Zero’s Mahoutsukai no Gakusei – Capitulo 11: A Caminho da Revolução!

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Autor:Rebellion

Revisor:Rebellion

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A toca ficava na floresta atrás da colina, mas não era tão simples acha-la, a entrada ficava entre umas moitas que pareciam aleatórias, perto de algumas árvores com os troncos bem grandes, essa era a única coisa que diferenciava essas árvores das demais que havia na floresta. Perto dos troncos e atrás das moitas, havia um buraco bem grande, aquela era a entrada para a toca, ao que parecia, ela ficava em baixo da terra, no subsolo, mas eu estava enganado quanto a isso. Quando entramos pelo buraco, tínhamos que nos rastejar um pouco para frente, até que caímos dentro de algo que parecia uma cabine, estava muito escuro, mal dava para ver um palmo a frente. A cabine então começou a se mover para cima e de repente uma luz forte bateu em nossos rostos. Na verdade, a cabine não passava de um elevador manual, o Barik havia puxado uma corda para nos levar para cima e a toca era dentro de uma das árvores com tronco muito grande.

 

Depois de sairmos da cabine, eu olho em volta, procurando analisar o lugar, parecia uma sala-de-estar, porém em vez de um sofá, era um amontoado de feno, no entanto ainda havia algumas almofadas no feno. Tinha também uma mesa rústica de madeira, feita de troncos de árvores, algumas banquetas também feitas de tronos de árvores e nas paredes algumas tochas acesas.

 

— Como que vocês conseguiram encontrar um lugar tão grande em uma árvore? — Pergunto surpreso, por fora não dava para perceber que era tão grande.

 

— Um elfo mago nos ajudou a criar esse lugar. — Barik responde, enquanto se lembrava do bondoso elfo.

 

Aquela sala havia sido criada com magia, graças a isso eu fico com receio de tocar em qualquer lugar, mesmo sabendo que estava com luvas. Os Coelhos-Cyclops que haviam fugido estavam na sala também, eles nos observavam surpresos com a minha presença, percebendo os olhares que eu estava recebendo, eu me viro para eles e me apresento.

 

— Ola, meu nome é Endo, eu irei ajudar vocês contra o exército de Cocyl!

 

Na sala, havia 8 “pessoas”, tirando eu e o Barik, dois deles estavam sentados no sofá de feno. Um deles era um coelho bege malhado com marrom, não era tão alto quanto Barik, porém parecia mais musculoso, esse coelho olha para mim sem falar nada; ele me lembrava o colega de quarto de Keith. O outro que estava no sofá deveria ser a mulher, pois sua barriga estava gigante, ela tinha uma pelagem branca e um grande olho azul, ela esboça um sorriso no rosto e me cumprimenta.

 

— Prazer em conhece-lo Endo, eu sou Jez. — Ela acena para mim.

 

Havia um em uma cadeira perto do feno, ele se aproxima de mim, me analisando de cima até em baixo, esse coelho tinha uma pelagem Cinza escura, com algumas manchas grisalhas em algumas regiões, ele também sorri, com alguns dentes faltando na boca.

 

— Sou Lan, prazer em conhece-lo! — O coelho idoso aperta a minha mão.

 

Lan parecia sem um coelho legal, ele foi o único que se aproximou de mim.

 

Nas cadeiras, perto da mesa, haviam mais 3 coelhos, um de pelos negros, com algumas manchas brancas, ele apenas acena para mim com um sorriso. O outro era um coelho marrom, com algumas listras negras pelo corpo, ele já faz um reverencia com a cabeça e se apresenta.

 

— Meu nome é San, prazer! — Esse coelho parecia ser bem animado.

 

O último dos que estavam nas cadeiras, era um coelho cinza claro, igual ao Barik, porém ele era o mais baixinho de todos que estavam na sala. Ele me olha com desprezo e fala.

 

— Porquê você trouxe um humano para nos ajudar?! — Ele parecia irritado com a minha presença. — Ele vai acabar se voltando contra nós e nos matando apenas para pegar nossas peles! — Ele me encarava com ódio.

