Zero’s Escola De Magia: Capítulo 2 – Descobertas

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Autor: Eduardo Novak ~ Rebellion

Revisor: Dantalian ~ Juan


Nota: Pessoal, comentem! Façam algumas críticas ou comentem o que acharam, isso ajuda muito os autores e incentiva também. Se acharem algum erro, comenta também, tudo que ajude a melhorar cada vez mais as obras é válido.


 

Capitulo 2 – Descobertas

 

Quando a grande porta se abre, um clarão me cega e a primeira coisa que eu vejo é um homem velho de bruços em cima das coxas de uma mulher, esse homem estava com as calças abaixadas e a mulher segurava uma seringa; essa cena me choca e eu fico sem reação, olha rapidamente em direção a Sarah, ela também parecia sem jeito, mas parecia já estar acostumada com aquilo, ela fala baixinho.

 

— O diretor tem uma doença incurável, e o único tratamento necessita de injeções duas vezes por dia, ao que parece já estava na hora da injeção dele. — Ela estava com um sorriso torto pela vergonha alheia.

 

O diretor nos percebe na sala e logo ergue a calça, ele se senta atrás de sua mesa e tosse um pouco, para tirar o pigarro, de repente seu olhar fica sério, talvez tentando esconder a vergonha pela cena anterior.

 

— Esse é o garoto que você me falou, Srta. Sarah? — O velho homem pergunta.

 

— Sim, o garoto que pode aparar magia. — Sarah responde, também tentando fazer uma cara séria.

 

“Quando que ele falou isso?” pergunto para mim mesmo, até que me lembro que estávamos num mundo mágico, então ela poderia ter usado magia para isso.

 

— Você deve estar se perguntando como eu conversei com ele, não é? — Ela pergunta para mim, parecendo que conseguia ler a minha mente. — Mas eu apenas liguei para ele mesmo. — Ela me mostra seu celular, aquilo me deixa irritado!

 

— Antes de podermos dar qualquer palpite, leve ele até o bibliotecário, ele poderá dizer com certeza o que esse garoto é. — O diretor afaga a sua barba enquanto gira na cadeira.

 

Ao sair da sala do diretor, Sarah sussurra.

 

— Ele provavelmente só não quer passar vergonha terminando de tomar a injeção. — Dava para ver o rosto enojado de alguém que já viu aquilo diversas vezes.

 

Para irmos até a biblioteca, era necessário passar por uma série de escadas que giram e andam sozinhas, aquilo me lembrava cenas do filme Harry Potter, mas essas eram escadas rolantes. Começo a sentir uma presença a mais junto da gente, mas mesmo olhando para trás, não encontro ninguém.

 

A biblioteca era gigante, e de fato era o lugar mais “mágico” que eu havia visto desde que entrei naquela escola. Gigantes paredes com um teto curvo, lanternas nas paredes que iluminavam um bom tanto, corredores entre as estantes cheias de livros, algumas esferas de energia voavam pelo ar, havia armaduras medievais na portaria e algumas espadas penduradas nas paredes, no fundo da biblioteca, no lado direito da porta, havia um grande cristal azul que também brilhava. Meus braços não paravam de tremer, e pareciam que tinha ficado maior o tremelique.

 

— RULDOLF!!!— Sarah grita, chamando por alguém.

 

Um homem segurando um monte de livros aparece por entre as estantes, ele era bem alto. Depois de colocar aquela montoeira em uma mesa consigo ver bem o seu rosto, era um homem loiro, que usava óculos, seus olhos eram azuis e seu cabelo estava amarrado, ele devia ter em torno de dois metros e pouco e por isso parecia desajeitado. Estava vestindo um avental por cima de uma roupa social.

— Oh, Sarah, tudo bem com você? — ele pergunta para ela, e logo após isso, antes de escutar sua resposta ele se volta a mim. — Esse é o garoto que consegue aparar magia?

 

Viro a cabeça rapidamente em direção a Sarah, fazendo um rosto de raiva, com essa careta querendo dizer “você usou o celular de novo enquanto eu não via?!”, e ela entende.

