Zero’s Mahoutsukai no Gakusei: Capítulo 15 – As aparências enganam!

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Autor: Rebellion

Revisor: Rebellion

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Nota: Esse capítulo demorou, mas saiu! Eu não estou tendo muito tempo para escrever, mas fiz esse capítulo com muito esforço, comentem o que acharam da batalha e se gostaram ou não gostaram, qualquer tipo de comentários, desde críticas a receita de bolo é válido!

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Endo rapidamente olha para baixo, vendo que no fundo havia espinhos que pareciam serem de ferro, ele tenta ir para o lado, escapando de ser empalado, porém Barik vai para mesma direção assim batendo um no outro, ainda na direção dos espinhos. O garoto já estava sussurrando suas últimas preces, até que os dois chegam nos espinhos e são ricocheteados para o lado; os espinhos pareciam ser de um material parecido com borracha, porém mais flexível e resistente. Os dois pareciam bolas de pinball, batendo nos espinhos, eles estavam abraçados juntinhos enquanto eram jogados de um lado para o outro. Endo então percebe uma abertura na parede esquerda da sala, se eles conseguissem serem ricocheteados até essa abertura, eles sairiam desse inferno que estava sendo, o garoto pensa em falar para o Barik sobre isso, mas quando ele olha para a cara do coelho, ele fica com medo do coelho acabar vomitando em seu rosto, então resolve fazer as coisas por conta própria.

 

Ele deixa que os dois sejam jogados por mais dois espinhos livremente, até que Endo encontra uma estratégia, seu objetivo era ser jogado em um espinho que os lançassem para fora, pela abertura na parede esquerda, então precisava ser um espinho na esquerda também. Ele consegue se segurar em um espinho e mudar a direção de lançamento, indo para a esquerda, porém ainda em um espinho errado, ele se segura rapidamente no outro espinho e é lançado para trás. Ele então deixa lançar em mais alguns espinhos livremente até que finalmente encontra o espinho ideal, um bem na frente da abertura, aquele era o mais óbvio, e por sorte, já estava próximo. Indo para a direita dele, assim ficando de frente com a entrada, porém com uns 3 espinhos em sua frente, ele então se impulsiona para a esquerda, indo em um espinho perto de uma parede, é lançado para sua frente, na diagonal, cada vez se aproximando mais do espinho que estava na frente da abertura.

 

Endo é jogado de sua direita para a esquerda, mas dessa vez ele consegue se segurar no espinho que ele tanto queria chegar. Ao ser lançado na diagonal novamente, depois de dar umas rodadas no espinho da direita, ele se prende no espinho bem ao meio da entrada, agora era só se jogar para fora dos espinhos, no entanto, quando ele começa a rodar no espinho, o mesmo espinho começa a brilhar e todos os outros começam a andar de um lado pro outro, modificando todas as posições. Os dois acabam sendo levados até bem atrás da sala, o garoto já estava de saco cheio de ficar rodando nos espinhos, e o coelho não parecia que iria aguentar por muito tempo, então Endo decide que era agora ou nunca! Na primeira abertura ele iria se lançar. Quando alguns espinhos que estavam na frente se cruzam e abrem caminho, Endo os lança para frente, usando um pouco da energia que ele havia pego anteriormente com a magia absorvida.

 

Os dois voam velozmente pelos espinhos, sem bater em nenhum, chegando até a abertura, mas batem em um tipo de escudo invisível e caem no chão.

 

— PORRA, AQUELA ABERTURA ERA FALSA?! — Endo grita enquanto retirava o Barik de cima dele, que já não aguentava segurar o vômito.

 

Eles se encontravam de abaixo dos espinhos, Endo percebe que eles eram “pedras” pontiagudas flutuando no ar, e onde eles estavam era como uma encruzilhada, uma sala retangular com 4 passagens. O garoto vai até cada uma das passagens e olha por elas e tenta tocar, para ter certeza que não eram falsas e para sua sorte não era. Ele suspira aliviado, mas percebe que nas 4 passagens haviam corredores, alguns que viravam para algum lado, outro que eram retos, eles estavam praticamente em um labirinto.

 

— Parece que estamos fodidos, meu caro coelho… — Endo fala enquanto esperava o seu amigo vomitar.

 

— Nã- Não se preocupe humano… — Barik começa a falar, mas volta a vomitar rapidamente, quando ele finalmente se recompõe, o coelho continua. — Eu aprendi com um sábio mago que em labirintos você deve seguir apenas a parede da direta, você tem que ficar passando a mão nela, não entendi muito bem, mas vamos tentar! — Ele parecia animado com o labirinto.