 

— Pare com isso Dyr! — Barik repreende o coelho cinza. — Eu também não gosto de me juntar a um humano, mas ele falou que pode nos ajudar… — Ele para um momento. — … Eu também já vi uma parte de sua força, ele conseguiu me levantar e me jogar a mais ou menos um metro de distância, não é qualquer humano que consegue! Além que ele é um mago. — Barik tenta mostrar meus pontos positivos.

 

Eu não poderia ficar calado, tinha que mostrar minha convicção.

 

— Eu não quero pegar suas peles, só quero ajuda-los contra Cocyl, para que assim vocês possam ter as suas fazendas de novo e parem de roubar comida dos humanos! Posso não parecer, mas sou forte! — Afirmo com todas as minhas forças, tinha que mostrar minhas reais intenções.

 

— Não sei… — Dyr ainda estava receoso.

 

Dois coelhos que estavam sentados no chão, perto de uma parede, ficam observando toda a discussão em silêncio, até que um deles se levanta e sugere algo.

 

— Que tal você demonstrar a sua força? Um humano jovem e magricelo como você não demonstra segurança, mesmo conseguindo falar bonito. — Esse coelho tinha uma pelagem mesclada de azul com cinza, seu olho tinha um brilho esverdeado forte, ele aparentava ser calmo.

 

O coelho que estava sentado no feno, o que não havia falado nada, dá um grande suspiro e se levanta.

 

— Você fará uma queda de braços comigo! — Ele aponta para si mesmo com o polegar. — Eu sou o que tenho mais força entre todos aqui.

 

O coelho parecia confiante de suas palavras, eu penso por um momento e decido fazer a queda de braços. Nós dois nos sentamos cada um em uma cadeira, um de frente para o outro e colocamos nossos braços na mesa de madeira. Eu não sabia bem como segurar a mão dele, já que ela era grossa por causa dos pelos e maior que a minha. Depois de me ajeitar um pouco, eu finalmente estava pronto, eu havia retirado uma das luvas, para poder juntar magia, não queria juntar tanta magia, mas não sabia o quanto que eu iria precisar.

 

— Podemos começar! — Eu falo, preparado para a disputa.

 

Rapidamente, o coelho infla seus músculos, parecendo uma massa de carne gigante, ele era realmente muito forte! Mesmo usando uma grande quantidade de força, eu conseguia manter a minha mão no meio sem nenhum problema, ela não se movia nem um milímetro para o meu lado. O coelho então começa a usar mais e mais força, fazendo com que suas veias saltassem para fora, seus pelos não conseguiam cobrir todos os músculos, suor escorria de seu rosto como se ele estivesse numa chuva; eu estava com medo dele desmaiar do nada pela quantidade de força que ele estava usando, então resolvo acabar com aquilo logo.

 

Com um único movimento, coloco a mão dele para baixo, “BAM”, podia-se ouvir na mesa, eu havia ganhado, mas e mesa havia se quebrado pela minha força, mas mais, pela força dele, que havia soltado tudo no momento em que seu braço cedeu.

 

Todos na sala estavam me olhando surpresos, um tanto assustados, mas o que mais havia se impressionado era o coelho com quem eu havia competido, ele me fitava com os olhos arregalados, ou melhor, o olho arregalado.

 

— Vo… Você ganhou… — O coelho me dá a vitória. Depois dele recobrar o fôlego pela partida, ele vai até mim e me cumprimenta da maneira correta. — Sou Tom, prazer em conhece-lo! — Ele aperta minha mão, porém sua mão estava tremendo muito, possivelmente de espasmos musculares… ou medo.

 

Os coelhos que não haviam me falado seus nomes, terminam de se apresentar.

 

O coelho de pelagem azul se chamava Cris, o que estava perto dele, também sentado perto da parede, se chamava Bron, esse tinha uma pelagem avermelhada, ele era o mais magro entre eles, porém era muito alto! Já o coelho de pelagens negras se chamava Rup. Depois de conhecer todos na sala, Barik me fala que estava faltando um lá e pergunta para os outros aonde ele havia ido.

