Zero’s Mahoutsukai do Gakusei: Capitulo 10 – Cocyl e a historia de Barik

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Autor:Rebellion

Revisor:Rebellion

 


 

 

 

Enquanto corria com todas as minhas forças, as pessoas paravam de trabalhar para ver a cena bizarra, uma abóbora fugindo de um coelho gigante, me sinto constrangido com os olhares deles, mas eu não podia parar de correr. Coloco o braço dentro da abóbora, tentando procurar meu bolso para pegar o mapa, não me lembrava aonde estava a colina e isso era um problema. Quando finalmente acho o mapa e o abro, uma rajada de vento bate nele, o fazendo voar. Não tinha tempo para pega-lo do chão, o coelho podia ser grande, mas era muito veloz e cada segundo que passava, ele chegava mais perto.

 

— AAAAAAAAH!!! VOU TER QUE USAR ISSO! — Grito, enquanto tirava minhas luvas e as guardava no bolso.

 

Vejo se seria apenas uma estrada reta, fecho meus olhos e me concentro tentando absorver magia o suficiente do ambiente. Quando sinto um pouco de magia absorvida, concluo que já era o suficiente e acelero mais os passos. Eu estava correndo igual ninja de anime, com meus braços esticado para trás. Enquanto eu corria ainda ia juntando magia para transforma-la em energia, minha velocidade havia aumentado 20 quilômetros só com isso.

 

Começo a deixar o coelho para trás e acho melhor diminuir a velocidade, mas não consigo, eu continuava rápido como um animal em desespero, não conseguia parar, tento mover meu braço, mas a força do vento impede que eu o mova, eu estava me sentindo um carro, quando vejo, mais a frente uma colina, era lá que eu ia! Subo com facilidade, porém em cima dela eu tropeço em uma raiz e caio. Desço rolando colina a baixo, me machucando todo, o bom era que a colina não era tão alta e que aquilo havia feito eu parar de correr. Quando olho para cima, para ver a altura que eu tinha caído, vejo uma massa enorme de pelos caindo bem em cima de mim.

 

Sou sufocado pelo Coelho-Cyclops, bato nele com minhas mãos para tentar fazê-lo sair de cima, mas ele nem se move, seguro ele, o levanto e o jogo mais a frente, gritado.

 

— SAIA DE CIMA DE MIM!!! — Estava ofegante por causa do cansaço.

 

A abóbora que eu estava vestindo se quebra, quando o coelho olha para mim, seu rosto passa de um esfomeado possessivo, para um rosto deprimido, não demora muito para ele dar de ombros e me ignorar. Aquilo me incomoda um pouco, então eu vou até ele e o chuto fraquinho.

 

— Você me persegue tentando me comer e ainda dá as costas para mim?! Se bem que fui eu que atrai você pra isso… — Falo com um tom de culpa.

 

O coelho continua me ignorando, ele se deita no chão e começa a dormir. Olho fixamente para ele, estava começando a me irritar de verdade com o animal, coloco minhas luvas de volta em minhas mãos, assim cessando a absorção de magia, mas eu ainda havia um excesso de energia em meu corpo e por isso estava tremendo um pouco. Me sento do lado dele, cruzando minhas pernas e apoiando um braço em um dos meus joelhos.

 

— Você e seus companheiros poderiam parar de devorar as plantações dos fazendeiros? — Pergunto, mesmo sem esperar uma resposta, afinal, ele era apenas um animal.

 

— Não! — Escuto uma voz negando meu pedido.

 

“Não pode ser… O coelho falou?”, fico um tanto surpreso e assustado com isso, num momento começo a achar que estava escutando vozes.

 

— Ei, você falou? — Pergunto ao coelho, mas ele nem se move e nem faz barulhos.

 

Começo a cutuca-lo com um graveto, cutuco tanto que ele se levanta rapidamente, se vira para mim e grita.

 

— PARA COM ISSO, DEIXA EU DORMIR! — Mas rapidamente ele tampa sua boca com suas patas e se vira fingindo que nada aconteceu.

 

— Você pode falar! — Isso poderia facilitar tudo. — Por que vocês não podem parar de comer as plantações? — Tento buscar informações.

