Zero’s Mahoutsukai no Gakusei: Capítulo 5 – Luta em fogo

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Autor:Rebellion
Revisor:Dantalian


As aulas da tarde começam e eu ainda pensava na batalha que eu teria no final das aulas, aquilo parecia ser realmente cansativo e a Stephanie parecia ser forte. Eu ainda não sabia como funcionava direito essas batalhas ou aonde seria, então chamo a atenção de um garoto que sentava ao meu lado e pergunto para ele aonde seria a batalha.

— Batalhas normalmente ocorrem na arena… que fica no ginásio. — O garoto cochicha para mim.

“Então tem até mesmo uma arena aqui, é?”, eu estava curioso em ver a arena. Para minha surpresa, a última aula que ia ter era educação física e possivelmente iriamos no ginásio.

Quando a professora de educação física entra na sala a Stephanie se levanta e fala a sós com ela, depois que as duas terminam de conversar, a professora se vira para todos os alunos e fala.

— Hoje a aula será de batalhas, então espero que vocês estejam preparados para lutar… — Ela se vira para mim e com um sorriso medonho, ela continua. — Estou curiosa para ver como você vai se sair, Endo, não é?

— Si… Sim…— Ela parecia ser uma professora calma e gentil, porém de maneira assustadora.

Ao que parecia havia roupas especiais para batalhas, um tipo de roupa que não era destruída mesmo com as magias mais fortes, porém era um tipo de magia que havia na roupa, uma magia chamada de “runa” que servia como um encantamento de melhoria. Visto a roupa mesmo sabendo que ela seria inútil para mim e me dirijo para a arena.

A arena era imensa, mas era apenas um octógono vazio, o chão era cinza e havia uma barreira protetora em volta. A professora pede para que os alunos façam um círculo em sua volta, e assim todos os 25 alunos fazem, então ela começa a explicar.

— Antes de começarmos as batalhas, quero que todos aqueçam e treinem um pouco. Vocês devem estar enferrujados já que voltaram das férias agora, então treinem com suas armas ou treinem magias, vocês têm 25 minutos para fazerem isso! — Ela mira para o alto com a mão direita e uma bola de luz é lançada para cima, essa esfera brilhante ao chegar em uma certa altura, explode e forma um relógio.

Depois de lançar essa magia, a professora da meia volta e sai da arena. Rapidamente muitos alunos começam a aquecer em pares ou até mesmo em trios, alguns treinavam como lançar magias e outros lutando, eu estava sozinho no meio da arena, pensando o que eu poderia fazer; era meio vergonhoso treinar sozinho enquanto todos treinavam com alguém. De repente sinto alguém se aproximando de mim, era o garoto que sentava do meu lado, ele era ruivo, com olhos verdes e sardas no rosto, era um pouco mais baixo que eu (que já não era tão alto). Ele se aproxima de mim com um sorriso gentil e pergunta se eu não queria treinar com ele e eu aceito.

Pelo que parecia seu nome era Keith Alexander, fico pensando o porquê dele querer treinar comigo. Depois de nós dois fazermos uma série de alongamentos e polichinelos, ele pede para que eu espere um pouco porque ele ia pegar a sua arma e quando ele volta, traz consigo uma lança azul-marinho com partes pretas.

— Vamos treinar um pouco de batalha! — Ele parecia agitado com aquele treinamento.

— Sem problemas. — Retiro da bainha a minha Rapier e fico em posição de ataque, com uma perna esticada na frente e uma perna dobrada atrás.

Respiro bem fundo, lanças eram perigosas por terem um alcance médio e se o utilizador dela fosse bom, poderia acabar com uma luta com apenas um golpe sem nem deixar chances do inimigo chegar perto e Eu precisava chegar perto. Vejo no rosto do Keith um grande sorriso com um rosto ameaçador, ele realmente gostava de batalhar, mesmo aquilo sendo apenas um treino. Quando ele tentar fazer o primeiro movimento, um som agudo começa a apitar e o relógio que a professora tinha feito se desfaz, ela reaparece na arena e fala que o tempo de treino já havia acabado e que agora sim as batalhas iam começar.

O rosto do Keith fica neutro por um tempo e ligeiramente seu sorriso gentil volta.

— Espero que nós dois possamos lutar um contra o outro pra valer na arena! — Ele fala animadamente.

Quando eu penso em responder, Stephanie aparece e responde por mim, como sempre gritando.

— ISSO NÃO VAI ACONTECER! A PRIMEIRA LUTA SERÁ DELE CONTRA MIM E ELE NÃO CONSEGUIRÁ LUTAR MAIS DEPOIS DISSO! — Ela tinha um sorriso orgulhoso gigante no rosto.

Do nada a voz da professora ecoa pela arena, era como se tivesse megafones, ela avisa que a primeira batalha seria entre Stephanie e Endo e que não era apenas uma batalha de aula comum, mas sim uma batalha com aposta, uma batalha oficial! Eu e Stephanie seguimos até os nossos lugares, paralelos um ao outro, a professora estava fora da arena junto com os outros alunos, de repente o chão começa a tremer e o que era apenas um piso cinza vira terra, pilares de pedra aparecem na arena, por um momento eu penso que era tipo um holograma, mas quando eu passo a mão em um pilar, percebo que não era.

Em volta, no campo de força da arena, imagens de contagem regressiva aparecem, contando de 3 a 0, e quando chega no zero Stephanie parte para cima de mim com fúria, sem nem deixar eu me preparar.

