Zero’s Mahoutsukai no Gakusei: Capítulo 4 – Recompensa depois da luta

4
148

Autor: Rebellion

Revisor: Dantalian


CAPITULO 4: RECOMPENSA DEPOIS DA LUTA

Entro na sala mantendo o estilo, com meu peito estufado, coluna reta e cabeça erguida. Meu ego estava aumentando a cada passo e eu estava com um sorriso no rosto. Observo a sala e a professora que estava lá para minha surpresa era Sarah, fico de queixo caído por causa da supresa. chegando a poucos centimentros dela eu sussurro:

— Por que você está aqui? — Não sabia que ela continuaria a ser a minha professora.

Ela da um sorriso torto de desconforto.

— Por culpa do destino, eu já era professora dessa sala… então a culpa não é minha! — Ela se esclarece, e continua a falar, mas, dessa com voz alta. — Se apresente logo!

Estalo a língua enquanto desvio o olhar, meu rosto mostrava a minha irritação, mas eu me acalmo pensando que não iria ser ruim, afinal ela já tinha me ensinado antes, e foram dias bons, difíceis, mas bons, eu só devia estar de mal humor. Me apresento sorrindo e novo.

— Meu nome é Sakurai Endo, vim do mundo humano, prazer em conhece-los!

Olho para o rosto dos meus colegas, meu sorriso aumenta quando vejo as duas garotas de antes, penso em dar mais uma chance para uma “heroína” com alguma delas.

“Talvez isso seja um sinal divino de que eu não posso desistir! Afinal, a heroína sempre fica na mesma sala que o protagonista não é mesmo? “, penso enquanto rio baixinho. Me dirijo até o meu lugar; normalmente seria perto da janela e bem no fundo, mas ao que parecia, o meu lugar era exatamente no meio de uma fila de 5 pessoas, e perto da porta… Eu odiei o lugar! E aquele tinha que ser bem o único lugar vago na sala?

As aulas pareciam uma eternidade, era ainda mais chato que ter apenas aula com a Sarah (mesmo tendo dito que era divertido). Quando as aulas da manhã finalmente acabam, eu penso em ir direto para refeitório, estava morrendo de fome e não tinha tomado o café da manhã.

Me levanto da cadeira e escuto passos me minha direção, eram as duas garotas, a garota loira parecia extremamente irritada, enquanto a morena parecia estar enojada com a minha presença ali. A garota loira aponta para mim e começa a falar alto, na beira do grito.

— VOCÊ ESTÁ ME PERSEGUINDO? PRIMEIRO A BRIGA, DEPOIS NO CORREDOR E AGORA NA SALA? E NEM PENSE EM FAZER AQUELE SORRISO FORÇADO DE ANTES! — Seus olhos eram vermelhos para combinar com seu rosto que estava vermelho de raiva, mesmo eu não entendendo o motivo de tanto ódio.

— Essa é uma bela coincidência, não é? — A garota morena diz enquanto olhava para outro lado. — Quem diria que o garoto transferido que estava se pagando de bonzão iria parar na nossa sala… — Ela queria fazer parecer que estava falando com a garota loira, mas eu sabia que era uma indireta.

— Ei suas coisinhas, eu não estava tentando me pagar de bonzão (mesmo estando), desculpa por ter me intrometido na briga de vocês, então me deixem em paz! — Não tinha jeito, eu não conseguia suportar elas.

— NÃO SOU UMA “COISINHA”! TENHO UM NOME, STEPHANIE MERIELLA VON SCARLET! — a garota loira ficou indignada. Ela não abaixava a voz, eu me perguntava como a garganta dela não doía.

— Meu nome é Sonia Alena Mor Opalia, então não me chame de “coisinha”! — A garota morena também havia se irritado.

— Ok, ok, me desculpe, mas estou com presa, então… tchau. — Dou um sorriso forçado e saio correndo, deixando as duas para trás.

Segundo a Sarah, as filas no refeitório nunca são normais, sempre parece uma guerra, isso por causa de um certo lanche, o Sanduíche Arco-íris! Dizem que ele tem 7 sabores diferentes, e isso muda dependendo das coisas que você gosta, ele aprecia ser muito bom.

Antes de chegar no refeitório, já começo a escutar barulhos de ataques e gritos, aquilo realmente parecia uma guerra. Fico preocupado, pois havia me perdido, só consigo achar o lugar por causa do movimento de pessoas indo até lá.

A imagem que eu tenho, ao passar pela porta, era de uma imensa batalha, havia pessoas sangrando… ao menos eu acho que estavam. Havia pessoas lançando magias, algumas usando espadas (de madeira), enquanto as pessoas que cuidavam do lanche ficavam no fundo, em um tipo de torre cheio de corpos caídos em volta, os corpos daqueles que foram derrotados ou pela fome ou pelos outros alunos. Eu respiro fundo e seguro a minha espada (ainda com a bainha), se aquele sanduíche for realmente igual ao que a Sarah falou, bater em algumas pessoas e apanhar para outras seria um preço baixo a pagar.