 

— Vamos lá então… — Os dois começam a seguir pela passagem da direita, com uma das mãos na parede.

 

 

 

 

O velho Lan parecia uma máquina de guerra, não importava se vinha 1 inimigo ou 20, ele acaba com todos de uma forma brutal. Havia sangue espalhado em todos lugares, coelhos caídos no chão com partes de seus corpos quebradas, Lan ainda segurava o pilar de pedra, que antes era bege e agora estava vermelho pelo sangue. O velho coelho acertava os inimigos com um sorriso de orelha a orelha, com seus dentes afiados e olhos vermelhos. Bem no horizonte, Lan podia ver o cavaleiro alto que ele havia lançado com o pilar, ele estava andando, havia apenas um amaçado em sua armadura, mas de resto ele parecia bem. O coelho estala sua língua enquanto pensava “Aquele ataque era para ter matado esse desgraçado!”, os cavaleiros que não haviam perdido a consciência começavam a pedir socorro ao grande cavaleiro.

 

— Você realmente é forte, idoso. Qual é o seu nome? — O grande cavaleiro pergunta para o vovô Lan.

 

— Meu nome é Lan! — O velho coelho responde depois de cuspir no chão. — E você também parece bem resistente…

 

— Sou Medrik, o melhor cavaleiro do batalhão e o líder de todos eles, sou o mais forte! Apenas fico abaixo que o Chefe Cocyl! — Medrik se vangloriava sem parar.

 

Um dos cavaleiros que estavam caídos, entra em desespero quando escuta o nome do Lan, ele começa a avisar urgentemente o seu chefe.

 

— LAN! EU ME LEMBRO DESSE NOME! ELE É UM ALQUIMISTA LOUCO QUE FOI PRESO A ANOS ATRÁS POR TER SEQUESTRADO E FEITO EXPERIMENTOS EM ALDEÕES, ELE TAMBÉM USOU PARTES DOS CORPOS DESSES ALDEÕES PARA CRIAR POÇÕES! ELE É MUITO PERIGOSO! — O coelho gritava com poucos dentes sobrando em sua boca.

 

— Ah, sim, essa época, eu me lembro… — Lan começa a comentar. — Meus experimentos conseguiram dar um avanço estupendo, porém graças a vocês, guardas, eu perdi tudo, quase enlouqueci dentro do calabouço… — Ele dá uma pausa pensando um pouco. — Na verdade eu já estava louco antes mesmo disso! KUKUKU. — Lan começa a rir com uma risada um tanto quanto estranha.

 

Medrik se enfurece ao escutar aquilo, ele não poderia deixar que um ser como aquele continuasse andando vivo livremente! Ele retira um martelo que estava em suas costas. O martelo era imenso, quase do tamanho dele e de Lan, e deveria ser pesado, mas ele o manuseava de uma maneira ligeira, parecendo que não pesava mais que uma pluma. Medrik, segurando na ponta do cabo, aponta o martelo para Lan e fala.

 

— Se prepare, monstro. Eu o matarei hoje! — O grande cavaleiro parte para cima de Lan com uma velocidade tremenda.

 

O velho coelho nem sequer treme um pouco, ele acompanha a velocidade do outro coelho facilmente, se defendendo do ataque do inimigo com o pilar de pedra. O martelo do Medkri acaba quebrando o pilar ao meio, o transformando em apenas um toquinho, Lan agilmente se esquiva de mais um ataque indo para trás, e pula em direção a cabeça desprotegida de Medrik, ele queria usar o que sobrou do pilar como um porrete, porém o cavaleiro se protege usando apenas o seu braço, o resto do pilar se quebra.

 

Lan agora estava sem nenhum tipo de arma, mas ainda tinha a sua força monstruosa e suas garras, ele avança para cima de seu inimigo, dando uma série de ataques ferozes, ataques que seriam capazes de cortar até mesmo rochas gigantes como se fossem manteiga. Medrik começa a andar para trás, desviando dos ataques, até que acaba trombando com um outro pilar de pedra O cavaleiro agora estava encurralado, ele tenta proteger-se utilizando o martelo , porém o cabo de ferro do martelo acaba sendo cortado em vários pedaços graças as garras de Lan, rapidamente Medrik se abaixa e rola pro lado, Lan acaba cortando em pedaços o pilar sem querer, ele então se vira para o cavaleiro no chão e parte para cima parecendo um animal descontrolado.