Ela atacava rapidamente, com movimentos precisos e estáveis, dificilmente deixava uma brecha e quando deixava já protegia a região. Eu não conseguia fazer muita coisa, estava sobre pressão! Mesmo conseguindo desviar dos ataques, ela não me deixava respirar, se eu não fizesse alguma coisa com certeza levaria um golpe daquela lâmina gigante.

Enquanto ela fazia aquela série de ataques, eu finjo tropeçar e cair no chão em um desvio, ela hesita por um momento, percebendo que eu estava vulnerável e quando ela vai dar o ataque “final”, eu jogo um pouco de terra no rosto dela a deixando cega e corro para trás de um pilar de pedra, para retomar o fôlego.

Depois que ela limpa a terra, seu rosto começa a ficar vermelho, ela estava muito irritada, talvez aquela raiva poderia me ajudar a ganhar. Sem que ninguém visse eu retiro uma das minhas luvas e mantenho essa mão nas costas, fico em posição; com uma perna atrás, mas com o joelho dobrado e uma perna na frente esticada, esperando ela me atacar.

Stephanie começa a fazer um encantamento e a lâmina de sua Claymore começa a ficar vermelha, o ar dentro da arena esquenta e suor escorre pelo meu rosto. Ela encosta a ponta da espada no chão e vêm em minha direção, a espada raspando no chão de terra deixa um rastro vermelho. Eu respiro fundo e tento prever o ataque dela, primeiramente penso que seria um ataque em diagonal, de baixo para cima e da esquerda para direita, porém percebo que ela estava forçando o braço esquerdo, então ela iria mudar de cima para baixo, mas até onde ela iria levantar? Não havia tempo para ficar só olhando, então rapidamente eu solto a minha espada e seguro com as palmas das mãos a lâmina da espada dela que vinha diretamente em minha cabeça, na vertical.

Aquilo me congela por um tempo e deixa minhas pernas bambas, por pouco eu não levo um ataque fatal na cabeça, mas aproveito a chance para absorver a magia, ela parecia ter percebido o que eu estava fazendo, pois rapidamente ela pula para trás, receosa.

Em seu rosto dava para ver a frustração pelo seu ataque falho e o cansaço por ter feito uma enorme série de ataques, de novo ela começa a falar um encantamento, eu observo o que aquela magia iria fazer, muitos pensariam em atacar ela antes dela terminar o encantamento, mas isso seria burrice, eu não sabia o que a magia fazia e não sabia se era um encantamento rápido ou não, se fosse, ela poderia ter tempo de reação e poderia me acertar, então fico no mesmo lugar.

Os cabelos loiros, quase dourados, de Stephanie começam a subir flutuando, as pontas começam a ficar vermelhas como fogo, ela curva o braço direito para trás com a espada, enquanto dava suporte com o braço esquerdo, mantendo na altura do ombro, ela queria me dar uma estocada com as duas mãos! Mas algo parecia estranho, já que ela estava muito longe para me acertar. Subitamente a imagem de uma águia aparece atrás dela, essa águia era feita de fogo que saia do corpo de Stephanie, “essa magia deve usar muita mana!”, penso com uma ideia mais de jogos RPGs. A professora grita para Stephanie.

— VOCÊ ESTÁ QUERENDO MATAR ELE?! — A professora estava realmente com medo que eu morresse com essa magia, dava para ver em sua voz.

Eu sabia que apenas uma mão não daria conta desse poder todo, então rapidamente retiro a minha outra luva e só fico no aguardo da hora do ataque.

Stephanie termina o encantamento e com um grito de “MORRAAAAAA!!”, ela lança a águia de fogo em minha direção, as chamas dela quase cobriam tudo a arena. Eu estico meus dois braços com minhas mãos abertas e absorvo a energia, a força do ataque me faz deslizar um pouco para trás, uma grande nuvem de fumaça cobre a arena. Meus braços estavam tremendo muito, eu ainda não havia controlado essa habilidade direito e com toda aquela magia eu precisava controlar bem a minha força quando eu fosse atacar ela, pois se não, eu poderia matá-la.

Uma grande nuvem de fumaça é criada na arena, tampando a visão de todos, nesse momento eu entro em um dilema, poderia esperar a nuvem de fumaça abaixar e acabar tudo com todos vendo, ou eu poderia acabar com ela agora e deixar todos na dúvida de como eu venci, uma voz ecoa em minha mente, era a voz do meu avô, lembranças dele, ele dizia: “Nunca subestime um oponente, você nunca sabe o que esperar dele, então use tudo ao seu favor, nem que seja um chute nas bolas!”, resolvo acabar tudo com a fumaça tampando visão!

Corro em direção dela, fazendo zigue-zague para que ela não conseguisse prever onde eu estaria. Ela não se move quando me vê, não levanta nem um dedo sequer, sua expressão era de surpresa, tensão e um pouco de medo, dou um sorriso maléfico e levanto meu punho em direção ao rosto dela, antes que o ataque chegasse, eu paro o movimento e espero a fumaça começar a descer.

— Parece que eu ganhei…— Falo perto do ouvido dela, e com um único movimento, dou um peteleco em sua testa, que a faz desmaiar. —… hora de dormir.

Ela cai para trás e eu pego ela em meus braços.

Quando a fumaça finalmente se dissipa, a professora em choque dá a vitória a mim, que comemoro. Todos os alunos ficam se perguntando o que aconteceu. Eu peço a professora para poder levar a Stephanie até a enfermaria, ela deixa e eu a levo. A enfermeira não estava lá então eu vou até uma cama e a colo nela, olho bem para o seu rosto inconsciente e cochicho para ela.

— Você lutou bem. — Fico aliviado por ela não estar gritando comigo e volto para a arena.