Zero’s Mahoutsukai No Gakusei : Capítulo 3 – As Duas garotas.

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Autor: Rebellion

Revisor: Rebellion


 

Sarah percebe meu grande sorriso e me pergunta sobre o que havia acontecido para eu estar tão feliz, ela parecia preocupada comigo, talvez por eu estar parecendo um louco rindo sozinho.

— Não é nada, nada mesmo…. hehehe — Tento ocultar o assunto, porém Hattori acaba contando o motivo, ela havia percebido.

— Enquanto eu caia nele, ele colocou as mãos na frente e acabou pegando nos meus peitos, mas antes dele cair no chão também, ele conseguiu tirar as mãos rapidamente. — Ela explica sem aparentar estar brava comigo e sem ficar envergonhada também.

Dava para sentir o olhar de Sarah em minha direção, olho devagar, ela estava com um rosto assustador e sádico, um sorriso que com certeza não era gentil ou de alegria, seu sorriso tentava ver se eu afirmava aquilo. Eu sabia que tentar negar ia acabar sendo pior então apenas concordo, ela levanta sua mão direita e dá um ataque de karatê em minha cabeça.

No dia seguinte, logo de manhã, Sarah aparece em minha casa, eu me assusto ao vê-la tomando café com a minha mãe, em cima da mesa havia um envelope aberto, “a carta que o diretor tinha falado, provavelmente…”, comprimento as duas e me arrumo para ter um bom dia! A minha irmã ainda estava dormindo e eu a deixo continuar a dormir, pois se ela acordasse, ela iria me inundar de perguntas do tipo “como você entrou?” ou “quando você fez algo para entrar?”, ela até podia ser jovem, porém era astuta e tinha uma língua afiada.

 

Me sento na mesa, minha mãe parecia realmente feliz com a notícia de eu poder entrar em uma escola de elite; mesmo aquilo sendo uma farsa. Ela estava com um grande sorriso, conversando animadíssima com a Sarah, eu tento prestar atenção no que ela falava.

— Sabe, o Endo é muito burro, não sei como ele conseguiu entrar em uma escola dessas… — Já começo escutando um insulto. —… mas ele sempre foi muito esforçado, mesmo quando ele treinava Kendô com seu avô quando era criança, ele se esforçava muito…

As palavras da minha mãe conseguiram passar de insultantes para gentis num piscar de olhos, escutar aquilo com a cara que ela estava fazendo, uma cara de orgulho, me alegrava do fundo do coração.

— No entanto ele foi expulso pelo próprio avô por causa do seu problema com tremedeiras, seu avô era rígido e não aceitava falhas. — Minha mãe dá de ombros.

 

Isso quebrou todo o clima!

 

E assim meu treinamento para me dar bem na escola começou, durante todos os dias das minhas férias de verão, Sarah me treinou, tanto a minha mente quanto o meu corpo. Tive que correr 15 KM todo dia, fazer séries de agachamentos, flexões, abdominais, polichinelo, entre outras coisas. Além que ela me ensinou esgrima e alguns tipos de artes marciais a mais que ela também sabia, como Karatê; ela fez isso pois segundo ela: como eu não consigo usar magia, nem mesmo se eu tentasse, eu tenho que me proteger de alguma forma e artes marciais são uma ótima forma de autodefesa.

Meus estudos eram mais difíceis que os da minha antiga escola, as questões de matemática eram de um nível elevado, tinha coisas que eu nem mesmo havia visto ainda. As aulas de geografia e história só falavam de coisas do mundo magico – Obviamente. – Porém a Sarah era muito boa para explicar e isso facilitava muito.

 

Finalmente o treinamento acabou, e minhas “Férias” também, eu estava animado para começar a estudar naquela escola, com meu tempo livre eu estudei coisas possíveis que poderiam acontecer, bem, posso dizer que não apenas no tempo livre do treinamento da Sarah, mas sim no meu tempo livre desde muito tempo. Assisti diversos animes com temática parecida com o que estava acontecendo, li novels e mangás, não havia nada que eu não pudesse prever! Isso se acontecesse igual, o que eu achava difícil, afinal essa era a realidade, não um anime ou algo assim, seria difícil algo “clichê” acontecer.