 

— Dessa vez foi magia! Ele nem tem um celular! — Ela se explica, Rudolf fica sem entender o que estava acontecendo. — Sim, é ele mesmo, seu nome é Endo. — Sarah me apresenta para o homem.

 

Ele então estica suas mãos e me cumprimenta, se apresentando também.

— Eu sou Rudolf Vonnecci, ajudante de bibliotecário, prazer em conhece-lo Endo. — Ele dá um sorriso resplandecente.

 

Logo após isso ele pede para que a gente espere enquanto ele pegava o livro, me pergunto que livro que era e Sarah explica para mim:” é o livro das raças, uma enciclopédia que contém informações de todas as raças desde o começo dos tempos, tem desde as do mundo mágico, como as do mundo humano também, e ainda tem folhas em branco!” Depois de um tempo Rudolf volta com um livro pequenino, ele começa a desdobrar o livro e ele vai crescendo até que se torna um livro que deveria ter quase um metro! Ao abrir, o cheiro de papel velho penetra em minhas narinas.

 

— Aqui está, Zeruu’su, ou também conhecido como Zero’s, a raça dos antimagia… — Rudolf começa a ler do livro. — Pessoas capazes de cancelar qualquer tipo de magia ou maldição jogadas nele ou no qual eles possam tocar. Eles absorvem a magia, a transformando em um outro tipo de energia no qual usam em seus próprios corpos, como força, velocidade e resistência… — O assistente arruma os óculos e limpa as lentes.

 

Eu escutava com cuidado tudo o que aquele homem lia,

pensando “eu sou isso?” era difícil de acreditar naquilo, mas depois das coisas que havia visto, era ainda mais difícil não acreditar. Sarah parecia estranhamente inquieta com algo, antes do Rudolf continuar, Sarah tosse uma vez, dando a entender que ela queria falar algo e começa a sua palavra.

 

— Antigamente o Mundo Magico e o Mundo Humano eram um só, seres mágicos existiam juntos com os humanos, porém nem todos continham magia, ou melhor, nem todos continham uma porcentagem significativa de magia… — Pela primeira vez eu via ela se parecendo uma pessoa que realmente sabia o que estava falando, ela parecia entender muito do assunto, o que me deixava mais curioso. —… Sabe, magia é uma energia que dá, ou daria, vida e movimento as coisas, por isso, tudo contem magia nem que seja um pouco. Humanos normais tem cerca de 1% de magia em seus corpos, no máximo do máximo, aqueles que tem poderes médiuns ou coisas do tipo acabam tendo 2%. Para ser considerado um mago, além de ter acima de 4% precisa saber controlar a magia, utilizando as coisas em sua volta. — Ela parecia orgulhosa com a sua explicação e não conseguia esconder um sorriso de orelha a orelha em seu rosto.

 

— Mas, se tudo tem magia, os Zero’s não deveriam ter magia também? — Pergunto pensativo com o que os dois haviam falado.

Os dois se olham e pensam um pouco, até que Sarah decide continuar a sua fala.

 

— Teoricamente, mas ao que parece, eles podem sobreviver tomando a magia das coisas em sua volta, as vezes tomam tanta magia que se tornam quase como magos! — Ela olha para o assistente de biblioteca, procurando uma aprovação, Rudolf acena com a cabeça e continua da onde ela parou.

 

— Você já deve ter feito algo assim, quebrado alguma coisa só em encostar ou derrubado algo da sua mão sabendo que estava segurando bem. — Eu penso um pouco me lembrando das diversas vezes que essas coisas haviam acontecido. — Isso aconteceu porque você não consegue controlar essa energia, quando você conseguir controlar, você deixará de fazer essas coisas.

 

— Rudolf percebe Sarah o encarando inquieta, e gentilmente deixa ela falar de novo.

