Zero’s Mahoutsukai no Gakusei : Capítulo 4 – Há uma recompensa após a luta!

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Autor: Rebellion

Revisor: Rebellion


 

Entro na sala mantendo o estilo, com meu peito estufado, coluna ereta e cabeça erguida. Meu ego estava levantado e eu estava com um sorriso no rosto. Observando a sala, percebo que o professor, ou melhor, professora que estava lá para minha surpresa era a Sarah, fico de queixo caído quando a vejo, chegando mais perto sussurro para ela.

 

— Por que você está aqui? — Não sabia que ela continuaria como a minha professora.

 

Ela da um sorriso torto de desconforto.

 

— Por culpa do destino, eu já era professora dessa sala… então a culpa não é minha! — Ela se esclarece, e continua a falar, mas dessa com voz alta. — Se apresente logo aluno transferido!

 

Estalo a língua enquanto desvio o olhar, meu rosto mostrava a minha irritação em me lembrar dos dias de treinamento árduo, se ela ensinasse a sala da mesma maneira que me ensinou, eu não sobreviveria até o final do ano! Mas me acalmo pensando que não iria ser tão ruim, afinal ela ensinava bem, tendo sido dias difíceis, foram bons dias… ou quase bons. Eu apenas deveria estar de mal humor por causa daquelas garotas.

Arrumo meu cabelo, jogando para trás, encaro a sala apresento sorrindo de novo.

 

— Meu nome é Sakurai Endo, vim do mundo humano, prazer em conhece-los!

 

Olho para o rosto dos meus colegas, meu sorriso aumenta um pouco quando vejo as duas garotas de antes, penso em dar mais uma chance para uma “heroína” com alguma delas, mesmo elas tendo me irritado, isso já era passado!

 

“Talvez isso seja um sinal divino de que eu não posso desistir! Afinal, a heroína sempre fica na mesma sala que o protagonista não é mesmo? “, penso enquanto ria baixinho. Me dirijo até o meu lugar; normalmente seria perto da janela e bem no fundo, mas ao que parecia, o meu lugar era exatamente no meio de uma fila de 5 pessoas, e perto da porta… Eu odiei o lugar! E aquele tinha que ser bem o único lugar vago na sala?

 

As aulas pareciam uma eternidade, era ainda mais chato que ter apenas aula com a Sarah (mesmo tendo dito que não era tão ruim, ela ensinava bem, porém cobrava muito). Quando as aulas da manhã finalmente acabaram, eu penso em ir direto para refeitório, estava morrendo de fome e não tinha tomado o café da manhã.

 

Me levanto da cadeira e escuto passos me minha direção, eram as duas garotas, a loira parecia extremamente irritada, enquanto a morena parecia estar enojada com a minha presença ali, ela também desviava o olhar, parecendo que eu era um ser repugnante. A garota loira aponta para mim e começa a falar alto, na beira do grito.

 

— VOCÊ ESTÁ ME PERSEGUINDO? PRIMEIRO A BRIGA, DEPOIS NO CORREDOR E AGORA NA SALA? E NEM PENSE EM FAZER AQUELE SORRISO FORÇADO DE ANTES! — Seus olhos eram vermelhos para combinar com seu rosto raivoso, mesmo eu não entendendo o motivo de tanto ódio.

 

— Essa é uma bela coincidência, não é? — A garota morena diz enquanto mantinha o olhar em qualquer lugar, menos em minha direção . — Quem diria que o garoto transferido que estava se pagando de bonzão iria parar na nossa sala… — Ela queria fazer parecer que estava falando com a garota loira, mas eu sabia que era uma indireta.

 

— Ei suas coisinhas, eu não estava tentando me pagar de bonzão (mesmo estando), desculpa por ter me intrometido na briga de vocês, então me deixem em paz! — Não tinha jeito, eu não conseguia suportar elas.

 

— NÃO SOU UMA “COISINHA”! TENHO UM NOME, STEPHANIE MERIELLA VON SCARLET! — a garota loira ficou indignada. Ela não abaixava a voz nem um pouco, parecia até aumentar o tom, eu me perguntava como a garganta dela não doía.