Logo que eu entro no meio da briga, um bando de pessoas de diferentes idades vem para cima de mim, usando a minha espada embainhada, eu ataco no rosto de um, o que estava mais próximo, rapidamente dou um ataque com o pomo da espada na cabeça de outro que vinha por trás e ainda bato com a bainha no estomago de um ao meu lado, ele vinha me dar um soco, então ligeiramente bato na cara dele, como se a minha espada fosse um taco de beisebol… aquilo parecia ter doido.

Mesmo dando esses movimentos, não paro de me mover, meu objetivo era apenas um, pegar o sanduíche! Ficar usando a espada para bater nos outros não era uma das melhores formas de conseguir, não podia ficar pensando muito. Uma mulher, que cuidava dos lanches, estava anunciando a quantidade de Sanduiches Arco-íris e para o meu azar faltavam apenas 10, se eu não chegasse lá rapidamente eu iria perder eles. Vejo em uma mesa ao meu lado, uma bandeja de plástico vazia e isso me dá uma ideia.

Uso a bandeja como um escudo e começo a correr com todas as minhas forças, empurrando tudo e todos que estavam em minha frente. A pressão que os outros faziam tentando se manter em pé era grande, a cada pessoa que eu batia a minha velocidade diminuía, se continuasse daquela forma eu iria acabar parando, começo a desviar dos outros, fazendo assim um amontoado de pessoas atrás de mim; parecia que o treinamento deu certo. Eu estava sorrindo, porque a torre estava a poucos passos de mim e ainda faltavam 5 sanduíches, quando um garoto que parecia mais um adulto aparece, ele era gigante, devia ter mais dois metros de altura, e ainda havia músculos grandes pelo corpo, ele parecia uma muralha.

— Você não passará por mim garoto! — Ele me intima, o garoto estava com um grande sorriso no rosto e usava uma blusa apenas cobrindo os ombros e as costas, sem colocar as mangas. — EU SOU O GRANDE MUFASA! EU SEREI AQUELE QUE PEGARÁ O ÚLTIMO SANDUÍCHE ARCO-ÍRIS! NINGUÉM PASSARÁ POR MI… — Enquanto ele gritava algumas coisas para levantar seu próprio ego, eu dou um salto em cima de uma mesa e bato com a bandeja no rosto dele, o deixando sem reação, e passo por cima dele saltando da mesa.

Pulo em cima de um monte de corpos do meu lado direito; os 3 últimos sanduíches estavam presos por fios em cima do teto, as pessoas que cuidavam do lanche deveriam ser sádicas e achar aquilo engraçado, pois ficavam puxando a corda como se fosse uma pescaria. Hattori aparece perto de mim passando pelo campo de batalha, ela me vê e dá um sorriso, antes que eu pudesse piscar, ela salta em cima do meu ombro e pega um sanduiche. Faltavam 2 agora, mas eu não conseguia alcançar nenhum dos dois, mesmo em cima da montanha de corpos.

Escuto um zumbido, algo passa perto da minha orelha e rapidamente corta a corda de um dos sanduíches, tão rápido como veio, essa coisa leva o sanduiche até uma pessoa encapuzada que estava parada na porta, agora era só um. O garoto-muralha começa a subir na montanha de corpos de novo, gritando.

—EU VOU TE MATAR SEU RATO DESPREZÍVEL!! — Seu rosto estava assustador.

Para subir lá, ele começou a jogar para trás todos os outros que também estavam tentando subir e isso me ajudava, pois eu não ia conseguir dar conta de todos eles tão cedo. Quando ele estava quase no topo, eu pulo em cima de sua cabeça e consigo altura o suficiente para pegar o sanduíche! Meus olhos brilhas e fico com água na boca, a situação estava muito boa, até que vejo outra mão, viro minha cabeça para o lado e vejo a Stephanie, quando ela me percebe, sua expressão passa de um sorriso para um rosto raivoso.

Agora eu tinha que fazer uma escolha em segundos, soltar o sanduíche e deixar ela pegar; isso me ajudaria a arrumar minha relação com ela, ou pegar o sanduiche e deixar ela sem nada; isso faria ela ficar com ainda mais raiva de mim, mas seria divertido ver ela ainda mais brava. Rapidamente chego a uma conclusão: Comida é melhor que relações sociais!

Puxo o sanduiche em direção ao meu peito, forçando ela a soltar, enquanto eu caía, tudo parecia em câmera lenta, eu olho diretamente nos olhos dela com grande sorriso no rosto, um sorriso sarcástico e vingativo, aquela era uma das melhores sensações que eu já tinha sentido. Caio na montanha de corpos e rolo até o chão, para não ter meu sanduíche roubado, fico deitado no chão passando pelas pernas de todos, eu parecia um soldado em plena segunda guerra mundial, me rastejando no chão enquanto a batalha acontecia em cima de mim, mesmo com todos os sanduíches pegos, eles não paravam a luta, não sabia se não tinham visto que não tinha mais nenhum ou apenas queriam brigar mesmo.