Me despeço de minha mãe e minha irmã, ela chorava muito e minha mãe tentava reconforta-la, era difícil pensar que eu passaria muitos dias, semanas, meses sem vê-las, mas o próprio diretor havia dito que eu poderia voltar para a Terra nos finais de semana, o que me deixava mais feliz e aliviado.

Enquanto passávamos pelo Paraíso perdido eu noto, flutuando ao meu lado, uma banheira com um saco preto dentro e ele se mexia! realmente não queria saber o que tinha lá, mas não era isso o que mais me chamava mais a atenção, atrás, lá no fundo, dava para ver algumas pessoas voando em vassouras, eram 3 no total e pareciam que estavam jogando alguma coisa.

Sarah havia me deixado no pátio apenas com a informação de aonde ficava a minha sala, ao que parecia ela tinha alguns assuntos para resolver, por isso não podia me levar até lá. Ela me entrega um par de luvas com o símbolo da escola desenhado, essas luvas iriam impedir que eu absorva magia, como eu não conseguia controlar e não tinha ninguém que poderia me ensinar a controlar esse meu poder, era melhor eu usar as luvas. Ela também me entregou uma espada Rapiera, ao que parecia era bom eu sempre carregar uma espada comigo.

Meu senso de direção não era dos melhores e por isso acabo me perdendo facilmente, no entanto enquanto eu andava pelo pátio, procurando pela sala, eu vejo um monte de gente amontoado, parecia que estavam vendo alguma coisa. Vou chegando de fininho e entro no meio das pessoas, escuto dois garotos que conversando entre si.

 

“— A Herdeira da Fênix está brigando de novo com a Princesa Ametista?” — Um garoto de óculos fala.

“— Sim, espero que dessa vez ela não destrua tudo…—” O outro garoto, com orelhas pontudas, responde.

“Duas garotas brigando, normalmente o protagonista interviria na situação, a heroína provavelmente seria uma “tsundere” (garota violenta que fica amável com a pessoa que ela gosta), e ficaria irritada com ele….”, penso na hipótese de testar meus conhecimentos, porém parecia arriscado, resolvo só observar por enquanto.

— VOCÊ É SEMPRE ASSIM, ACHA QUE SÓ PORQUE CHEGOU ANTES NO QUARTO PODE COMER AS COISAS QUE OS OUTROS ESTÃO GUARDANDO! POR ISSO QUE ESTÁ FICANDO GORDA! — Uma das garotas que estavam brigando grita. Ela era muito bela, morena, com longos cabelos negros, mas nas pontas ficavam azuis cintilantes, seus olhos eram lilases.

— NÃO VI SEU NOME NO POTE, E ISSO NÃO É MOTIVO PARA FICAR GRITANDO COMIGO! VOCÊ TAMBÉM JÁ FEZ ISSO COMIGO, SÓ ESTOU TE DANDO O TROCO… — A outra garota retruca, ela também era muito bonita, era loira, sua pele era clara e seus olhos vermelhos como o sangue. — … e eu não estou ficando gorda… — Ela diminui o tom.

Algumas pessoas haviam saído para buscar um professor, com medo que as duas começassem a se bater, “é agora!” penso, e vou para cima delas para intervir.

Coloco a mãos nos ombros das duas e falo com um sorriso gentil.

— Não sei o que está acontecendo, mas não é bom ver duas garotas brigando assim.

Elas olham para mim com raiva em seus olhos, as veias saltadas na cabeça, nesse momento me pergunto se foi uma boa ideia.

— Quem é você? Deve ser novo aqui, nunca te vi. — Fala a garota morena.

— Você acha que é nossos pais para nos dar sermão? Vai cuidar da sua vida! — A loira diz.