 

— Meu nome é Sonia Alena Mor Opalia, então não me chame de “coisinha”! — A garota morena também havia se irritado.

 

Me levanto da cadeira enquanto as duas se apresentavam.

 

— Ok, ok, me desculpe, mas estou com presa, então… tchau. —Dou um sorriso forçado enquanto olhava para a porta e saio correndo, deixando as duas para trás.

 

Segundo a Sarah, as filas no refeitório nunca eram normais, sempre parecia um campo de guerra, isso por causa de um certo lanche, o Sanduíche Arco-íris! Diziam que ele tinha 7 sabores diferentes, e isso mudava dependendo das coisas que você gosta, ele parecia ser muito bom, tão bom que eu tinha que provar!

 

Enquanto andava pela escola, apreciando a construção, as estátuas gigantes em estilo renascentista e os quadros bizarros quase surrealistas, um grupo de garotos me empurra para o lado, batendo seus ombros nos meus passando por mim, eles corriam animados pelo corredor, um deles se vira para mim enquanto corria e pede desculpas. Rapidamente começo a escutar gritos altos e barulhos de coisas se quebrando, “mais a frente, provavelmente é o refeitório… Se daqui do corredor o barulho já tá alto, lá deve ser realmente como um campo de guerra!”, penso comigo mesmo e passo pela grande porta onde uma inspetora de quase 2 metros, extremamente musculosa me acompanha com o olhar, ela aprecia guardar a porta.

 

A imagem que eu tenho, ao passar pela porta, era de uma imensa batalha, havia pessoas sangrando… ao menos eu acho que estavam. Havia pessoas lançando magias umas nas outras, algumas usando espadas (de madeira), enquanto as pessoas que cuidavam do lanche ficavam no fundo, em um tipo de torre cheio de corpos caídos em volta, os corpos daqueles que foram derrotados ou pela fome ou pelos outros alunos. Eu respiro fundo e seguro a minha espada embainhada, se aquele sanduíche for realmente igual ao que a Sarah falou, bater em algumas pessoas e apanhar para outras seria um preço baixo a se pagar.

 

Logo que eu entro no meio da briga, um bando de pessoas de diferentes idades vem para cima de mim, usando a minha espada embainhada, eu ataco no rosto de um, o que estava mais próximo, rapidamente dou um ataque com o pomo da espada na cabeça de outro que vinha por trás e ainda bato com a bainha no estomago de um ao meu lado, mais um vinha pela minha frente, esse  vinha me dar um soco, então ligeiramente bato na cara dele, como se a minha espada fosse um taco de beisebol… aquilo parecia doer muito!

 

Mesmo dando esses movimentos, não paro de me mover, meu objetivo era apenas um, pegar o sanduíche! Ficar usando a espada para bater nos outros não era uma das melhores formas de conseguir, porém eu não poderia ficar pensando muito. Uma mulher, a que cuidava dos lanches, estava anunciando a quantidade de Sanduiches Arco-íris e para o meu azar faltavam apenas 10, se eu não chegasse lá rapidamente eu iria perder eles. Vejo em uma mesa ao meu lado, uma bandeja de plástico vazia e isso me dá uma ideia.

 

Uso a bandeja como um escudo e começo a correr com todas as minhas forças, empurrando tudo e todos que estavam em minha frente. A pressão que os outros faziam tentando se manter em pé era grande, a cada pessoa que eu acertava a minha velocidade diminuía, se continuasse daquela forma eu iria acabar parando, começo a desviar dos outros, fazendo assim um amontoado de pessoas atrás de mim; parecia que o treinamento deu certo. Eu estava sorrindo, porque a torre estava a poucos passos de mim e ainda faltavam 5 sanduíches, quando um garoto que parecia mais um adulto aparece, ele era gigante, deveria ter mais de dois metros de altura, e ainda havia músculos grandes por todo seu corpo, ele era igual a uma muralha… e a inspetora que cuidava da porta, talvez mãe e filho?