Uma trombeta ecoa no refeitório, uma mulher sai da torre e grita “— Todos os sanduíches foram pegos! A guerra acabou!”, no mesmo momento aquela bagunça de gritaria, pessoas se quebrando e lançando coisas de um lado para o outro acaba, um grande silêncio se faz por uns segundos e então uma série suspiros acontece, alguns se lamentando por não terem conseguido pegar, outros apenas indo comprar outras coisas na torre.

— Pa… parece seguro me levantar agora… — Eu ainda estava receoso, então me levanto de pouquinho em pouquinho, ainda olhando para os lados para ver se nada iria vir voando no meu rosto.

Muitos alunos estavam arrumando as mesas e limpando a sujeira, a batalha finalmente tinha acabado. Suspiro alto e penso “agora deve ser a hora de ir pagar…”, começo a procurar em meus bolsos o dinheiro que a Sarah havia me dado e sigo até a torre para pagar. No caminho, uma garota para na minha frente, aponta para mim e começa a gritar.

— ESSE SANDUÍCHE É MEU! EU PEGUEI PRIMEIRO! — Era a Stephania, como o esperado.

Volto com o sorriso sarcástico, e respondo.

— Se você tivesse PEGO primeiro, você ESTARIA com ele, não é? Já que você não está, então não foi você que pegou primeiro! — Ela abaixa a cabeça por um tempo, enquanto eu continuo andando até a torre.

— Você… — Não sabia se ela estava pensando o que falar, ou se contendo para não falar. — EU TE DESAFIO PARA UMA BATALHA!

Ela aponta sua espada em minha direção, seus olhos estavam cheios de determinação, e ela tinha muitas veias saltadas por causa da raiva, não entendia como que uma pessoa conseguia ficar brava por tanto tempo.

Eu não paro para responder ela, vou até a torre, pago o lanche, abro o pacote e começo a comer, ignorando a garota. O sabor era maravilhoso, tinha gosto de tudo que eu gostava, mas mais forte e intenso, não era apenas um pão, tinha um monte de coisas no meio, porém eu não sabia o que era a maioria. Mesmo preso em meus devaneios com o sabor do lanche, percebo que tinha muitas pessoas em volta olhando para nós, elas sussurravam coisas do tipo “—O que? Uma batalha? “, ou “Quem? Quando?”. Olho para a Stephanie, ela parecia que ia chorar, seus olhos estavam brilhantes e lacrimejando, suas bochechas inchadas e seu rosto vermelho.

—Acho que não devia ter ignorado ela…— Sussurro para mim mesmo. Penso em como deixar ela chorar, e ofereço um pedaço do sanduíche para ela. — Quer uma mordida?

Stephanie me fita, ainda com olhos lacrimejando, quando eu penso que ela ia começar a chorar, ela “engole o choro” e limpa seus olhos. Com uma pequena tossidinha, seu orgulho volta à tona e ela começa a gritar.
— EU TE DESAFIO PARA UM DUELO! E NEM PENSE EM RECUSAR! — Ela se vira fazendo um “Hum!”, aquilo realmente parecia uma cena de anime.

Eu fico que nem um idiota, com meu braço estendido, tentando entender o que aconteceu, quando Hattori aparece de novo e fala.

— Parece que você tem uma batalha. — Ela estava lambendo seus dedos, provavelmente tinha terminado de comer seu sanduíche. — Obrigada por me ajudar a pegar meu lanche! — Ela me agradece.

— O que ela quis dizer com batalha? — Pergunto pra Hattori, enquanto mordo o sanduíche.

— Uma batalha é um evento formal, ele acontece no ginásio, tem uma arena de batalha lá, bem… normalmente quando tem uma batalha, tem uma aposta, então ela deve estar querendo que você faça ou não faça algo para ela…. ou algo assim. — Hattori não tirava os olhos do meu lanche. — Você vai comer ele todo? — Ela estava salivando muito.

Eu me viro de costas, emburrado, e enfio todo o resto do sanduíche na boca. Hattori me olha com olhos tristes e eu fico rindo malignamente, até que me engasgo e ela me ajuda a desengasgar.
Nota final: Divida com seus amigos o lanche, se não, você pode morrer engasgado, mas vai morrer de barriga cheia.

 

  • Yuji

    Comida move o mundo

    • Eduardo Novak

      sabias palavras meu caro

    • Fabiano Teixeira

      Mas lembre-se 99% das pessoas que morrem comem comida °_°

  • Fabiano Teixeira

    Kkk Nice cap, eu tmb ia preferir comer do que ter uma Muié um pouco menos braba cmg kkkkk