurora da coragem: Capítulo 08

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Noite de Halloween, a aurora da coragem: Capítulo 07
Noite de Halloween, a aurora da coragem: Capítulo 09

🌞 Ative o Modo Noturno 🌚

       

Autor: Allan | Revisão: Bessas


Á armas!

Quando Coragem acordou, estava novamente em sua oca.

—Aí minha cabeça— dizia Coragem pondo as mãos na cabeça.

—Que dor estranha… A última coisa que me lembro foi daquela escuridão… E depois a luz… E… Que roupas são essas?! E que marcas são essas?!

Coragem estava vestido com roupas que lembravam as do xamã e tatuagens tribais por todo o corpo.

—Como?! Quando?!— dizia Coragem pasmo e vendo que a sua volta havia goblins dormindo, tanto dentro da sua oca quanto fora, todos babando de tanto dormir.

Quando saiu da oca viu que praticamente toda a cidade estava jogada pelos cantos dormindo e garrafas de bebida por toda parte.

—Deve ter sido uma festa e tanto…— pensou enquanto apertava sua cabeça dolorida.

Lembrava parcialmente do que tinha visto com o xamã, sua cabeça ainda girava um pouco… Apenas se lembrava de algumas imagens, sabia o que tinha passado, mas os sentimentos que havia sentido com tanta força, já não se lembrava quase nada.

—Parece que devo ter tido uma amnesia… Ainda bem… Foi tudo tão intenso! Por hora vou fingir que nada aconteceu e seguir com a vida — disse para si mesmo escolhendo não pensar naquilo, pois por enquanto era muito para ele…

E olhando novamente para si mesmo, esfregou as tatuagens nos braços e para seu alívio saiam com um pouco de esforço… Passou a procurar na em sua oca suas roupas mas não encontrou nada… Mas encontrou seu dinheiro que estava debaixo do seu travesseiro onde tinha guardado.

—Vou aproveitar que Fleck e os demais estão dormindo, assim terei liberdade para descobrir mais sobre Halloween e comprar umas coisas… Principalmente roupas mais discretas…— disse olhando para si mesmo parecendo um índio todo tatuado.

Depois de ter saído do subterrâneo e receber vários olhares indiscretos e algumas risadas, correu para uma loja de roupas perto da praça.

A loja era por fora era muito parecida com todas as outras, uma vidraça e ao lado uma porta que levava ao interior da loja.

As paredes internas da loja eram cobertas com um papel de parede bege com pequenas flechas vermelhas, o balcão ficava na esquerda com uma caixa registradora, na direita os closets para experimentar as roupas e em todo resto cabides com roupas, caixas, chapéus e tudo mais relacionado a moda.

A vendedora era não falava, era muda e além de muda era bela e morta, visivelmente morta, seus cabelos eram loiros e os usava presos como coque, sua pele era palidamente pálida, os ossos do seu rosto eram um pouco fundos e seus olhos eram apáticos e sem vida… Mas ainda muito bela.

Usava um vestido vermelho muito elegante cheio de detalhes e babados, usava finas e discretas joias de ouro, algumas com pedras verdes.

Quando a vendedora o viu entrando, imediatamente o enxotou para fora com uma vassoura, pois pensou ser alguma espécie de selvagem ou algo do gênero, depois que Coragem mostrou sua pequena bolsa de dinheiro, o atendeu…

Tirou suas medidas e depois o dando para vestir:

-1 camisa branca com mangas abaloadas.

-1 colete.

-1 calça.

-1 cueca.

-1 par de sapatos.

-1 par de meias.

Depois de vestido e se sentindo bonitão, por algum motivo que ele mesmo não entendia através de mímica e sem falar nada pediu mais algumas roupas:

-4 camisas.

-1 colete.

-1 calça.

-6 cuecas.

-6 pares de meias.

Depois de tantas coisas compradas tinha medo de falar a verdade que sabia falar… E de alguma forma ofender ela… E ser devorado…

Já tinha visto os preços em uma tabela na parede, o preço de tudo que comprou deveria ficar em 5 moedas de ouro, a vendedora achando que falava com um selvagem analfabeto, pegou a bolsinha de moedas do menino e pegou seu próprio pagamento…

Coragem não reagiu, o medo de arranjar confusão com algo tão belo e morto falou mais alto…

Longe da loja vira que sobrará 20 moedas de ouro e 10 de prata… Sofreu por uns 10 minutos, até queria falar algo, mas ela parecia ser do tipo que resolvia os problemas com um olhar devastador (talvez por ser muda) e de certo modo a beleza da mulher morta o intimidava… Respirou fundo e vendo que não tinha jeito foi atrás de uma loja de armas.