— Algo que você deve estar se perguntando é o porquê de uma aparição como a sua estar dando tanto trabalho. — Na verdade não estava pensando nisso, era simples isso, praticamente eu era o inimigo lá, segundo tudo aquilo, eu poderia matar um mago por absorver magia, eu poderia ser um forte inimigo para eles, então normalmente eles ficariam receosos com isso. — Isso acontece porque eram para vocês, Zero’s, estarem extintos desde a Grande Guerra dos Mundos, onde o Rei Lich construiu essa dimensão e esse mundo usando toda a sua magia, assim se sacrificando por todos nós, magos e seres mágicos. Isso aconteceu enquanto também acontecia a idade média, na Terra.

 

Enquanto ela me explicava animadamente sobre a história do Mundo Mágico, o diretor entra na biblioteca, com suas mãos dentro de suas mangas, parecendo um monge shao-lin de filmes chineses. Ele olha para mim com um olhar sério e fala.

 

— Conversei com algumas pessoas acima de mim no Mundo Magico, sobre a sua situação, e eles falaram que acham melhor mantermos você aqui na escola de magia, eu concordo com eles, mas você é o único que pode escolher. Garoto

Endo, você quer estudar na maior escola de magia do continente de Airon, no Mundo Magico? Ou prefere voltar à Terra e continuar a sua vida mundana novamente? Se escolher essa opção você terá suas memórias sobre o Mundo Magico apagadas!

 

Ele parecia convicto que eu entraria na escola, e não estava errado, eu sempre dizia a mim mesmo “Se há uma chance, pegue-a, é melhor se arrepender depois de usa-la”. Com uma convicção igual à do diretor, eu me levanto da cadeira e respondo.

 

— Adoraria estudar nessa escola! — Mudo a tonalidade da voz, quase que falando para mim mesmo. — Até porque a magia não funcionaria comigo… — Dou de ombros.

 

O diretor retira um martelo de sua manga e olha para mim com um sorriso maligno no rosto.

 

— Quem disse que usariamos magia? Hehehe — A Sarah dá uma livrada na cabeça dele, que o faz soltar o martelo.

 

“Ainda bem que escolhi entrar na escola”, penso. O diretor então fala que após as férias, eu iria ser transferido para essa escola, e que a Sarah me ensinaria as coisas que eu tinha que saber para estar nela. Ao que parecia, a Sarah era uma professora de história, mas que tinha permissão para ensinar outras matérias, ela era considerada um Gênio! Sarah então fala que eu poderia voltar para casa, e que no dia seguinte ela iria me mandar uma carta falando que fui aceito nessa escola de elite… sinceramente não sei se a minha mãe iria acreditar nisso.

 

Antes de sairmos da sala um certo quadro dentro da biblioteca me chama a atenção, ele parecia uma representação da Mona Lisa, porém suas roupas eram diferentes, a mulher tinha um chapéu de bruxa, e atrás dela havia um dragão. Toco no quadro com a minha mão vibrando e de repente um flash de luz acende em cima de mim, com um “Poof” uma garota aparece e acaba caindo do quadro de frente comigo, ela se levanta e fica sentada em cima de meu abdômen. A garota usava uma máscara de raposa de estilo japonesa, ela tira a máscara e eu consigo ver seu rosto. A garota era bonita, parecia japonesa também, tinha cabelo curto e preto, vestia um uniforme – acho que era da escola – Além disso tinha um sorriso no rosto mesmo estando vermelha de vergonha. Ela pede desculpas enquanto passa a mão em sua cabeça. Eu a observo por um tempo, e com uma pitada de incomodo falo para ela.

 

— Essa pode ser uma bela visão, e uma cena muito boa para mim, mas você poderia sair de cima? Você não é tão leve quanto parece…  Ela se levanta e se desculpa de novo.

 

— Você é bem sincero, hahahaha. — Ela gargalha, ainda envergonhada.

 

— Senhorita Hattori, o que estava fazendo bisbilhotando as coisas dos outros?!— Sarah a repreende.

 

“As fofocas voam aqui, até parece mágica…” penso, tentando ser irônico. Sarah me conta sobre ela, Hattori Chiyome, ela estava no segundo ano e usava magias de oclusão presencial, obviamente uma ninja! Depois de nos apresentarmos, eu, Sarah e Hattori saímos da sala, e eu saio com um grande sorriso, pois algo aconteceu!

 


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