Zero’s Mahoutsukai no Gakusei : Capítulo 13 – Os Primeiros Passos da Rebelião.

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Autor: Rebellion

Revisor: Rebellion


 

Não demorou muito para chegarmos na muralha que havia em volta da pequena cidade dos Coelhos-Cyclops. A muralha era bem alta, devia ter mais de 6 metros, andamos em volta da muralha por uns minutos, seguindo Dyr e Jez, eles estavam mostrando onde estava a rachadura. Quando chegamos, eu fiquei pasmo, aquilo não era uma simples rachadura, parecia que algo havia batido naquele lugar, e então arrancado pedaço por pedaço e feito um buraco para ele passar. Aquilo iria servir, todos passavam pelo buraco sem nenhum problema, o buraco não era tão alto também, o que fazia com que não precisássemos pular para passar, era um perfeito ponto de fuga!

 

Após entramos, começamos uma averiguação do perímetro, vendo se havia guardas por perto, andamos lentamente tentando fazer o menor barulho possível, passamos por algumas plantações e algumas estradas de terra, até que Rup avistou dois guardas, um deles estava quase dormindo, enquanto o outro estava treinando com sua espada, ou seria mais “brincando”? O guarda ficava tentando acertar sua própria sombra enquanto fazia sons estranhos, como se estivesse em uma batalha.

 

Pergunto para a Jez se o Cocyl tinha algum tipo de alarme, ela responde que sim, era como se fosse uma trombeta muito alta. O alarme poderia ser perigoso, mesmo se eu e Barik chegarmos na sala do Cocyl, ele poderia avisar para os outros guardas que ele está em perigo, o que faria o lugar encher de guardas, tínhamos que apagar o máximo possível dos guardas! Tom estava segurando as caixas de papelão, eu peço para que ele entregue uma para cada um.

 

— Vamos ver se perto deles não tem ainda mais guardas, se tiver, podemos atrair a atenção deles e então apaga-los utilizando o gás! — Cochicho baixinho.

 

Cris se dispõe a dar a volta pelos guardas para averiguar, com cuidado ele vai se arrastando no chão pela escuridão coberto pela caixa. Quando ele estava próximo aos guardas, o que estava brincando de batalha percebe um movimento na penumbra, ele então segura a espada, tremendo e tenta ficar em posição de batalha por um tempo, até que um camundongo passa perto dele e ele solta a espada dando um grito abafado, mas quando percebe que havia se assustado com um camundongo, ele se irrita e chuta o chão, pega a espada de volta e se senta perto de uma parede.

 

Depois do Cris fazer um “zero” em volta dos guardas, apenas observando o lugar, ele volta até onde estávamos e sai da caixa.

 

— São só os dois, eu vi algumas iluminações, acho que são tochas de outros guardas, mas estão um bom tanto longe. — Ele responde, meio ofegante. — Mas acho que posso apagar os dois sozinho, sem ajuda do sonífero.

 

Ele pega uma espada de cabo longo e vai com cuidado até os guardas, tentando fazer o mínimo de barulho, o guarda que havia se assustado, agora estava com os olhos fechados, quase caindo de sono. Cris dá a volta por trás de uma casa, onde os dois guardas estavam encostados, e vai até o guarda que possivelmente ainda estava acordado, com um rápido movimento ele bate com o cabo da espada na cabeça do guarda, como nenhum dos dois usavam capacetes, foi fácil fazê-lo desmaiar. O barulho acabou acordando o que estava dormindo ao lado, que se levantou ainda meio zonzo pelo sono, e novamente com um único movimento, Cris apaga o outro coelho. Nós todos batemos palmas abafadas para ele, eu estava surpreso, não esperava que um coelho tão grande conseguisse ser tão ágil e preciso.

 

Nós avançamos com cuidado até onde o Cris havia falado que tinha as tochas, chegando lá, dava bem perto de uma plantação, em volta tinha cerca de 6 guardas rondando a área.

 

— Parece que eles estão caçando alguém! — Barik fala.

 

— Talvez o dono daquela casa. — Jez aponta para um casebre que havia perto da plantação.

 

Passos eram possíveis serem escutados vindo mais a frente, mais guardas haviam chegado, agora não eram apenas 6, mas 10 guardas.

 

— Talvez devêssemos usar aquilo! — Eu dou a ideia.

 

— Mas como? Não temos nenhum lugar para eu escalar! — Cris responde olhando ao redor.

