Zero’s Mahoutsukai no Gakusei: Capitulo 14 – Poções, brigas e quebra-cabeças!

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Autor: Rebellion

Revisor: Rebellion

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Nota: Esse capítulo tá em terceira pessoa, provavelmente o próximo também estará, digam se gostaram desse estilo de escrita ou não.

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Ao chegarem na grande escadaria, Endo e Barik se deparam com o primeiro grande desafio, subir todos os degraus. Era uma escadaria de mais ou menos 32 degraus de 15 centímetros de altura cada, não daria para subir se arrastando, e se eles se levantassem e subissem normalmente, algum guarda poderia vê-los, Endo então decide usar sua habilidade e dar mini pulinhos degrau por degrau. Quando ele começa a subir, Barik chama sua atenção e fala baixinho que ele não conseguiria subir igual o garoto, seus dedos eram curtos de mais, porém Barik tinha uma idéia!

O coelho sobe nas costas de Endo, virando algo parecido com um totem de caixas, Barik tenta se equilibrar nas costas do garoto, que os leva até em cima. Chegando no topo, eles percebem que não havia nem uma alma viva na portaria do palácio, estava tudo muito quieto e isso era estranho, como o palácio de alguém no nível de Cocyl não iria ter nenhum guarda? Ele deveria estar muito cheio de si ou achar que ninguém ousaria entrar lá dentro.

Os dois rastejam por um longo corredor cheio de armaduras nas paredes, quando acabam chegando em uma porta fechada. A porta era gigante, deveria ter em torno de 7 metros e parecia muito pesada, Endo já estava perdendo a magia absorvida; por ter absorvido ela dentro de uma caixa, ele acabou pegando pouca magia. Endo olha em volta para ver se realmente não havia ninguém no local, quando conclui que só tinha os dois ali, ele se levanta e retira a caixa de cima.

 

— Já não estava mais aguentando ficar se arrastando por ai! — Endo se alonga rapidamente, para retirar a tensão dos músculos.

 

Barik também se levanta e tenta empurrar a porta, mas acaba falhando. Endo retira uma luva e absorve magia ao redor, depois de absorver um bom tanto, ele dá um soco na porta no objetivo de quebra-la, “Se você for meter o cacete em alguém, quebre sua porta também!”, Endo pensa consigo mesmo. Porém seu soco é ineficaz, ele absorve mais magia, e tenta dar mais socos e empurrar a porta, mas nada acontece. Aquilo era inútil, a força bruta não estava adiantando, Endo começa a procurar em volta por alguma manivela ou algo assim, algo que desse para puxar e abrir a porta, como se estivesse em uma Dungeon de um RPG, até que Barik chama sua atenção, ele percebe que cada armadura tinha um símbolo diferente, alguns tinham símbolos amarelos, outros símbolos vermelhos, e outros ainda tinham símbolos azuis.

Endo se lembra de algo que ouviu em uma aula que a Sarah havia dado, algo sobre os 3 maiores reinos daquele mundo, o brasão da Fênix Real (Que também é o brasão da família da Stephanie), conhecida por ter uma cor amarela; o brasão da Lobo Monarca, conhecida pela cor azul e por ser um lobo gigante o animal do brasão; e o brasão do Dragão Vermelho Imperial, conhecido pela cor vermelha e o símbolo ser um dragão com olhos de rubis brilhantes.

 

— Talvez tenhamos que arrumar as armaduras certas uma do lado da outra, vamos nas cores, só temos que saber a sequência das cores… — Endo fala para Barik.

 

— Vamos ter que ir tentando. — Barik responde.

 

Os dois estavam desanimados pois eram 26 armaduras no total. Quando Barik levanta a primeira, pegando pela parte do peitoral da armadura, ela desmonta e cai em pedaços. “MERDA, VAMOS TER QUE COLOCAR PEÇA POR PEÇA?!”, Endo estava cada vez mais desanimando.

 

 

Fora do palácio, os coelhos-cyclops haviam se separado em grupos, Jez e Tom haviam ido para dentro de um milharal, eles estavam sendo seguidos por 4 guardas armados com clavas. Dyr, Bron e Clark haviam corrido para uma área residencial no meio da pequena cidade, eles estavam sendo perseguidos por 7 guardas. Cris havia escalado o telhado de algumas casas perto da área residencial, e estava sendo perseguidos por 3 guardas. San e Clark haviam corrido para perto da muralha, onde havia uma pequena nascente, eles haviam perdido o ponto de fuga e estavam procurando, 2 guardas estavam os perseguindo. Vovô Lan havia corrido para o centro de treinamento dos guardas, havia 9 guardas atrás dele, mas ele não parecia preocupado, na verdade ele estava sorrindo, rindo baixinho, o velho coelho toma uma poção azul escura e fala para os guardas.

 

— Essa é a uma chance perfeita para eu me divertir e testar toda a força dessa poção, HAHAHA! — Ele ri histericamente no final da frase.

 

Todos os músculos do Lan estavam pulsando, de repente eles começam a crescer como se fosse um pão fermentado, ele chega a ficar maior que o Tom, com quase 3 metros de altura, suas garras crescem, ficando com mais de 30 centímetros de comprimento, seus dentes também haviam crescidos, suas presas saiam para fora da boca e seu olho estava vermelho vivo. Ele pega um pilar de pedra, roda em volta de si e aponta para os 9 guardas que já estavam se cagando de medo.

 

— Podem vir, vamos ver se são tão fortes assim! — Ele estava animado para brigar.

 

Até que os guardas começam a abrir caminho para um outro coelho, ele usava uma armadura pesada e era quase do tamanho do Vovô Lan depois de tomar a poção. O coelho retira o capacete negro que cobria seu rosto e começa a falar.