 

Medrik, depois de rolar para o lado, havia pego uma espada de um outro cavaleiro que havia desmaiado, ele espera o velho coelho ir para cima dele, sem nem ao menos suspeitar de nada, e o apunhala no abdômen, porém era ineficaz, os músculos do Lan quebram a espada facilmente. Medrik acaba sendo atacado por vários ataques e sua armadura é destruída. Ele sangrava muito, mas o velho coelho descontrolado ainda queria mais sangue, Lan tenta morder o pescoço de Medrik, mas o cavaleiro consegue desviar mesmo ferido, ele pega a cabeça de seu martelo e bate com todas as suas forças na cabeça de Lan, por um momento o monstruoso coelho para de atacar, mas Medrik conseguia ver em seus olhos que não havia acabado, era impossível acabar essa batalha apenas com aquilo, desesperadamente ele grita.

 

— POR QUE VOCÊ SEQUESTROU AQUELAS PESSOAS E AS MATOU? O QUE VOCÊ QUERIA COM ISSO?! — O cavaleiro só queria entender os motivos de tanta maldade em uma única pessoa.

 

A boca de Lan se fecha e seu rosto se escurece. Ele demora um pouco para responder, mas lágrimas começam a descer de seu rosto.

 

— Por que? Eu tinha algo que queria fazer, alguém que eu queria ajudar, precisava de uma poção para isso e essa poção precisava de partes de outros coelhos. Você também faria isso caso quisesse ajudar alguém que você ama… — Lan começa a responde. De repente fumaça esbranquiçada começa a sair de todo seu corpo com uma força surpreendente, Medrik e os demais coelhos que assistiam acabam tendo que fechar seus olhos, Lan então continua. — … Eu não consegui ajuda-la e ainda fui preso. Fiz muita coisa errada e queria me redimir, não poderia morrer antes de fazer algo bom, então fugi… O erro de vocês, para a minha fuga, foi ter me deixado em uma cela com mais alguém!

 

O corpo de Lan estava voltando ao normal, o tempo do efeito da poção que ele havia tomado tinha acabado, ele voltara a ser apenas um velho coelho, porém a não ser sua boca, nenhum outro músculo se movia.

 

— Me juntei a um grupo de pessoas que fugiram das garras de Cocyl, e juntos planejamos uma forma de soltar o nosso povo desse falso rei! Esse rei que vocês protegem. Eu posso ser mau, mas ele também é e merece ser preso igual a mim, essa é a minha redenção, a derrota de Cocyl, a liberdade de volta aos Coelhos-cyclops, a liberdade que eu tirei de muitos, mas minha hora chegou… Usei uma poção mortal, a mais forte que eu tinha para atrasa-los, ainda bem que consegui. — Lan termina a sua fala e cai no chão morto, Medrik vira seu corpo e vê um grande sorriso de alívio em seu rosto.

 

“Nos atrasar? Do que ele está falando? SERÁ QUE JÁ CONSEGUIRAM ENTRAR NO PALÁCIO?!”, Medrik pensa consigo mesmo, ele chama alguns outros guardas para o ajudar a levantar, e dá as ordens para que uma frota vá até o palácio, até que um cavaleiro pequeno diz para ele que não haviam mais frotas disponíveis, ali não era o único lugar que havia tido batalhas. Medrik fica tenso, com a ajuda de alguns guardas ele segue até o palácio, mesmo ferido.

 

 

 

Enquanto isso no palácio:

 

— Já estamos andando a 40 minutos, será que isso que o “mago sábio” falou é verdade? — Endo parecia que havia corrido uma maratona, seus dedos já estavam vermelhos de ficarem deslizando na parede e ele já estava sem folego para andar.

 

— Confie em mim! Eu sei que é verdade! — Barik também estava cansado, mas tinha esperança em seu olhar.

 

Finalmente os dois encontram uma passagem, uma que brilhava, ela era diferente de outras que eles haviam visto no labirinto. Essa passagem dava para um corredor longo, com o chão carmesim e mais armaduras nas paredes, no fundo havia uma porta com um cristal amarelo, eles seguem até a porta e a empurram. Sem muito esforço a porta se abre e eles veem aquele que seria Cocyl, ele estava sentado em um trono de ouro, com algumas coelhas acorrentadas dando algumas frutas em sua boca. Endo pensa “Finalmente, agora sim a porrada vai comer solta!”.