KING: Capitulo 17: A vila de um Senhor de Escravos

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KING: Capitulo 16: Saindo da floresta
KING: Capitulo 18: Sinais de Guerra
Em um instante eu estava dentro de uma sala fechada, nessa sala havia outros jovens e alguns adultos e também havia um velho. todos eles também tinham os colares em seus pescoços, entre os jovens havia 5 garotas, todas elas olhavam para as pessoas atrás de min como se essas pessoas fossem demônios.
Eu fui empurrado para o quanto, enquanto um velho em roupas coloridas chegou ao meio da sala, ele deu uma olhada em todas as pessoas dessa sala e disse:
” Não criem esperanças vocês são escravos agora, não importa quem foram antes de serem trazidos ate min, Obedeçam ou sofram as consequências. Agora removam sua roupas!”
Eu vi alguns pessoas hesitando em obedecer ao homem, eu simplesmente comecei a remove a minha roupa. Vendo que alguns ainda hesitavam, principalmente as garotas, o homem mostrou um pequeno pedaço de madeira que havia uma runa escrito nele, quando ele injetou energia nesse pedaço de madeira, eu sentir meu todos os meu nervos sendo esmagados. como se alguém tivesse tentado tirar a pele dos meus ossos.
“E isso que acontece se vocês desobedecerem, agora vocês irão obedecer ou preferem sentir mais dor?”
Meu corpo ainda doía, mas eu olhei ao redor, e todos os que tinham o colar na sala estavam na mesma merda que eu. Eu lembrei de um ditado que eu aprendi quando era jovem no outro mundo, e aplicando ele aqui eu posso passar por isso de forma mais suave, esse ditado diz o seguintes. “Prego que se destaca é martelado.” Parece simples, mas pode ajudar.
Depois disso todos removeram as roupas, o velho de roupas coloridas olhou cuidadosamente todos os corpos, mostrando um interesse superficial nas garotas, mas os guardas mostravam uma expressão excitada. Logo o velho acenou para um dos guardas que trouxeram vários sacos com roupas e jogaram um para cada escravo.
” Vistam essas roupas, daqui vocês irão encontrar seu novo senhor.”
Poucos momentos depois, todos estávamos vestidos com um manto cinza, e fomos colocado em uma carruagem.
XXX
A viagem de carruagem demorou 2 semanas, onde passamos por varias cidades muradas, sempre que anoitecia nos éramos escoltados para dentro de algumas dessas cidades, onde não foi permitido que nós comunicássemos com ninguém, nem mesmo entre nós. Nos primeiros dias eu ouvir rugidos de bestas do lado de fora das muralhas e também passei por algumas vilas destruídas, no quarto dia de viagem eu vi de longe uma cidade pegando fogo, eu observei o guarda tremer com essa visão e açoitar os cavalos buscando mais velocidade.
No fim a viagem nos levou ate uma pequena vila murada dentro da cidade você podia ver muitos guardas e muitos escravos com colar em volta do pescoço, algum desses escravos estavam treinando combates, e alguns carregavam pedras.
XXX
Ser um escravo aqui não parece tão ruim, em nenhum momento nos fomos castigados sem que alguém do grupo fizesse besteira, nos fomos alimentados, é mesmo que fosse a pior sopa que eu já tomei na vida era melhor do quer ficar com fome, mesmo os escravos dentro dessa vila não parecem ser maltratados, os escravos que estava treinando possuíam corpos bem tonificados.
Depois de certo tempo a carruagem parou, todos nos descemos, na nossa frente um velho que parecia possuir uma idade já avançada olhou para os nossos corpos e conversou com o guarda.
“Baichi só conseguiu esses? Naquela região depois do ataque das bestas deveria haver inúmeros refugiados, deveria ser fácil ter comprado a liberdade de duas centenas de pessoas”
“Sim Venerável! Baichi mandou informa-lo que um dos lordes regionais acolheu a maioria dos refugiados e que o nosso concorrente também teve as aquisições prejudicadas.”
“Desculpas e mais desculpas eu deveria mandar açoita-lo, por mostrar resultados tão ruins.”
“Venerável como pedido de desculpas, Baichi mandou entrega-lo isso.” disse o guarda tirando uma pele verde muito familiar para min de dentro da bolsa e entregando ao velho.
“Oh! A pele da Serpente do Submundo, Baichi conseguiu algo bom dessa vez! Diga a Baichi que ele tem duas semanas para me enviar uma centena de escravos ou eu irei arrancar a pele dele.”
“Sim Venerável!”
“Guardas coloquem os escravos machos para ajudar na reparação da muralha, as fêmeas envie as para a Casa Yindao.”
“Sim Venerável!” disse dois guardas que começou a nos separar como se fôssemos animais.
” Você leve isto ate Casa das Tecelãs, e mande que me façam uma túnica com essa pele.”