Depois de andar alguns poucos minutos encontrou uma loja que também ficava envolta da praça.

Por fora era tão comum quanto as outras com a diferença que na vidraça se podia ver armas e armaduras.

Dentro parecia ser a loja do sonho para qualquer vilão, era repleta de coisas diabólicas e pontiagudas, machados, espadas, lanças, escudos, bestas, maças, rifles, pistolas, granadas e até uma metralhadora Coragem achou, mas tudo com um toque macabro, vilanesco e militar.

No fundo da loja atrás do balcão, estava o vendedor vestido uma armadura negra com chifres.

—O que precisa? — perguntou o cavaleiro em tom educado e cordial.

—É… Eu estava pensando em coisas para sobreviver…— disse Coragem olhando para cima pois o cavaleiro além de ser grande o menino era pequeno…

—Que tipo coisa pretende fazer? — disse o cavaleiro se apoiando no balcão e olhando para baixo.

Quando o cavaleiro se curvou Coragem pode ver milhões de insetos andando dentro do elmo da armadura… E se segurou para não sair correndo de medo.

—…Eu não entendo muita coisa… Eu sou novo na cidade e não entendo muito de aventuras…— balbuciou Coragem dando dois passos para trás com os olhos arregalados.

—Entendo… Você é um desses novos aliados…— disse o cavaleiro coçando o queixo.

—Sou? É claro que sou! E como está a situação? — pensou rapidamente.

O cavaleiro parou por um instante e olhou bem, coçou o queixo por baixo do elmo e o continuou ao olhar, mas como não conseguia saber o que estava a sua frente pressupôs que realmente fosse de fora de Halloween.

—A guerra por “JóiaVerde” não está fácil… Os Brilhosos e os Verdes não são inimigos fáceis, os Lordes estão cuidando pessoalmente do assunto — disse o cavaleiro com um pouco de pesar e continuou:

—Era uma questão de tempo encontrar um inimigo a altura em algum destes portais…

Coragem novamente arregalou os olhos e ficou paralisado olhando para o cavaleiro, o menino ficou intrigado com algo, mas não sabia o que era, era como se algo lhe escapasse… Mas rapidamente deixou passar essa sensação ao perceber que tinha um cavaleiro de insetos na sua frente…

—Tem vindo coisas valiosas de Terra Verde? — perguntou Coragem se recompondo.

—No momento só o que foi anunciado antes: Elementais, alguns outros tipos de espíritos da natureza simples, cristais de energia, minerais comuns, madeira, espécimes e mais espécimes de todos os tipos… Mas me parece que estão se aproximando do núcleo de Joia verde, logo terão acesso aos reis elementais e aos grandes espíritos da Natureza…Claro… Se os Brilhosos não chegarem antes… — disse o cavaleiro com os olhos ardendo em chamas.

—Se você for para Terra Verde precisará de equipamentos de alto grau e um alto grau de habilidade, os Brilhosos e os nativos de Joia Verde não são brincadeira… Agora se for para missões mais tranquilas, posso lhe mostrar equipamentos mais modestos e baratos… — disse o cavaleiro medindo Coragem com o olhar e depois colocando um sexto encima do balcão e se pondo a andar pela loja.

—Por que vocês usam espadas se tem armas de fogo? Não é mais simples matar de longe? — perguntou Coragem confuso.

—Até seria se não houvesse a questão “magia…” — respondeu o vendedor olhando a lâmina de uma espada de ponta quadrada.

—Como assim? — perguntou cheio de curiosidade.

—Depende… Tudo depende… Depende do calibre da arma, depende da habilidade do pistoleiro, depende da armadura, depende se a armadura ou a arma tem encantamentos, depende vários fatores, caso você use um revólver simples de grau 1 já é mais que suficiente para derrubar um cavaleiro de armadura pesada de grau 0, agora se esse mesmo cavaleiro usasse uma armadura de grau 1, seria um empate, então a batalha seria decidida através de outros fatores como, nível de habilidade, nível de magia, astucia, outros itens, experiência e etc…

—O senhor ficou sabendo de uma emboscada goblin a umas carroças de mercadores?

