Zero’s Mahoutsukai no Gakusei: Capítulo 8 – Uma Grande Missão!

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Autor:Rebellion

Revisor:Rebellion


Stephanie já havia percebido que havia algo de estranho comigo, ela queria saber o que era, mas eu não podia contar, poderia causar uma confusão já que Zero’s eram inimigos naturais dos magos da antiguidade. Penso por um tempo, dou um leve suspiro e explico com a cara mais série que eu conseguia fazer.

 

— Na realidade, eu sou um Vampiro! — Dou ênfase na palavra “Vampiro”, para causar mais impacto.

 

Ela me olha séria por um tempo, parecia mais que ela estava viajando em uma dimensão paralela com a mente. Quando ela finalmente volta para a realidade, Stephanie aponta para mim e retruca o que eu disse.

 

— Não tem como você ser um vampiro! Aqui na escola tem vampiros e eles não se parecem com você! — Sua voz estava alta, mas não tanto para ser um grito.

 

Minha mentira não havia dado certo, eu estava ficando sem saída, não queria dizer a verdade, mas também não gostava de mentir… o tempo todo. Tinha que achar uma forma de sair daquela enrascada. A garota se aproxima de mim e segura a gravata do meu uniforme.

 

— é melhor você contar logo o que você é! Se não irei te queimar vivo! — Ela estava irritada.

 

— Ma… Mas por que você quer tanto saber o que eu sou? O que vai mudar na sua vida? — Pergunto tentando enrolar o assunto.

 

— É estranho alguém não contar o que é de verdade nessa escola, mesmo os maiores monstros contam o que são quando entram, não tem motivos esconder isso em uma escola de magia, a não ser que você seja algum ser do Continente Amaldiçoado e esteja tentando acabar com a escola! Você é um deles? — Ela aproxima seu rosto de mim, me olhando de baixo para cima fixamente em meus olhos com aquele rosto que demonstrava raiva e desconfiança.

 

O Continente Amaldiçoado era um continente que existia ao Oeste do Continente Mágico, os seres que vivem lá são em sua grande maioria, demônios, que seriam seres mágicos que não aceitam os meios convencionais de magia e que são contra todos do Continente Mágico. O Continente Mágico tem um nome, Autrasseria o nome, mas quase ninguém o chama assim, esse foi o primeiro continente criado no Mundo Mágico pelo Rei lich. Bem, foi isso que Sarah havia me explicado no treinamento.

 

— Algumas pessoas podem ter seus motivos para não dizer! E eu não sou um deles! — Eu estava ficando nervoso pela pressão.

 

Quando eu penso em contar, Hattori aparece e interfere na nossa “conversa”.

 

— Hey, Endo, como vai? — Ela estava com um sorriso resplandecente no rosto enquanto segurava alguns livros.

 

— HATTORI! — Corro em direção a ela com um sorriso de alivio no rosto, coloco minha mão no ombro dela, virando ela e eu para o outro lado. — Esses livros devem estar pesados, que tal uma ajudinha!

 

Pegos os livros dela e partimos seguindo em silêncio por um tempo, ignorando a Stephanie, que estava fervendo de raiva.

 

— VOCÊ AINDA IRÁ ME CONTAR! — Ela grita.

 

Depois que eu e Hattori viramos pelo corredor, eu me solto do ombro dela e respiro aliviado.

 

— Ainda bem que você apareceu! — Agradeço a ela.

 

— O que estava acontecendo? — Ela pergunta inocentemente.

 

— A Stephanie percebeu que eu posso absorver magia e suspeita que eu não seja um humano normal, não sei se seria bom eu contar que sou um Zero’s… — Respondo querendo ajuda no que fazer.

 

— Bem, acho que mesmo se você contar, ela não vai nem acreditar, além disso, o diretor não havia falado que era pra manter segredo? — Hattori pergunta.

 

— Ele disse? Não lembro…Em fim, de qualquer maneira acho melhor não contar, vou tentar manter o máximo de sigilo quanto a isso! — Respondo motivado

— Sua memória é de passarinho? — Hattori gesticula baixinho. Eu não consigo escutar muito bem e fico fitando ela, até que ela percebe eu a observando. — Na- Nada não! — Ela dá uma risada forçada.

 

 

Depois que bate o sinal, eu fico receoso em entrar na sala, Stephanie deveria estar extremamente brava por eu ter fugido e não contado o meu segredo, mas eu ainda tinha a minha honra! Não podia fugir para sempre, nem deixar de participar da aula. Entro na sala com o peito estufado e observo todos na sala, Stephanie estava com a cabeça apoiada na mão, quando ela me vê, seus olhos se arregalam, porém ela não faz nada e rapidamente olha para o lado, me ignorando.

 

— Ainda bem! — Suspiro novamente, mas dessa vez era por ela não estar gritando mais.

Depois de todos se ajeitarem em suas carteiras, Sarah entra na sala trazendo vários pergaminhos fechados. Ela chama a representante de classe para entregar os pergaminhos para todos, enquanto ela explicava o que ia acontecer. Sarah então pega um giz e começa a escrever na lousa.

 

— Hoje começa os testes! Vocês já devem saber disso, eu sei que é chato ter esses testes, mas são necessários! — Depois dela escrever “Testes” na lousa e dar a notícia da qual me faz tremer, ela se vira para a sala em silêncio.