“Sim Venerável!”
XXX
No final ajudar a repara as muralhas era na verdade carregar pedras ate a parte da muralha destruída, dezenas de outros escravos mais velhos faziam o serviço de assentamento das pedras. Aqui em meio ao trabalho era possível ouvir sussurros entre os escravos, uma grande parte dessas conversas no entanto era destinada a desencorajar os novos escravos a tentar escapar entre outros conselhos do que não fazer, falar em voz alta era estritamente proibido em que desrespeitasse isso podia ate ser morto, e também para tudo era preciso pedir permissão, fazer coisas sem permissão era um tabu para escravos.
Algumas dessa conversas no entanto era sobre o ataque que quebrou parte dessa muralha, aparentemente foi uma besta que fez isso, mas em sussurros quase inaudíveis, eu ouvir que esse ataque foi tramado por um grupo rival.
A noite caiu, mas o trabalho continuou ate que a muralha estivesse reparada, muitos guardas estavam de guarda como se esperassem o próximo ataque, depois do trabalho na muralha nos fomos levados ate um galpão muito grande, lá nos foi dito para pegar um cobertor e escolher um quanto para ficarmos, esse chão era nossa cama.
Os dia aqui passavam rápido e exceto o fluxo de escravos chegando, e nenhum deles saindo, nada de muito anormal acontecia. Nesses dias eu tive que começar a treinar lutas com os outros escravos, e apesar de lutar constantemente os escravos mais velhos desencorajavam os mais jovens a cultivar, apesar deles dizerem isso, muitos poucos deram ouvidos.
XXX
Wang Ba era o escravo mais forte, durante o treino ele derrotava ate 10 escravos de uma vez, pelo os sussurros dos mais velhos, eu fiquei sabendo que ele estava cultivando feito um louco, e que ate mesmo o Venerável já tinha posto os olhos nele. Como se os velhos já estivesse previsto isso alguns dias depois Wang ba apareceu sem sua coleira de escravo, ele estava vestido como um guarda e apesar de esta um pouco pálido, eu não pude ver nada de anormal nele, mas os velhos olhavam para o Wang ba com olhares de pena. Até eu que não sou muito esperto pude perceber que algo estava estranho, eu olhei para os outros guardas e pensei, se todos os guardas eram antigos escravos por que eles não tinham coleira, e já que não a tinham, por que não fugiam daqui. Apesar dos guardas terem suas vantagens, ser livre e entrar em alguma cidade como cidadão deve ser bem melhor do que isso aqui, mas aqui estava Wang ba com a mesma atitude de quando era escravo e pelo os olhares dos velhos o que aconteceu com ele e bem pior do que essa coleira.
Vai completar um mês aqui, já havia tanto escravos que o grande galpão que estava vazio quando eu cheguei, hoje não tem espaço para deitar direito e os outros dois galpões também estão na mesma situação.
Logo um aviso foi emitido e todos os escravos ficaram preparados, ao que parece esse Venerável vendeu uma certa quantidade de escravos, e tudo que faltava era entregar esses escravos, os comerciantes rivais tentaram atrair o Venerável e seus guardas para fora e assim destruir essa vila, para que o ele não possa entregar o que foi vendido, mas o Venerável aguentou as provocações pacientemente, e o hoje vai completar seu lado da negociação.
O venerável usava uma túnica de pele esverdeada, e ordenava os guardas em sua posições, pela quantidade de escravos a maioria de nos seguíamos a pé atrás das carruagens, era começo da noite quando chegamos próximo a rio largo que continha algumas balsas de madeira. Todos nos subimos nas balsas exceto o Venerável e seus guardas.
[Contextualizando: Quando a cultivação de um servo ou escravo se aproxima do Rank Bronze as Coleiras de escravidão se tornam menos eficazes, isso por que o cultivador pode usar a própria energia espiritual para proteger sua vontade e se recusar a seguir as ordens, depois de entrar no Rank Bronze ele pode diretamente arrancar a coleira sem nenhum problema. Para evitar que isso aconteça e necessário que o servo ou escravo se submeta a um contrato runico de obediência, com esse contrato não importa em qual rank de cultivo o indivíduo esteja ele será obrigado a seguir os termos acordados no contrato, ou a penalidade de destruir a vida do servo ou escravo será ativada. Geralmente esses contratos são feitos para que o servo ou escravo sirva a família do mestre, assim seus filhos herdarão o controle dos servos ou escravos. O contrato runico consome energia do servo e do mestre para ser fixado, é não pode ser feito mais de uma vez entre os mesmos indivíduos, por isso traficantes de escravos procuram pessoas abaixo do Rank Bronze para que eles possam comercializa-las.]
[Contextualizando: A Casa Yindao é uma espécie de cortiço para as cativas, ali são treinadas as escravas sexuais, e onde os guardas com boas contribuições podiam aliviar a “solidão”.]
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