 

— Você não passará por mim garoto! — Ele me intima, o garoto estava com um grande sorriso no rosto e usava uma blusa apenas cobrindo os ombros e as costas, sem colocar as mangas. — EU SOU O GRANDE MUFASA! EU SEREI AQUELE QUE PEGARÁ O ÚLTIMO SANDUÍCHE ARCO-ÍRIS! NINGUÉM PASSARÁ POR MI… — Enquanto ele gritava algumas coisas para levantar seu próprio ego, eu dou um salto em cima de uma mesa e bato com a bandeja no rosto dele, o deixando sem reação, passo por cima dele saltando da mesa e pisando em cima da bandeja em seu rosto.

 

Pulo em cima de um monte de corpos ao meu lado direito; os 3 últimos sanduíches estavam presos por fios em cima do teto, as pessoas que cuidavam do lanche deveriam ser sádicas e achar aquilo engraçado, pois ficavam puxando a corda como se fosse uma pescaria. Hattori aparece perto de mim passando pelo campo de batalha, ela me vê e dá um sorriso, antes que eu pudesse piscar, ela salta em cima do meu ombro e pega um sanduiche. Faltavam 2 agora, mas eu não conseguia alcançar nenhum dos dois, mesmo em cima da montanha de corpos.

 

Escuto um zumbido, algo passa perto de minha orelha e rapidamente corta a corda de um dos sanduíches, tão rápido como veio, essa coisa leva o sanduiche até uma pessoa encapuzada que estava parada na porta, agora era só um. O garoto-muralha começa a subir na montanha de corpos de novo, bufando de raiva e com a cara avermelhada, não sabia se também era por causa da raiva ou se era por causa do meu salto em cima do seu rosto.

 

—EU VOU TE MATAR SEU RATO DESPREZÍVEL!! — Seu rosto estava assustador.

 

Para subir lá, ele começou a jogar para trás todos os outros que também estavam tentando subir e isso me ajudava, pois eu não ia conseguir dar conta de todos eles tão cedo. Quando ele estava quase no topo, eu pulo em cima de sua cabeça novamente e consigo altura o suficiente para pegar o sanduíche! Meus olhos brilhas e fico com água na boca, a situação estava muito boa, até que vejo outra mão, viro minha cabeça para o lado e vejo a Stephanie, quando ela me percebe, sua expressão passa de um sorriso para um rosto raivoso.

 

Agora eu tinha que fazer uma escolha em segundos, soltar o sanduíche e deixar ela pegar; isso me ajudaria a arrumar minha relação com ela, ou pegar o sanduiche e deixar ela sem nada; isso faria ela ficar com ainda mais raiva de mim, mas seria divertido ver ela ainda mais brava. Rapidamente chego a uma conclusão: Comida é melhor que relações sociais!

 

Puxo o sanduiche em direção ao meu peito, forçando-a a soltar, enquanto eu caía, tudo parecia que estava em câmera lenta, eu olho diretamente nos olhos dela com grande sorriso no rosto, um sorriso sarcástico e vingativo, aquela era uma das melhores sensações que eu já havia sentido. Caio na montanha de corpos e rolo até o chão, para não ter meu sanduíche roubado, fico deitado no chão passando pelas pernas de todos, eu parecia um soldado em plena segunda guerra mundial, me rastejando no chão enquanto a batalha acontecia em cima de mim, mesmo com todos os sanduíches pegos, eles não paravam a luta, não sabia se não haviam visto que não tinha mais nenhum ou apenas queriam brigar mesmo.

 

Uma trombeta ecoa no refeitório, uma mulher sai da torre e grita “— Todos os sanduíches foram pegos! A guerra acabou!”, no mesmo momento aquela bagunça e gritaria cessa, pessoas se quebrando e lançando coisas de um lado para o outro acaba, um grande silêncio se faz por alguns segundos e então uma série suspiros acontece, alguns se lamentando por não terem conseguido pegar e outros apenas iam comprar outras coisas na torre, mas também suspirando mais pela briga mesmo.

 

— Pa… parece seguro me levantar agora… — Eu ainda estava receoso, então me levanto de pouquinho em pouquinho, olhando para os lados para ver se nada iria vir voando no meu rosto.