 

Demora uns segundos para os alunos processarem a informação, mas quando terminam, todos comemoram, os testes haviam começado e isso não era algo ruim! Muitos testes nessa escola consistiam em missões no Mundo Mágico, desde lutas a ajudar vilas no Continente Mágico, mas claro que ainda havia aqueles testes escritos, além de testes de magia e criação de poções dentro da escola.

 

A representante de classe distribuía os pergaminhos de mesa em mesa, no pergaminho havia informações da missão, desde o que tinha que ser feito, quantas pessoas precisavam para a missão, até o quanto que receberíamos por completa-las. A missão que eu acabo pegando é uma de ajudar alguns fazendeiros a espantar Coelhos-Cyclopes de suas plantações, essa missão não parecia muito legal, mas parecia fácil. Fico com uma confusão de pensamentos em minha mente. De repente algumas pessoas começam a gritar falando “AAH! A HERDEIRA DA FÊNIX CONSEGUIU UMA MISSÃO RANK S!”.

 

Olho para Stephanie rapidamente, que estava rodeada de pessoas em sua volta, todas a parabenizando por ter pego uma missão com o nível mais difícil que tinha na escola, penso que ela estaria feliz por isso, mas quando algumas pessoas se movem e eu consigo ver seu rosto, ela estava com um rosto assustado enquanto segurava o papel, uma mistura de poker-face com um rosto assombrado. Depois de pensar por um tempo, me levanto e vou até ela, todas as pessoas abrem caminho para eu passar, me sentia um rei! Coloco a mão na mesa dela e pergunto.

 

— Você pode fazer um grupo de até quantas pessoas? — Eu estava com uma expressão séria, porém gentil.

— De… até 4 pessoas… — Ela responde, engolindo seco.

 

Dou um leve suspiro.

 

— Me coloque no seu grupo, vou te ajudar… — Respondo, olhando para cima, pensando se iriamos precisar de mais gente. — Mas acho que vamos precisar de mais uma pessoa…

 

Seus olhos brilham de alívio por não ter que fazer aquela missão sozinha, aposto que se fossemos mais próximos, ela iria me abraçar! Sonia se levanta de sua carteira, bruscamente; normalmente mal dava para perceber que ela estava na sala, já que ela não conversava muito. Ela se aproxima de nós e também se propões a ajudar.

 

— Me coloque no grupo também, peguei uma missão de nível A, posso fazer um grupo de até 3 pessoas e acho que vou precisar de ajuda. — Sonia fala com desânimo.

 

Ela era diferente de Stephanie, enquanto uma falava alto, bastante e também era toda orgulhosa, a outra era calma, falava baixo e conseguia pedir ajuda aos outros, porém ela não parecia gostar muito de mim, pois ela ainda me olhava com um olhar ameaçador.

 

— A minha missão é nível C e é para apenas uma pessoa… — Eu comento cabisbaixo.

 

Sarah pede para que todos voltem a atenção nela e com isso continua a explicação de como vai ser as missões.

 

— Todos podem fazer os grupos, ou podem fazer as missões sozinhos se preferirem. Todas elas tem um pagamento que vai ser dividido entre vocês, além que, dependendo do tempo de término da missão, vocês irão receber uma nota, para provarem que terminaram, peçam um carimbo dos representantes das missões, o nome deles está nos pergaminhos, antes de completarem, falem com eles também, para confirmarem que são vocês. As missões devem ser completadas por apenas aqueles que tiverem os nomes nos papéis, se forem completadas por qualquer um outro, ou receberem ajuda de outras pessoas, nota será perdida podendo até mesmo cancelar a sua missão! Também completem elas usando o uniforme da escola, isso é importante para reconhecimento. — Ela termina a sua explicação interrupta e desenfreada, parando por um tempo para retomar fôlego, ela termina a sua fala. — OS TESTES COMEÇAM AGORA!

 

No mesmo instante o sinal toca, muitas pessoas correm para começar as suas missões na mesma hora, para que assim consigam a melhor nota do colégio. Stephanie se levanta com sutileza e fala indo em direção a porta.

 

— Vamos? Temos que nos arrumar ainda.

 

Eu e Sonia seguimos ela até o corredor.

 

Keith fica deprimido quando me vê saindo, ele queria pedir para que eu entrasse no grupo dele, mas ele acaba não conseguindo pois tinha muita gente em volta, então ele esperou até que o sinal batesse e todos saíssem para vir até mim, porém eu saio rapidamente também.

 

— Parece que vai ser só nós dois… de novo… — Keith fala para o seu colega de quarto.

 

 

Depois de juntarmos as nossas coisas, nós três sentamos no pátio para planejarmos como seria. Sonia havia pego uma missão de retirar um Drake que estava tampando uma passagem de mercadores, em um desfiladeiro. Eu havia pego a missão dos Coelhos-Cyclopes e Stephanie havia pego uma missão de investigar uma cidade na qual não havia nem notícias a mais de um mês. A minha missão e a de Sonia era no mesmo caminho, porém a da Stephanie era no outro lado, mas também era a missão que havia mais tempo para completar. E com isso acabamos decidindo fazer primeiro as missões minha e da Sonia, para depois fazer a da Stephanie.

 

Pegamos nossas malas, pois ficaríamos uma semana fora, saímos da escola pelos portões dos fundos, pois para ir para o Mundo Mágico, não era necessário passar pelo Paraíso Perdido.

 

Me sentindo animado por irmos á missões em um mundo que eu desconhecia, imagino explosões atrás de nós e óculos escuros em nossos rostos quando saímos dos portões.

 

A aventura iria começar!