 

Ele continua fingindo que não sabe falar, então começo a encher o saco dele, até que ele se irrita e fala.

 

— Para com isso humano maldito! Se você quer que eu fale, eu falo, mas pare de me incomodar! — Ele parecia um velho rabugento.

 

Ele se senta igual a mim; com as pernas cruzadas, ele respira fundo e começa uma explicação.

 

— Antes, nós, os “Coelhos-Cyclops” vivíamos em um tipo de tribo, morávamos em uma clareira no meio da Floresta-Das-Salamandras, nós também éramos fazendeiro, cultivando legumes que comíamos e etc, porém um dia, um certo Coelho-Cyclops, chamado de Cocyl foi até a nossa pequena vila e falou que ele iria controlar a área, claro que a maior parte dos moradores não aceitaram de primeira, mas Cocyl era muito forte, nem mesmo com 10 de nós indo para cima ele sucumbia. Com o tempo, a única coisa que poderíamos fazer era aceitar e foi isso que fizemos. Ele começou a controlar a região e colher todos os legumes para si, sequestrou muitas de nossas fêmeas para faze-las de reféns. Não tínhamos mais comida para nós mesmos, tudo ia para ele, a única forma de nos alimentar era roubando comida ou fugindo de Cocyl, o que era difícil, pois ele ganhou guardas falando que daria comida a quem se juntasse a ele, eu fui um dos únicos que conseguiu fugir, me juntei a mais 10 outros que haviam fugido também; esse número pode parecer grande, mas nós somos coelhos, temos em média 10 filhos por ano a cada casal! Não temos tempo para montar uma nova fazenda, precisamos nos alimentar para tentar lutar contra Cocyl e seu exército, além que um dos que fugiram conseguiu ser uma fêmea que está grávida… — Ele explica com um texto extenso e com um grande pesar em sua voz.

 

— É, eu realmente não ligo para sua história… É só derrotar esse tal de Cocyl e o expulsar da sua vila, não é? — Pergunto, mesmo sem ter prestado atenção na metade do que ele havia falado.

 

— Bem… Sim, mas não é como se um humano fraco como você fosse conseguir vence-lo, além que ele tem um exército. — O coelho responde.

 

— E eu tenho… Eu não tenho nada, essa missão é só pra um, tsc… — Perco uma chance de parecer legal, não gostava de perder essas chances. — Mas não se preocupe, eu conseguirei vence-lo, porém você tem que me prometer, que se eu o expulsar de lá, nenhum Coelho-Cyclops irá até a fazenda comer os legumes deles!

 

O Coelho-Cyclop pensa um pouco, e finalmente me responde.

 

— Ok, eu prometo. — Ele estende a pata para mim. — Meu nome é Barik.

 

— Sou Endo. — Eu aperto a pata de Barik. — Vou precisar que vocês, os que escaparam, me deem cobertura enquanto eu vou até Cocyl, para isso vou precisar de informações de como é o lugar onde ele e seu exército estão e precisamos criar uma estratégia! — Tento mostrar um olhar sério para Barik.

 

— Então devemos ir até a toca, preciso apresenta-lo aos outros 10 de nós… — Ele fica quieto por um tempo. — Obrigado Endo, não achava que humanos poderiam ser tão legais a nós, Coelhos-Cyclops…

 

— Por que vocês não gostam dos humanos? — Pergunto, mas logo me arrependo.

 

— Não sei quanto aos outros, mas para mim pelo menos começou quando eu era criança, eu era bem energético e …

 

Corto a fala dele rapidamente, pois vejo que seria mais um texto longo e extenso.

 

— Resuma, por favor. — Peço irritado.

 

— Meus pais foram mortos quando eu era pequeno, foram mortos por humanos que queriam pegar suas peles. — Ele resume a triste parte de sua vida.

 

Com isso eu até entendia, mesmo ele não atacando os humanos, dava para ver que ele não gostava deles, mas com a situação que ele se encontrava, era necessário se aproximar de um de seus inimigos.

 

— Vamos até a toca? — Ele pergunta a mim.

 

— Vamos! — Eu respondo.