▲H.A.D.E.S: Capítulo 52

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▲H.A.D.E.S: Capítulo 51

Rank C

Os números de monstros não diminuíam e estávamos em um ponto que mesmo a seiva já não estava recuperado completamente a nossa estamina, poções de cura já tinham acabado. Mesmo os Elfos estavam no limite e todos estávamos recuando pouco a pouco. O povo Arvore era o único que ainda persistia, mas mesmo com a sua resistência e força superior eles estavam tombando.

Graças ao meu treino eu aprendi a controlar um pouco a habilidade de fortalecimento da pele e criei algo que eu chamei de armadura de carbono, basicamente eu fortalecia partes do meu corpo deixando as articulações livres. Atualmente eu conseguia manter o tronco e meus braços nesse estado, o que já era o suficiente para me defender dos ataques chicoteados dos Octodios, o que me deixava economizar poder mental e usar apenas em momentos chaves ao invés de manter uma barreira ativa o tempo inteiro.

Galdus: …O nosso mundo foi e sempre será protegido por aqueles que conhecem seu dever e tem a coragem de fazê-lo. Façamos daqueles que já se foram o nosso exemplo e não recuemos diante da guerra.

Anões: Huaaahhaaa!!!1

Eu me espantei como discurso repentino de Galdus e olhei em sua direção e vi as constas dele e de outros Anões avançado contra os monstros, mas não foi somente eu que fiquei surpreso com isso os Elfos também pareciam não entender as ações deles.

Eles tinham boa coordenação lutando juntos, mas o cansaço e as feridas que se acumulavam estavam acabando com eles. Alguns dos Aracdios pulou para trás deles e cercou o grupo no meio, a fumaça jogada ajudou para que eles não fossem  paralisados imediatamente, mas muitos sucumbiram aos ataques.

Depois de algum tempo de hesitação eu resolvi ajudar, assumindo a luta contra os aracdios da retaguarda, mas depois que viram que o poder de paralisação não funcionava em mim eles recuaram e os octodios subitamente começaram a convergir pra cima dos Anões, mas graças as minhas ações anteriores eles tinham um caminho estreito por onde recuar.

Todas as outras raças recuaram enquanto a maioria dos  Anões era massacrados. Eu e os Elfos estávamos recuando, na verdade não dava para chamar de recuo na verdade estávamos fugindo. Apenas o povo Arvore ficava para traz usando seus corpos como barreiras para parar momentaneamente o avanço dos monstros. Eu nunca tive tanto medo de morrer como hoje.

Depois de algum tempo recuando, recebi uma mensagem:

[Alerta! Um monstro Rank C apareceu. Missão de emergência detenha o Rank C. Todas as Equipes devem colaborar, fugir acarretará em punição.]

Todos ficaram hesitantes com a mensagem e logo um barulho alto de bater de asas foi ouvido…. O monstro rank C era uma espécie voadora.

O rank C era como um inseto gigante voando sobre as nossas cabeças, os Elfos foram os primeiros a reagir atirando flechas, mas nem todas atingiram o monstro dado o qual alto ele estava. O monstro revidou aos ataques quase de imediato secretando de seu corpo o que parecia ser uma chuva de acido.

O acido não era muito corrosivo, mas causava queimaduras dolorosas mesmo em contato com a armadura de carbono, eu abrir uma barreira de psicocinese e agradeci internamente a minha decisão de ter poupado poder mental ate agora. Os outros buscaram a cobertura que os corpos  do povo árvore fazia para não ser acertado diretamente. Eu sentir falta da minha M4 e ao mesmo tempo fiquei furioso porque lembrei do traidor.

Eu não sabia o que fazer, o monstro estava muito alto para atacar, mas os Elfos não estavam quietos, eles pareciam esta se comunicando com o povo arvore de alguma forma, digo isso porque momentos depois surgiu uma forma improvisada de ataque. Como homens balas os Elfos foram atirados para o Céu pelo povo arvore, enquanto eu duvidava se teria coragem para fazer o mesmo, alguns deles apontaram para mim enquanto falavam e guiava minha visão para os ainda ativos Octodios e Aracdios, ao que parece ele queria que eu e o restante segurasse os monstros em terra enquanto lidavam com o rank C.

Enquanto perguntava ao guia se isso não seria como fuga da batalha, não obtive nenhuma resposta, mas quando pensei mais um pouco percebi que esse monstro provavelmente iria cair do Céu antes de morrer, apesar de fortes eu duvidava que eles pudessem mata-lo enquanto ainda estivesse no ar, então decidir que eu iria lutar contra os monstros em terra e quando aquela coisa caísse eu iria voltar para lutar contra aquilo.

Essa batalha em terra me custou as minhas ultima poções que eu havia escondido apenas para um momento de vida ou morte, e em determinado momento o monstro rank C finalmente caiu, e sobre ele estava um ser que parecia ser uma mulher verde com asas, com o aparecimento dessa mulher o povo arvore que parecia no limite, se levantou com uma vitalidade assustadora e os octodios e aracdios começaram a ser varridos, eu aproveitei essa chance para recuar e acertar pelo menos um golpe de machado antes que a mulher verde destruísse de vez o rankC.

Os Anões que estavam por perto a chamaram de Ninfa quando a viram. Pouco depois disso ela avançou até a fenda e a fechou e os monstros restantes estavam sendo cuidados pelo povo arvore que parecia ter entrando em modo Beserk com a chegada da Ninfa.

Olhando de perto o rank C era gigante passava dos 50 metros tranquilamente, se fosse na terra essa coisa seria precisaria ser abatida por um Raptor. Com esse pensamento eu me tranquilizei afinal não falta caças de combate na terra.

Um pouco adiante eu vi o Galdus que milagrosamente sobreviveu, e agora respirava com dificuldade enquanto uma quantidade insana de sangue saia de suas feridas, mas logo em seguida fomos mandado de volta para o terceiro andar próximo a entrada da arvore da área segura e ele comprou uma porção de cura para si e para os outros poucos sobreviventes de sua raça.

Lana e Cecilia já estavam aqui e não tinha motivo para me apresar então fui até Galdus para conversar enquanto os Elfos faziam fila para pegar a recompensa.

– Galdus talvez seja um pergunta indelicada, mas porque vocês estão lutando ate a morte aqui? Você não deveria poupar seu povo o máximo possível, para lutar pelo seu planeta quando for a hora?

Galdus: No começo pensávamos assim,  lutávamos na Dugeon apenas para o nosso próprio benefício, mas tudo mudou na primeira invasão que sofremos.

Antes da Dugeon aparecer nos não eramos uma especie acostumada com a guerra ou versados em combate, eramos artesãos que viviam em paz e aqueles que se interessaram pela Dugeon quando ela apareceu estavam em busca de novas matérias primas e conhecimento, achávamos que podíamos nos defender e não buscávamos o combate ativamente. Então quando a primeira invasão ocorreu não tínhamos um Rei de Dugeon ainda e aqueles foram 30 ciclos de um inferno inimaginável que dizimou 1/2 do nosso povo. Depois disso todos os Anões resolveram lutar contra esses monstros e nunca recuar, não importa o local onde lutamos se morremos, morreremos em combate como corajosos Anões.

E por isso que você deve se tornar o Rei de Dugeon de seu planeta, pois apenas um Rei pode fechar uma fenda.

– Eu entendo.

Apesar de ainda achar que se pudemos usar nossos exércitos aqueles monstros não serão páreo para nós.

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