 

— E eu tenho uma ideia para isso! Mas não será com você Cris. — Tom fala em um tom sério. (hahaha, trocadalho do carilho)

 

Tom pede para o San ir atrair os guardas, e assim ele faz em uma velocidade imensa. Enquanto isso, Tom segura o Rup, que começa a se debater.

 

— Acalme-se Rup! Você só precisa atirar o frasco perto dos guardas!

 

Tom fala enquanto Lan entregava um frasco para Rup.

 

— Mas você vai me pegar de volta né?!  — Antes que Tom pudesse responder, ele lança Rup para cima, pois San já estava voltando com muitos guardas atrás dele.

 

Rup, no ar, vira seu corpo ficando de barriga para baixo, seu olho passa por todos os guardas, procurando o melhor lugar para acertar o frasco, quando ele finalmente encontra um espaço entre as pernas dos guardas, bem no meio da multidão, ele lança o frasco, que acerta o chão e se quebra, fazendo uma nuvem de fumaça sonífera. San consegue chegar até nós rapidamente, deixando os guardas para trás, em poucos segundos os guardas já estavam moles e mal aguentando os seus próprios pesos, em menos de um minuto eles já estavam dormindo.

 

Tom esquece de segurar o Rup, que estava caindo no ar, Dyr e Bron começam se mover de um lado para o outro, para pegarem o amigo, mas nenhum dos dois consegue e o pobre coelho que fora jogado acaba caindo em cima dos dois.

 

Eu e Barik tínhamos que nos apressar para chegarmos no palácio do Cocyl, mas mais passos eram possíveis serem ouvidos, passos apressados, talvez tenham visto o Rup voando? Lan fala que eles cuidariam dos guardas, eu e Barik pegamos nossas caixas, antes de eu entrar dentro da minha, eu hesito por um tempo e falo com muita seriedade no olhar.

 

— Quando eu entrar na caixa, não serei mais o Endo, quando eu entrar, me chamem de Snake! — Eles não entendem o que eu queria dizer com isso, mas acabam aceitando.

 

Eu e Barik vamos nos rastejando em direção ao palácio, que ficava ao Norte da cidade. Quando faltavam poucos metros para chegarmos na grande escadaria do palácio, dois guardas aparecem e se sentam em algumas caixas de madeira que estavam ao lado de nós, um deles fala para o outro.

 

— Fica de prontidão que eu vou ali no canto mijar. — Ele larga suas armas junto do companheiro e desaparece na escuridão.

 

— Maldito, acha pode me dar ordens! Ele não é nada mais que um jovenzinho miserável, só porque ele é maior que eu! — O outro que estava sentado começa a resmungar.

 

Ele parecia irritado com a situação em que estava, odiava o outro soldado, aquela era uma chance perfeita para uma de minhas artimanhas supimpas.

 

— Você está certo. — Eu falo bem baixinho.

 

Rapidamente o coelho que estava sentado entra e guarda e começa a procurar de onde veio aquela voz.

 

— QUEM ESTÁ AI! — Ele grita. O coelho que estava mijando grita para ele parar de ser maluco e que não tinha nada.

 

— Eu sou a sua consciência, e você está certo! Você é melhor que ele! — Eu começo a engana-lo.

 

Ele se senta novamente e repete “Minha consciência…?”.

 

— Sim, sua consciência. Você é melhor que esse soldadinho miserável, você mesmo sendo menor é mais forte! Sabe usar melhor as armas! Na verdade, você nem precisa das armas, no soco você é melhor! — A cada palavra que eu falava, o soldado gritava “Sim!”. — Vamos lá! Vamos acabar com ele no soco, solte todas as suas armas e esconda as dele, vamos meter porrada! — Eu o incentivo ele e rapidamente ele faz o que eu mando.

 

Os dois começam a brigar, depois do coelho menor meter um soco na costela do outro enquanto ele mijava, era uma cena linda de se ver, os dois coelhos se socando, enquanto um gritava: “SEU VELHO LEZADO, AGORA TO TODO MIJADO”, e o outro respondendo: “É NORMAL VOCÊ SE MIJAR COM ESSE SEU PINTINHO DE CRIANÇA”, isso me faz pensar por um tempo que eles nem precisavam de roupa, pois os pelos tampavam tudo. Enquanto estava perdido em meus pensamentos, Barik me dá um toquem, eu não podia perder mais tempo, precisávamos chegar até Cocyl rapidamente!

 

Enquanto íamos nos rastejando até a grande escadaria, Barik olha para trás, para aqueles dois coelhos se matando e sussurra baixinho para que eu não escutasse:

 

— Você é assustador…

 

Eu me viro para ele, ainda na caixa e pergunto se ele falou algo, e ele nega.

 

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