—Sim por que? — respondeu o cavaleiro olhando para um machado enorme e para Coragem e depois balançado a cabeça em negação e continuando a vasculhar as prateleiras.

—O senhor acha que os arcos deles eram encantados? Pois se não, porque não usariam armas de fogo em vez de simples arcos? — perguntava Coragem cheio de dúvidas.

—Bem… Pode ser várias coisas… As vezes o arqueiro já tem uma habilidade boa com o arco e não precisa de arcos encantados, ele pode muito bem energizar o arco e a flecha sozinho, ou ter usado flechas encantadas que no caso também faria um estrago maior que uma simples flecha… A sua segunda pergunta meu rapaz é mais simples ainda de responder, armas não são tão baratas… É mais simples você pegar centenas e centenas de goblins e treinar eles com habilidades básicas de energia e os dar alguns arcos e flechas… E quem sabe de 100 talvez 10 consigam aprender o básico do básico de magia…— respondeu o vendedor voltando para o balcão com cesta cheia de coisas.

Coragem estava cheio de perguntas, mas não quis perguntar mais nada, pois achava que a sua ignorância ia levantar muitas suspeitas, depois de mais um pouco de conversa Coragem achou que deveria levar:

– 1 mochila mediana.

– 1 bolsa tática (uma pochete que se usa atrás.)

– 1 par de botas aprova de água.

– 7 pares de meias também aprova d’água.

-1 poção de cura grau 1

Só até aí lhe custou 3 moedas de ouro, também queria muito uma colt que tinha ficado encantado quando a viu, mas descobriu que custava 35 moedas de ouro… E ainda não era tão rico quanto gostaria de ser…

Continuava as compras pelo que fosse mais barato e achasse indispensável a sobrevivência comprando também:

-1 manto negro com capuz (que escondia um pouco do rosto)

-1 pequena espada com bainha (Que o vendedor lhe assegurou várias vezes que era uma espada mesmo não um punhal vendido como espada)

– 25 facas de arremesso (pois estava em promoção)

Um fato que Coragem tinha comprovado com a história dos “Brilhantes” é que Halloween era um mundo militarizado, lojas com equipamentos militares eram bem comuns, as roupas do necromante, as de Fleck e de alguns outros que viu andando pela cidade, tinham aspecto militar, mesmo a armadura que o cavaleiro usava sendo de aço negro, lembrava o mundo militar, não um mundo antigo, mas um mundo moderno, parecia que tudo ali tinha sido refeito de um jeito moderno e militar.

Coragem também tinha a impressão que as lojas com itens militares eram comuns (só em Ovelha Caolha tinha 6) os preços não eram caros… Achava que por comprar produtos para sobrevivência e combate que usaria contra monstros não estavam caros… (apesar de achar caro) Mas os preços só eram baixos pois o mundo de Halloween era um mundo militarizado, ou seja, objetos militares eram itens comuns.

Finalizando as compras comprou 1 par de manoplas, pois o dinheiro não dava para comprar uma armadura leve… As manoplas eram um item comum entre os guerreiros e os civis neste mundo assegurou o vendedor, aqueles que não eram guerreiros o usavam com o valor estético, o que diferenciava era a função, o menino havia escolhido uma que estava esquecida debaixo de uma pilha de livros e papiros socados em uma prateleira, a manopla era um objeto de grau 1, o vendedor lhe vendeu por 5 moedas de ouro como prêmio por ter encontrado junto da manopla um papiro que não encontrava a 3 anos, o que foi ótimo para Coragem, pois uma manopla de grau 1 custava quase 70 moedas de ouro!

A conta no final ficou em 10 moedas de ouro, que pagou com dor no coração vendo seu dinheiro indo embora… Não perdendo tempo, equipou todos os itens novos e o restante inclusive as outras roupas que antes tinha comprado, guardou dentro da mochila que acomodou tudo com folga.

Após sair da loja de armas Coragem ficou incomodado com a conversa… Parecia que algo tinha lhe escapado algo… Quando:

—Mas é claro!!! Se existem portais que levam os fedidos daqui para outros mundos, deve haver um meio para que eu chegue a um mundo humano!!!— disse alegremente dando saltos no ar.

— Agora só preciso investigar mais sobre o assunto!!! — saltava de felicidade imaginando poder ir embora dali.