Um pouco de raiva começa a crescer em mim, porém eu respiro fundo e continuo.

— Sim, eu sou novo, me transferi hoje para essa escola… — Falo, desfazendo sorriso por um momento, mas o refazendo de novamente. — Mas ainda assim, não é necessária uma briga para resolver os problemas.

Talvez aquilo tivesse muito forçado, deixar mais natural ajudaria. As duas se entre olham e se acalmam, nesse momento Sarah chega até nós com uma cara assustada, seguida de duas alunas.

— Você conseguiu acalma-las, Endo? — Ela pergunta para mim.

— Sim! — Dou o meu sorriso gentil (forçado). Quando Sarah me vê com aquele sorriso cintilante, ela faz uma cara de nojo.

 

Sarah as leva para a sala dos professores, eu as sigo também, mas eu não entro na sala, eu as espero encostado em uma parede no corredor, eu tinha que conseguir conversar com elas naturalmente para poder colocar meu plano em prática.

 

Meu plano de encontrar uma heroína e me dar bem com ela! (Encontrar uma namorada, eu ainda era jovem, tinha que curtir a juventude!)

 

Depois de levarem a bronca elas saiam calmamente da sala dos professores e me avistam parado na parede, no entanto elas me ignoram e continuam andando. Eu corro até elas, um pouco irritado com isso e tento conversar.

— Meu nome é Endo, sou novo na escola, vocês poderiam me ajudar a achar a minha sala? — Continuo com o meu sorriso gentil (forçado).

A garota loira respira fundo e me responde.

— Você realmente deve se achar muito, não é? Para interferir numa briga entre duas garotas e sair tocando nelas assim. — A garota loira ainda estava irritada, mas ela havia parado para falar aquilo, diferente da morena que só continuava andando.

— Não é bem assim, não gosto de ver os outros brigando… — Falo a primeira coisa que me vêm à mente.

A garota loira serra seus olhos e vira seu rosto.

— Entendi, complexo de herói, muito bom. — Ela ainda estava bufando de raiva.

“Isso é bom, não é? A heroína sempre fica irritada com o herói… não é?!”, falo em minha mente, eu estava confuso e começando a ficar desesperado com a situação.

— E além disso, você pode achar sua sala sozinho, tem duas pernas e dois olhos, e se for burro o suficiente para não achar, pode perguntar para um professor. — Ela fala enquanto volta a andar.

 

Nesse momento percebo que não vale a pena tentar parecer o “herói”, é melhor eu ser eu mesmo.

— Ela não merece a minha gentileza! — Sussurro indignado, para mim mesmo.

Do nada algo gelado toca em minha nuca, me viro rapidamente e quando vejo é a Hattori, ela segurava duas latas de refrigerante, e me oferece uma delas.

— A quanto tempo, Senhor “Zero”. — Ela ri com isso.

Eu pego a lata, irritado, e começo a tomar tudo num gole só.

— Calma aí, não precisa ficar todo nervosinho, afinal, esse é só o seu primeiro dia. — Ela parecia alegre, pois continuava com o mesmo sorriso, mas dessa vez estava sem a máscara de raposa.

De repente ela segura a minha mão e começa a me puxar.

— Vou te mostrar onde fica a sua sala! — Ela fala, virando sua cabeça em minha direção.

Meu rosto estava vermelho, “ela não parece uma heroína…”, penso por um momento.

— Eu posso andar sozinho, não precisa ficar segurando a minha mão! — Falo com vergonha, percebendo que as pessoas em volta ficavam me olhando, os garotos irritados, as garotas supresas.

— Deixa disso! É aqui perto a sua sala, andar de mãos dadas só um pouquinho não vai te matar! — Dou um longo suspiro e apenas aceito meu destino.

Chegando na sala o sinal toca, Hattori finalmente solta a minha mão e me dá tchau, entro pela porta com um grande sorriso no rosto, pensando

 

“Eu, Sakurai Endo, irei ter um novo começo!”, eu estava animado.

 

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