 

— O Clark foi procurar alguma comida, provavelmente deve ter ido até a fazenda humana também, já que você, Barik, só traz comida para um! — Jez fala com um tom de crítica.

 

Barik fica sem jeito.

 

Eu já tinha uma ideia de como chegar no Cocyl, mas queria deixar esse plano como surpresa, para isso precisaria de cobertura e de pegar algumas coisas na fazenda, aquela era a chance perfeita para eu voltar até lá. Antes de falar que eu iria ir até a fazenda trazer o Clark e algumas coisas para o plano, eu pergunto a eles se tinham algumas habilidades a mais, além de ficarem deformados por causa dos músculos.

 

— O vovô Lan é um alquimista de poções, ele consegue fazer poções e gases. Dyr sabe usar espada. Cris consegue se mover sorrateiramente sem que ninguém perceba, além que é muito bom escalando. Bron tem uma ótima resistência. San é ótimo em irritar os outros, além de ser bem rápido. Como você viu, Tom é muito forte, Barik consegue cavar muito rápido. Rup tem uma ótima mira. Eu não posso fazer muitas coisas por estar grávida, mas também sou muito boa lutando, além que posso fazer imitações e me esconder muito bem, foi assim que fugi de Cocyl. O Clark… Bem… Ele sabe cozinhar.

 

Aquilo era perfeito para criar um pequeno exército, eu já tinha todo plano em minha mente, mas precisava do Clark junto para escutar tudo, então falo para eles que eu voltaria para a fazenda e traria o Clark comigo, além de algumas coisas a mais, coisas que iriam nos ajudar.

 

Estava entardecendo, pelo sol (e pelo meu celular), já deveria ser umas seis horas. Quando volto a fazenda, vejo Stephanie brincando com o cachorro gigante e Sonia tomando suco sentada em uma cadeira que parecia muito uma de praia, quando Sonia me nota, ela coloca o copo no chão e pergunta.

 

— Onde você estava? Já conseguiu terminar a sua missão?

 

— Ainda não, mas tô quase. — Respondo, com um pouco de raiva pela mordomia que ela estava recebendo. — Você viu o Rael? — Pergunto a ela, enquanto observava os arredores.

 

— ELE TÁ NA PLANTAÇÃO!! — Stephanie grita, enquanto o cachorro tentava colocar a cabeça dela em sua boca.

 

Deixo as duas sozinhas e vou até a plantação, Rael estava brigando com um Coelho-Cyclops de pelagem amarelada, ele deveria ser o Clark. Me aproximo de Rael e falo para ele deixar comigo.

 

— DÁ UM JEITO LOGO NESSAS PRAGAS! — Rael grita para mim.

 

— ESTOU TENTANDO! — Grito de novo.

 

Me aproximo do coelho e falo perto de seu ouvido.

 

— Clark, Jez falou que você é um bundão que não sabe fazer nada. — Tento irritar ele, sem saber como é a convivência dos dois.

 

— AQUELA VÁDIA DISSE O QUE?! — Ele se irrita facilmente com aquilo.

 

Eu estava rindo pela reação, Jez havia me falado que o Clark não era tão inteligente e que odiava ser chamado de inútil.

 

— Calma, eu só estava brincando. Eu sou Endo, vou ajudar vocês a lutar contra Cocyl! — Tento Acalma-lo e explico a ele.

 

— A… — Ele pensa um pouco. Seria normal se ele ficasse receoso com aquilo, um humano aleatório falando essas coisas, qualquer um acharia estranho. — Tudo bem! Eu sou Clark! Obrigado pela ajuda! — Ele aceita tudo rapidamente.

 

“Ele é idiota?”, penso. Peço para ele me esperar para nós irmos juntos e digo que só precisava pegar algumas coisas antes. Ele faz uma reverencia de soldado e fica me esperando em guarda.

 

Eu vou até Rael e peço para ele algumas coisas.

 

— Para eu terminar a missão, vou precisar de algumas coisas para me ajudar, primeiramente algumas armas, algumas ervas e algumas caixas de papelão! — Falo com a ideia brilhante em minha mente.