 

— Eu sou o capitão das forças armas, sou o mais forte dos guardas, você terá que passar por mim antes de ataca-los, porém já aviso que nã…

 

Antes que o capitão da guarda pudesse terminar sua fala, Vovô Lan bate com o pilar em seu peito, o fazendo voar e atravessar a muralha.

 

— Venham todos, antes que eu vá até vocês! — Ele ameaça os guardas com um sorriso louco.

 

Os guardas resolvem chamar reforços.

 

Dentro do palácio, depois de montarem todas as armaduras 3 vezes, trocando as sequencias, os dois não aguentavam mais desmontar e montar tudo, estavam ofegantes e com sede.

 

— Deve ter alguma forma mais fácil de fazer isso… — Endo estava pensativo.

 

Ele pega uma clava de uma armadura e troca pela espada de outra, que encaixa perfeitamente, talvez fosse aquilo, trocar as armas, colocar cada arma de cada brasão corretamente. Todas s famílias dos brasões haviam armas das quais passavam de geração em geração, obviamente que a da Fênix Real seria uma espada Claymore, então Endo troca as armas de todas as armaduras de símbolo amarelo.  O do Lobo Monarca era um tridente, porém haviam apenas duas armaduras segurando tridentes, e haviam 6 armaduras com símbolos azuis, alguma coisa estava errada. Barik troca todas as armas das armaduras de símbolos vermelhos por clavas, mas haviam sobrado clavas, eles colocam as clavas que sobraram nas armaduras com símbolos azuis, e algumas espadas também. Nada acontece, estava errado, alguma coisa ali estava errada, talvez aquilo não tinha nada a ver com os brasões, mas algo mais simples, ou mais difícil.

 

Endo e Barik olham em volta, de cima para baixo em 360 graus, procurando por alguma coisa para ajuda-los naquele quebra-cabeça, até que Barik percebe algo parecido com um botão no teto, mas estava muito alto para alcançar, Endo tem então uma brilhante ideia, ele começa a desmontar as armaduras, e a colocar peça sobre peça, criando um pilar de armadura, ele ia usa o pilar como uma escada para chegar até o botão, mas isso iria demorar um bom tempo.

 

 

Jez e Tom haviam se escondido atrás de alguns barris, perto de um guarda que observava os arredores procurando por eles. A coelha grávida começa a assobiar, tentando atrair o guarda, que chega perto da moita sem nem suspeitar de nada, rapidamente Tom tampa a boca do pobre coelho, e o puxa para dentro da moita, torcendo seu pescoço e o fazendo desmaiar. Os dois tinham feito isso desde que conseguiram despistar os 3 guardas que estavam os perseguindo.

 

— Acho que vamos derrotar todos os guardas sem nem precisar usar poção ou gás sonífero, hahaha! — Jez parecia confiante da tática dos dois.

 

— Temos que acabar com mais guardas, vamos indo… — Tom fala em um tom sério.

 

Quando os dois começam a andar, uma flecha passa zunindo pela orelha de Tom, quando ele olha de onde havia vindo a flecha, ele vê um coelho listrado de marrom e preto, usando uma espada e uma balestra. O estranho coelho se aproxima dos dois, e fala.

 

— A quanto tempo, ex-capitão Tom!

 

Os músculos de Tom ficam tensos por um tempo e seu rosto se escurece ao ver o coelho da balestra.

 

— Birn… — Tom responde ao coelho.

 

De repente os dois se movem rapidamente um até o outro, e começam a se socar coordenadamente, Jez fica no lado, observando a briga, com um escudo de madeira bem perto do corpo, para se proteger caso algo desse erado. Os olhos da coelha estavam brilhando vendo aquela briga, os dois coelhos eram musculosos; claro que Tom era um pouco mais, mas os dois pareciam ser puro músculo, porém ainda assim eram velozes nos socos.

 

— Eu devia ter trazido comida, se soubesse que isso iria acontecer… — Jez se lamenta, ainda vidrada na luta.

 

 

San e Clark ainda estavam procurando pelo ponto de fuga; San, mesmo parecendo confiante antes de irem, era um medroso, não é à toa que ele era o mais rápido deles. Quando os dois param, depois de darem uma volta inteira pela muralha, eles percebem que não tinha mais guardas atrás deles.

 

— Final… Finalmente nós os despistamos… — San fala, mal conseguindo respirar.

 

Clark estava deitado no chão, todo ofegante, quando de repente, guardas aparecem por de trás de barris e algumas casas, eles estavam armados e se juntam tentando encurralar os dois coelhos fujões. San não aguentava mais correr, ele começa a pensar que aquele seria o fim dos dois, quando vê um galho no chão, ele pega o galho e chama a atenção de Clark, que estava tremendo.

 

— Clark! Aqui garoto, Pega! — San joga o galho, quando percebe que Clark o viu.

 

Clark pula para pegar o galho, e acaba batendo em 3 guardas que estavam os encurralando. Eram no total 5 guardas, e 3 já haviam caído. San volta com seu olhar confiante e se pronúncia.

 

— Agora que tem poucos guardas, eu posso fazer o que eu faço de melhor… FUGIR! — San pula por cima de clark, o chamando enquanto corria, os dois guardas que não haviam caído começam a persegui-los de volta, mas dessa vez, no meio da cidade.

 

 

Dentro do palácio de Cocyl, Endo tenta se equilibrar enquanto estica seu braço para apertar o botão que havia no teto, ele havia feito uma pilha de diferentes partes de armaduras, ele ainda tinha que esticar seu braço com uma espada para apertar o botão, quando ele finalmente alcança e respira aliviado, uma voz fala dentro da sala.

 

— ERROU!

 

O chão se abre e tudo cai para baixo do solo.