Pensando nisso teve a ideia de procurar uma livraria, pois tinha medo de perguntar para os monstros e estes suspeitarem de algo…  Após procurar bastante pela cidade e perceber que haviam várias outras lojas com coisas que ele não conhecia e que antes, por estar com tanto medo e pressa não tinha percebido por exemplo:

Havia uma loja de plantas vivas que se moviam e assustavam os clientes e depois riam, Coragem achava que pudessem ser carnívoras, pois tinham dentes, os seus formatos e cores eram bem variados, quando não tinham clientes pareciam ficar contando piadas umas para as outras através de mímica e depois riam, mas quando o dono da loja aparecia este sendo um Orc enorme segurando um porrete elas ficavam quietas e se comportavam.

Uma outra loja que encontrou foi uma de animais, todos os bichos estavam dentro de jaulas dentro da loja e alguns na calçada, era uma barulheira enorme, de tudo um pouco ali parecia haver, alguns destes animais eram mais incomuns que os de Halloween, pois estes tinham cores vibrantes ou cores como azul-claro, ou rosa, nesta loja de animais Coragem deduzi-o que estes animais fossem de outros mundos… O menino sentiu que se fosse ali ia sentir muita tristeza então nem se aproximou muito.

Também haviam muitos restaurantes mas também preferiu não conhecer com medo que visse algo horrível…

Encontrou muitas outras coisas, mas estas Coragem não entendia o que se tratava e tinha medo de se aproximar e perguntar, já que alguns vendedores além de terem uma aparência pavorosa tinham também um algo invisível, um algo que sentia que devia se afastar, não sabia o que era, apenas sentia medo e sabia que tinha que ficar longe… E longe ficava… Deste modo focou em encontrar uma biblioteca ou algo que lhe desse alguma fonte de informações sobre aquele mundo, queria muito se aventurar e conhecer mais sobre aquele mundo, mas… Melhor seria ter prudência…

Ao andar um pouco encontrou um pequeno goblin de boina cinza e roupas comuns vendendo jornal por 5 peças de cobre, Coragem até ia comprar quando viu um velho monstro de rabo, chifres e roupas elegantes jogar um jornal no lixo a poucos metros dali, então o menino correu e pegou um para ler.

No jornal havia todo que tipo de notícia e fotografias horripilantes, havia notícias de economia, esportes, moda, notícias da própria cidade, da capital e notícias das guerras.

— O que! Halloween não está só em guerra com uma só naçao! Mas sim com outras duas! — disse o menino que agora se sentava na beirada de uma calçada menos movimentada para ler.

— Mas parece que Halloween só está tendo dificuldades na “campanha por Joia verde”, os outros dois frontes “Cumes de gelo” e o fronte da “Nação de sangue” eles estão quase vencendo… Parece que os valentoes encontram alguém mais valente que eles…

— Mas olha só! Existem carros nesse mundo!!! Olha que legal! Mas, por que aqui não tem?

Depois de ler mais um pouco o jornal e agora ter outras milhares de perguntas o menino jogou o jornal fora e passou a procurar uma livraria pela cidade e depois de muito andar, encontrou uma caindo aos pedaços que ficava em uma rua mais ao norte da cidade, bem afastado do centro, que a propósito era a única livraria da cidade.

A loja em si era muito velha em comparação com as outras lojas da cidade, por dentro era enorme, muito maior por dentro do que por fora, muito mesmo, montanhas e mais montanhas de livros, tantos livros que Coragem poderia escalar cair e se perder de tantos livros.

O vendedor era um fantasma de barbas longas, tinha aparência humana, falava muito de muitas coisas, sabia muito de praticamente tudo, só que não respondia nenhuma pergunta de Coragem… Talvez ele (o menino) fosse desinteressante…

E por si só tinha que achar o que precisava, após escalar as pilhas e morros de livros e abrir caminho entre eles e conferir título por título e levar várias horas, encontrou alguns que poderiam ser úteis:

– “A história de Halloween – Escrito por Kappa vida-longa”

– “A Criação de Halloween, uma visão mítica – Kappa Vida longa”

– “Conhecendo Halloween sem medo de ser esquartejado – Kevin Straus”

– “A magia em Halloween, um guia para iniciantes – Vaduz o Pomposo”

Mesmo procurando muito, não encontrou nenhuma informação sobre humanos ou portais e quando viu que era quase de noite voltou para o hotel.


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