 

Muitos alunos estavam arrumando as mesas e limpando a sujeira, a batalha finalmente tinha acabado. Suspiro alto e penso “agora deve ser a hora de ir pagar…”, começo a procurar em meus bolsos o dinheiro que a Sarah havia me dado e sigo até a torre para pagar. No caminho, uma garota para na minha frente, aponta para mim e começa a gritar.

 

— ESSE SANDUÍCHE É MEU! EU PEGUEI PRIMEIRO! — Era a Stephanie, como o esperado.

 

Volto com o sorriso sarcástico, e respondo.

 

— Se você tivesse PEGO primeiro, você ESTARIA com ele, não é? Já que você não está, então não foi você que pegou primeiro! — Ela abaixa a cabeça por um tempo, grunhindo de raiva enquanto eu continuava andando até a torre.

 

— Você… — Não sabia se ela estava pensando o que falar, ou se contendo para não falar. — EU TE DESAFIO PARA UMA BATALHA!

 

Ela aponta sua espada em minha direção, seus olhos estavam cheios de determinação, e ela tinha muitas veias saltadas por causa da raiva, não entendia como que uma pessoa conseguia ficar brava por tanto tempo. No momento em que ela me desafia, um grupo de pessoas se amontoam em nossa direção, mais especificamente atrás dela.

Eu não paro para responder ela, apenas vou até a torre, pago o lanche, abro o pacote e começo a comer, ignorando a garota. O sabor era maravilhoso, tinha gosto de tudo que eu gostava, desde pizza, yakisoba, sorvete de chocolate, etc. Mas não era como se fosse tudo misturado, a cada mordida era um gosto diferente, porém mais forte e intenso, não era apenas um pão, tinha um monte de coisas no meio, como algumas coisas que pareciam carne e outras que pareciam salada, mas eu não sabia o que era a maioria. Mesmo preso em meus devaneios com o sabor do lanche, percebo todas as pessoas em minha volta olhando para nós, elas sussurravam coisas do tipo “—O que? Uma batalha? “, ou “Quem? Quando?”. Olho para a Stephanie, ela parecia que ia quebrar, começar a chorar a qualquer momento, seus olhos estavam brilhantes e lacrimejando, suas bochechas inchadas e seu rosto vermelho.

 

—Acho que não devia ter ignorado ela…— Sussurro para mim mesmo. Penso em como não deixar ela chorar, e ofereço um pedaço do sanduíche para ela. — Quer uma mordida?

 

Stephanie me fita, ainda com olhos lacrimejando, quando eu penso que ela ia começar a chorar, ela “engole o choro” e limpa seus olhos. Com uma pequena tossezinha, seu orgulho volta à tona e ela começa a gritar.

— EU TE DESAFIO PARA UM DUELO! E NEM PENSE EM RECUSAR! — Ela se vira fazendo um “Hum!” e levantando o nariz, aquilo realmente parecia uma cena de anime.

 

Eu fico que nem um idiota, com meu braço estendido, tentando entender o que aconteceu, quando Hattori aparece de novo e fala.

 

— Parece que você tem uma batalha. — Ela estava lambendo seus dedos, provavelmente tinha terminado de comer seu sanduíche. — Obrigada por me ajudar a pegar meu lanche! — Ela me agradece.

 

— O que ela quis dizer com batalha? — Pergunto pra Hattori, enquanto mordo o sanduíche.

 

— Uma batalha é um evento formal, ele acontece no ginásio, tem uma arena de batalha lá, bem… normalmente quando tem uma batalha, tem uma aposta, então ela deve estar querendo que você faça ou não faça algo para ela…. ou algo assim. — Hattori não tirava os olhos do meu lanche. — Você vai comer ele todo? — Ela estava salivando muito.

 

Eu me viro de costas, emburrado, e enfio todo o resto do sanduíche na boca. Hattori me olha com olhos tristes e dizendo apenas um “Ah…”, eu fico rindo malignamente, até que me engasgo e ela me ajuda a desengasgar.

 

 

Nota final: Divida com seus amigos o lanche, se não, você pode morrer engasgado, mas vai morrer de barriga cheia.

 

Ei, você gosta desta novel? Acha que tem pontos a se melhorar? Ou acha que o autor já conseguiu expor toda sua experiência com esta obra? Diz pra gente lá no novo site da Central Novels!